Secretário da SAF destaca o avanço das obras MA 014

O secretário da SAF, Júlio César Mendonça, divulgou em suas redes sociais sobre a recuperação da MA 014 no município de Viana.

Na postagem, o secretário Júlio disse:

“As obras da MA 014, em Viana, estão avançando. Fico feliz em ter dialogado com a comunidade para ouvir e atender as reivindicações para a melhoria da estrada que só vem beneficiar toda a população da baixada. Agradeço ao governador Flávio Dino por estar sempre atento às necessidades da Baixada Maranhense.”

O Brasil dança com lobos

JM Cunha Santos

Um clássico do Western americano, “Dança com Lobos”, no qual, durante a Guerra Civil, um jovem soldado, (Kevin Costner), dança em meio às feras sob os olhares espantados do povo Sioux e finda por sofrer um terrível processo de aculturação que o transforma em guerreiro do povo Sioux contra as forças de extermínio do homem branco. Uma época em que nações indígenas foram cruelmente dizimadas nos Estados Unidos.

Em muito essa história se assemelha ao que vive hoje o povo brasileiro, em virtude da eleição de Jair Bolsonaro e do tipo de poder ora exercido no Brasil: uivos perversos segregando os mais diversos estamentos sociais. Estamos dançando com lobos e lobos muito ferozes, imorais, desrespeitosos que, cegamente, seguem o chefe da Matilha, armados até os dentes, impiedosos, capazes de defender tortura e até excludentes de ilicitude em caso de crimes de morte.

Os lobos, famintos de sangue, querem o sangue das classes menos favorecidas e sonham com o dia em que não existirão mais índios, sem terras, sem tetos, pobres de todos os naipes, para que, então, possam pegar a dentadas também a classe média.

O chefe da Matilha rosna asneiras dia e noite, indispõe o Brasil com países da Europa, referenda o desmatamento criminoso da Amazônia, enquanto seus seguidores, que vão de skinheads a milicianos e alienados, assustam ainda mais o país ante a vulgarização automática do porte de armas.

Talvez pela longa convivência com os seres humanos, os lobos organizam suas alcateias seguindo hierarquias autoritárias, de forma que tudo o que o chefe da Matilha rosna é obedecido imediatamente e às cegas.

Vitimados por lobos, homens e lobisomens sobram ao povo brasileiro as esperanças de que as comunidades entenderam as más intenções dos canis lúpus e se mantém alertas e de que, sendo essas feras canibais, costumam se devorar entre eles mesmos.   

Dinheiro recebido por ONGs do Fundo Amazônia não beneficia as mulheres que quebram babaçu

AQUILES EMIR

O site Diário do Poder, editado pelo jornalista Cláudio Humberto, traz, nesta terça-feira (03), mais uma grave denúncia sobre dinheiro do Fundo Amazônia recebido por ONGs brasileiras sem que tenha chegado ao seu real destino e tenha beneficiado quem realmente precisa de ajuda. De acordo com a nova denúncia, uma auditoria sobre o uso desses recursos constatou que R$ 9,2 milhões que seriam para melhorar a qualidade de vida de mulheres e crianças que sobrevivem da quebra do coco babaçu tiveram outro destino.

Desde sábado (31 de agosto), Cláudio Humberto, cuja coluna é publicada diariamente pelo Jornal Pequeno, vem revelando esquisitices nas contas de ONGs que recebem dinheiro do Fundo Amazônia, apontando como principais beneficiários desses recursos não o meio ambiente, muitos menos os povos das florestas, mas os próprios dirigentes das organizações não governamentais.

No que se refere à “assistência” a quebradeiras de coco, uma das atividades extrativistas mais tradicionais do Maranhão, o site informa que a Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que estaria inadimplente, não comprovou o trabalhou que realizaria para erradicar o trabalho infantil, já que nas comunidades extrativistas, crianças começam a carregar e a quebrar babaçu desde os 6 anos.

Outra ação da entidade seria levar às casas dessas mulheres água encanada, luz elétrica, vasos sanitários e pôr fim ao “banho de cuia”, mas “seis meses depois da liberação da primeira parcela, de R$ 1,5 milhão, as mulheres continuam sem sentir qualquer mudança na sua precária situação de vida.

Amazônia – De acordo com Cláudio Humberto, uma auditoria em 18 contratos constatou um repasse de R$ 252,2 milhões, sem que haja comprovação correta da aplicação desse dinheiro. Ele cita como exemplo o repasse de R$ 14,2 milhões para a ONG Imazon, dos quais R$ 12,4 milhões foram gastos pelos próprios dirigentes da instituição, sendo que só consultoria foram R$ 3,7 milhões.

A Imazon teria faturado, em três contratos R$ 36,6 milhões, sendo que R$ 9,7 milhões foram aplicados em ações para contribuir na “mobilização de atores locais”.

Um outro repasse, de R$ 11,6 milhões, teve como destinatárioas as organizações não governamentais IBAM, IPAM e TNT Brasil, sem que estas tenham prestado contas sobre a aplicação do dinheiro.

(Maranhão Hoje – Com informações do DP)