Magrado comete erros em discurso para os profissionais da Educação

O prefeito de Viana, Magrado Barros (DEM), deixou por algumas horas o discurso chulo de “macho velho”, repleto de expressões vulgares como “torcer o rabo da anta” e outras, para tentar encarnar a figura do bom gestor durante uma reunião realizada, esta semana, com os gestores da Educação, o Encontro Pedagógico 2020.

A tentativa foi um fiasco. De saída, Magrado errou ao afirmar: “quero dizer pra vocês que, na nossa campanha, nós tínhamos 28 metas. Já cumprimos mais de 60”. Como não se pode cumprir 60 metas de um total de 28, presume-se que ele esqueceu de acrescentar um improvável percentual ao número sessenta. O prefeito aproveitou a ocasião para anunciar, como um grande feito, o reajuste de 12,84% à classe: nenhum favor aos educadores já que a medida é obrigatória, prevista em lei. Viana, aliás, foi um dos últimos municípios do Maranhão a promover a correção salarial aos professores.

Outro grave equívoco cometido pelo chefe do Executivo municipal foi ter afirmado que as três creches estavam com obras paralisadas desde 2017 porque o CAUC do município “estava sujo”. O CAUC é o Cadastro Único de Convênios, um serviço auxiliar que disponibiliza informações, de forma resumida, sobre a situação de cumprimento de requisitos fiscais por parte dos municípios, necessários à celebração de instrumentos para transferência de recursos do governo federal. Estar inadimplente não impede a construção de creches, já que os repasses aos municípios são obrigatórios e constitucionais nos setores da Educação, Saúde e Assistência Social.

Obra federal: Creche do bairro Vinagre, abandonada pela gestão de Magrado Barros

A educação pública do município vai muito bem. Não há “bondade” alguma no reajuste de 12, 84% nos salários dos profissionais da Educação. Uma rápida consulta ao Portal da Transparência do Governo Federal mostra que, somente em 2019, Viana recebeu de recursos do Fundeb, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, de janeiro a dezembro, a quantia de 22 milhões, 789 mil, 485 reais. Muito dinheiro, muito gogó para pouca coisa realizada.