“Há em Bolsonaro um ditador enrustido”, diz presidente da OAB

O vídeo em tom exaltado no qual o presidente Jair Bolsonaro (PSL) faz críticas à imprensa em reação à citação do seu nome na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco foi visto pelo presidente da presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, como uma mostra do perfil autoritário do presidente.

Felipe Santa Cruz, Presidente da OAB – Imagem: Fernando Moraes/UOL

UOL São Paulo

“O presidente é um homem de um viés autoritário claro, há nele um ditador enrustido. Ele tem ódio da imprensa, trabalha o ódio, trabalha o ataque”, diz Santa Cruz.

O presidente da OAB afirmou ser “grave” a possibilidade de que Bolsonaro crie problemas para a renovação da concessão da TV Globo, responsável pela reportagem que apontou o depoimento que cita o nome do presidente nas investigações. “É preocupante que o presidente use a força da Presidência da República, que é muito maior do que ele, para tentar calar o trabalho livre da imprensa brasileira e retaliar, o que ele faz é retaliar o mensageiro. É muito grave, é antidemocrático, e isso sim deve ser repudiado”, diz Santa Cruz.

Em vídeo publicado ontem, após a reportagem da Globo, Bolsonaro menciona em tom de ameaça que a renovação da concessão da TV deverá ser analisada ainda durante seu mandato. “Não vou conversar com vocês da TV Globo. Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém. Essa é a preocupação de vocês? Continuem fazendo essa patifaria contra o presidente Jair Bolsonaro e sua família.

“Continua, TV Globo”, disse o presidente, em vídeo ao vivo transmitido em suas redes sociais. Hoje, ao ser questionado sobre o teor das afirmações da véspera, Bolsonaro disse nunca ter ameaçado órgãos de imprensa.

“Aqui não tem ditadura”, disse Bolsonaro, elevando o tom de voz. “Nunca em nenhum momento partiu de mim ameaça a qualquer órgão de imprensa no Brasil”, disse o presidente. As emissoras de rádio e TV são concessões públicas. A da Globo vence em 2023, mas o presidente da República pode avaliar a renovação até um ano antes da data. A decisão do Planalto pode ser revisada pelo Congresso Nacional. Para o presidente da OAB, que conversou com a reportagem do UOL na manhã de hoje, o assassinato de Marielle é um “divisor de águas” no país e o crime precisa ser elucidado. “O mais importante no caso Marielle é que isso é um divisor de águas da institucionalidade brasileira”, diz.

“É importante pro futuro do Brasil e da democracia brasileira que se esclareça quem foram os envolvidos no homicídio de Marielle Franco e Anderson, seu motorista, sob pena de não sermos efetivamente um país que caminha no sentido civilizatório”, afirma o presidente da OAB.

Sobre a possibilidade de que a Polícia Federal assuma as investigações do caso, Santa Cruz diz continuar confiando no trabalho da polícia do Rio. “Eu continuo seguindo a família, que confia na investigação que vem sendo feita no Rio de Janeiro. Eu tenho confiança no Ministério Público do Rio de Janeiro, na Polícia Civil do Rio de Janeiro, e confio que ela vai desvendar o mandante desse crime” Em setembro, a família da vereadora disse ser contrária à intenção da PGR (Procuradoria-Geral da República) de federalizar as investigações sobre os eventuais mandantes do assassinato, o que levaria o caso da Polícia Civil do Rio para a Polícia Federal. O pedido de federalização foi apresentado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pela então procuradora-geral da República Raquel Dodge. Até o momento, ainda não há decisão da Justiça sobre o pedido.

Viana ganha serviço de transporte por aplicativo

A cidade de Viana, na Baixada Maranhense, já conta com um serviço de transporte por aplicativo. O POP 98 oferece ao usuário a opção de solicitar um carro com tranquilidade, rapidez, conforto e segurança.

Divulgação

Segundo o empresário Fellickson Azevedo, empreendedor do serviço, “esse é mais um investimento que estamos fazendo em Viana, com objetivo de proporcionar mais mobilidade com segurança e gerar empregos em nosso município” afirmou.

Seleção

Os aprovados na seleção serão submetidos a um treinamento com técnicas de atendimento para oferecer o melhor serviço possível. Todos os veículos serão vistoriados e terão que estar dentro dos padrões e normas de segurança. Em breve serão vários carros disponíveis, de acordo com a demanda, e, para os motoristas da cidade será uma oportunidade para ganhar dinheiro trabalhando por conta própria, sem escritório ou chefe.

Os interessados em ser motorista ou utilizar os serviços do POP 98  já podem baixar os aplicativos abaixo:

App Android Passageiro: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.pop98car.passenger.drivermachine

App Android Motorista: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.pop98car.taxi.drivermachine

App iOS Passageiro: https://itunes.apple.com/br/app/seu-motorista/id1317089898?l=pt&ls=1&mt=8

Por que os edifícios caem!?

Prédio desaba em Fortaleza (15/10) e faz uma vítima fatal – Arquivo Google

Por: Luiz Carlos Pinheiro Gomes **

Quando o renomado professor Aderson Moreira da Rocha esteve aqui no Maranhão pela última vez pelos idos da década de noventa para ministrar a engenheiros o seu festejado Curso de Concreto Armado nas dependências do Hotel La Ravardière, regozijei-me com a sua respeitada presença e tive ali, no particular, a grata oportunidade de indagá-lo sobre diversos temas relacionados ao metier cálculo de estruturas de concreto armado, em especial perguntei-lhe: “Por que os edifícios caem!? ”

Essa é uma pergunta que vem sendo repetida e vale a pena tentar respondê-la para esclarecer equívocos.

Os edifícios caem pela mesma razão que caem os aviões, que afundam os transatlânticos e que explodem as espaçonaves. A razão está na aleatoriedade de todos os fenômenos físicos cujos múltiplos fatores de influência podem assumir conjugações extremamente desfavoráveis capazes de conduzir os viadutos, as pontes, os edifícios, os aviões, os transatlânticos ou as espaçonaves a colapsos indesejados.

Imaginar que projetos corretamente elaborados, construções primorosamente executadas e utilizações irretocáveis serão capazes de evitar inteiramente o risco de ocorrência desses colapsos é desconhecer sua natureza aleatória. Como dizem, sobreviver é superar riscos!

Todas as pessoas ao embarcarem nos aviões, por exemplo, implicitamente sabem que não importa o modelo, o projeto e a empresa aérea, elas estarão a correr riscos de acidentes fatais. Existem aqueles que se recusam a aceitar esses riscos e não embarcam nos aviões de maneira alguma, por exemplo. Mas, existirão sempre situações em que o benefício a ser auferido parece compensar os riscos a ser assumidos.

Não há como garantir a certeza absoluta de que um avião não venha a cair ou que um edifício, mesmo com alguns poucos anos construído não tenha risco de entrar em colapso. De fato, segurança não significa certeza, mas, sim, confiança. Os riscos não podem ser inteiramente eliminados, mas podem ser limitados em níveis de probabilidade aceitáveis pela sociedade. Se os aviões caem ou os prédios desabam — mesmo por absoluta falta de conservação das estruturas, a sociedade reclama e a Engenharia deve rever seus protocolos técnicos.

Hoje a maioria dos bons softwares que ajudam o engenheiro calculista na tarefa de elaborar projetos estruturais de edifícios, fazem análise e dimensionamento pelo consagrado “método dos elementos finitos” e trabalham com até bilhões de equações simultâneas! Isso mesmo, bilhões de equações, coisa humanamente impossível até há poucos anos atrás! E inúmeros fatores condicionantes para buscar uma melhor estabilidade das estruturas. Hoje também os síndicos dispõem (os que não dispõem deveriam dispor) de um Plano de Manutenção dos Edifícios, tudo de acordo com normas preconizadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O saudoso Doutor Aderson já nos falava das probabilidades de um edifício em concreto armado entrar em colapso por imprecisão de consideração de carga, posto que os coeficientes de segurança para o cálculo de concreto armado foram adotados via de regra na probabilidade 1:10.000. Isto significa dizer que para cada 10.000 estruturas calculadas 1 (uma) poderá entrar em ruína por erros expressivos de carga, diga-se expressivos. O que é evidentemente uma situação bem remota tendo em vista os meios de cálculos adotados hodiernamente pelos poderosos softwares modernos.

A nosso ver, os engenheiros devem convencer-se, pois, da realidade de que nenhuma construção, por melhor projetada, construída e regularmente conservada estará a salvo de infortúnios porque sua probabilidade de ocorrência, apesar de bem pequena, não será nula jamais! A sociedade necessita também convencer-se de fazer a sua parte e de que o risco está associado a todas as atividades humanas, inclusive a de transpor por cima de um viaduto avariado ou de morar em um edifício malconservado.

Entendo, pois, que a Engenharia de Estruturas age equivocadamente quando, através de seus representantes autorizados, passa à sociedade a convicção de que os colapsos podem ser inteiramente evitados pela competência profissional e que, por esse motivo, sua ocorrência é inaceitável.

** (Eng.º Civil/Titular da Market – Planejamento, Engenharia e Construções Ltda)

E-mail: [email protected]

Secretário Júlio participa de conferência do PCdoB em Viana

No último sábado (26), oo Secretário de estado da Agricultura Familiar, Júlio César Mendonça, participou da 6a Conferência Municipal do PCdoB, em Viana.

A conferência contou com a presença de membros do partido, lideranças locais e de outros municípios da Baixada.

“Um momento de reflexão com a participação popular para discutir sobre o destino da nossa cidade,  onde o partido comunista tem uma responsabilidade muito grande. Realizamos uma excelente Conferência com a presença de filiados para recomposição do partido no município, e traçar novos rumos para incentivar o desenvolvimento de Viana, e assim, contribuir na geração de emprego e renda, e dar condições para o vianense viver bem e melhor. Obrigado a todos que estiveram neste ato democrático. Viva Viana! Viva o Maranhão!,” disse o secretário.

Viana – Eleições 2020 – Bateu o desespero! Carrinho sobe nas pesquisas e começa a ser alvo de ataques de fake news

O economista Carrinho Cidreira (PL), líder absoluto das pesquisas de intenção de voto em Viana (MA), começa ser alvo de intensa campanha difamatória feita nos subterrâneos de um QG montado com única finalidade de “desconstrui-lo” e inviabilizar sua candidatura a prefeito.

Os ataques se intensificaram justamente agora na reta final para o evento de lançamento da pré-candidatura de Cidreira, a ser realizado no dia 30 de novembro, em uma grande solenidade já comentada no município como sendo não apenas com objetivo de eleição, mas de aclamação do ex-secretário municipal diante do estado de calamidade da cidade. Nesta terça (29), uma postagem patrocinada em um blog da capital trouxe uma fake news (notícia falsa) de que Carrinho estaria prestes a ficar inelegível por responder a processos de fraudes em licitações.

Fake news – A matéria contém erros grosseiros, entre eles o principal: o pré-candidato a prefeito de Viana não responde a nenhum processo na justiça. Segundo os advogados do pré-candidato, o site será alvo de ação judicial por cometer crimes de injúria, calúnia e difamação.  A denúncia a que se refere a página foi feita na Justiça Federal, à época em que Chico Gomes era prefeito de Viana contra um dono de posto de combustíveis vianense.

Na administração do ex-prefeito Rilva Luís havia uma gasto mais de um milhão e meio de reais com combustíveis, sem nunca ter havio prestação de contas. Nomeado por Chico Gomes para ser secretário municipal de Educação, Carrinho solicitou que fosse realizada nova licitação e conseguiu a redução do valor em 50%, ou seja, 428 mil reais, de janeiro a dezembro, ficando provado que não houve dano ao erário municipal e que os preços foram praticados de acordo com o estabelecido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustívesi (ANP).

Notícias falsas, que estariam sendo patrocinadas com dinheiro público, divulgam que Carrinho Cidreira estaria inelegível. Em contato com o blog, a Assessoria Jurídica e a Coordenação Política do pré-candidato enviaram as certidões negativas que provam a inexistência de processos contra ele. Veja abaixo.

 

 

A Baixada ontem e hoje

Até os anos 60, a Baixada Maranhense ainda  conservava o seu ecossistema equilibrado, exuberante e farto. Rios e lagos navegáveis durante todo o ano, igarapés adentrando os campos, lagoas desaguando nos rios e estes na baía de São Marcos.

O transporte dessa região para as outras, inclusive para a Capital, era realizado exclusivamente pela navegação fluvial, lacustre e marítima. Não havia estradas de qualquer tipo, somente caminhos e veredas. As embarcações responsáveis pelo deslocamento de pessoas, animais, matérias-primas e mercadorias eram canoas, igarités, barcos, lanchas e batelões.

Nos pequenos trechos, carros de boi, cavalos, burros e jumentos. Dispersos pelos campos, pastavam bois, cavalos, bodes, porcos, patos e outros bichos. Ainda era possível, permitida, viável e fácil a mobilidade dos cabocos pelos campos baixadeiros sem as cercas de arames farpados. No verão, os caminhos empoeirados nos conduziam a lugares distantes e diversos, viajando a pé ou a cavalo; no inverno, transitava-se de canoa a remo ou à vara.

Posteriormente, chegaram os búfalos, criados em demasia e soltos nos campos. Em seguida, grandes áreas foram desmatadas e roçadas para fazer pastos e as cercas foram dificultando a vida dos cabocos da região, que logo se mudaram para as cidades mais próximas. Começou assim o processo de degradação do meio ambiente do Pantanal Maranhense. Estabeleceu-se, então, um silencioso ciclo de assoreamento de lagoas, igarapés e rios, devido, sobretudo, à nociva interferência humana.

Nos dias de hoje, é impraticável a navegação de médio calado. A lâmina de água nos lagos cada dia fica rasa e, consequentemente, peixes e outras formas de vida desaparecem em pouco tempo.

Nas áreas limítrofes com os rios e a baía de São Marcos, o mar e o mangue avançam a cada ano. O processo de salinização dos campos acarreta severos danos à fauna e a flora. A biodiversidade da Baixada Maranhense está ameaçada e suplica por um socorro urgente.

Apenas nos anos 70 surgiu a estrada carroçável que dá acesso à Capital, passando por Vitória do Mearim. E somente na década de 80 foram construídas pontes sobre os rios, libertando os viajantes das incômodas travessias de canoas e pontões.

Barcos e lanchas singravam a baía até São Luís abar- rotados de cargas, animais e passageiros mal acomodados e expostos a riscos de toda ordem, especialmente o perigo de naufrágios, como ocorreu em diversas tragédias.

Sobreveio o transporte via ferry boat: potentes, céleres e oferecendo maior segurança. Porém, continuam prestando um serviço com o mesmo padrão dos anos 80.

O fluxo migratório continua. Os jovens baixadeiros que partiram para estudarem em São Luís, com a expectativa de se graduarem e um dia retornarem, frustram-se em constatar que, em seus municípios de origem, as oportunidades de trabalho permanecem quase inexistentes.

A Baixada Maranhense necessita de um Plano de Desenvolvimento que contemple a universalização do conhecimento, da saúde, da pesquisa, da apreensão de novas tecnologias, capacitação, infraestrutura, logística e produção.

Tornou-se imperiosa a construção de ambientes institucionais em que as pessoas incorporem e convirjam sentimentos comuns do povo baixadeiro acerca das alternativas adequadas de intervenção nessa promissora região, a exemplo do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

O ECO de nossas vozes se confunde com o de nossos ancestrais, retumbando pelos rios, igarapés, enseadas, campos, lagos e pela baía de São Marcos. Onde existe ECO, existe vida…existe esperança.

Crônica publicada no Livro Ecos da Baixada, páginas 32/34.

Expedito Moraes

 

Óleo encontrado nas praias do Nordeste vem de 3 campos da Venezuela, diz Petrobras

Companhia disse que não tem mecanismos para deter as manchas do produto antes que elas cheguem à costa. Mais de 340 toneladas já foram recolhidas do litoral pela empresa.

Mancha de óleo é encontrada em Suape, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Por Daniel Silveira, G1

O óleo encontrado nas praias do Nordeste brasileiro é proveniente de três campos da Venezuela, informou a Petrobras nesta sexta-feira (25).

“Quando a gente fez a análise em mais de 30 amostras, a gente concluiu que era de três campos venezuelanos, era um brent [petróleo cru]. A origem do petróleo é lá”, disse o diretor de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo Neto.

“A origem do vazamento é outra coisa. A origem do vazamento a gente entende que é da costa brasileira”, completou. A afirmação foi feita durante entrevista para comentar os resultados da empresa no terceiro trimestre.

Agulha no palheiro”

A petroleira disse ainda não ter mecanismos técnicos para impedir a chegada do óleo vazado no mar às praias. Mais de 340 toneladas do material já foram recolhidas da costa brasileira pela empresa desde setembro, quando foram identificadas as primeiras manchas no litoral nordestino.

A estatal não teria responsabilidade pelo vazamento, mas faz mobilização para a limpeza das praias por um acordo com o governo.

“Fica praticamente impossível você pegar esse óleo e segurar com barreiras e outros instrumentos que a gente tem. Então, o mecanismo de captura tem sido quando a maré e a corrente jogam para a praia. Infelizmente tem sido desse jeito porque os mecanismos que a gente detém são agulha no palheiro para pegar, por conta da característica do óleo”, disse o diretor.

Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema.

Segundo Neto, tão logo foi acionada pelo Ibama sobre o surgimento do óleo nas praias, a Petrobras se mobilizou para identificar o vazamento e recolher o material que chega à costa.

“Pela característica do óleo, [ele é] diferente dos óleos que a gente produz aqui, que sobrenadariam por ter uma densidade menor que a da água do mar. [Nesse caso] a gente pegaria por imagens de satélite e poderia fazer um combate mais antes que chegasse na praia”, reforçou o diretor.