Alô Mical: Com mais de 90% de rejeição dos vianenses, Magrado remarca sorteio de casas para usar como moeda de voto

O prefeito de Viana, Magrado Barros, (DEM) amarga uma rejeição histórica e agora tenta melhorar sua imagem usando as casas populares do Residencial Frei Serafim, que foi construída pelo Governo Federal e vai beneficiar milhares de moradores do município. Ele remarcou uma nova data para o sorteio de endereços dos imóveis.

Lucimar e Magrado manobram para entregar as casas do Residencial Frei Serafim aos seus aliados/eleitores

Segundo a última pesquisa que saiu na cidade, pelo Instituto Vox Brasil Pesquisa, o prefeito tem mais de 90% de rejeição e esses mesmos números são apontados quando os eleitores são perguntados se querem a reeleição de Magrado Barros, o que levou o prefeito e intensificar suas ações e fazer o que não fez em todos esses anos como gestor de Viana.

Segundo a última pesquisa, os vianenses não aprovam a gestão de Magrado Barros e Lucimar

Hoje, acompanhados de aliados, o prefeito esteve na Caixa Econômica Federal. A reunião, segundo a assessoria de Magrado, foi para discutir o andamento do Projeto Residencial Frei Serafim, confirmar a data do sorteio dos endereços das casas e a data de entrega aos moradores contemplados até o mês de novembro de 2019.

Após a reunião, a prefeitura anunciou que fará o sorteio no próximo dia 04 de setembro, na Praça de Alimentação. O sorteio já tinha sido desmarcado após intervenções da deputada Mical Damasceno e do ex-prefeito Chico Gomes, que informaram que existia indícios de irregularidades no sorteio e a suposta manobra de Magrado para impedir que quem foi sorteado seja prejudicado.

Enquanto o Ministério Público de Viana faz “ouvido de mercador” sobre o assunto, os vianenses recorrem a que puder ajudar, diante desse cenário de terra de ninguém. (Com informações do Blog do Jailson mendes).

MA é o estado com mais mulheres em situação de trabalho análogo ao escravo

Segundo o Ministério Público do Trabalho, nos últimos 15 anos mais de 300 mulheres foram resgatadas nesta situação.

MA é o estado com mais mulheres em situação de trabalho análogo ao escravo

O Maranhão é o estado onde existem mais mulheres em situação de trabalho análogo ao escravo atualmente. Nos últimos 15 anos, mais de 300 mulheres foram resgatadas nesta situação, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Rafael Silva, os homens são vítimas, principalmente, nas áreas rurais e as mulheres na região urbana. “Está relacionado diretamente a situação econômica da população, baixo nível de educação formal da população, as possibilidades de alternativas de trabalho”

Um levantamento divulgado pelo Ministério Público do Trabalho em março de 2019 concluiu que o Maranhão liderava o ranking de mulheres resgatadas em situação de trabalho escravo. Conforme o MPT, nos últimos 15 anos o estado teve 313 mulheres resgatadas neste tipo de situação.

O MPT diz que entre 2003 e 2018 foram 53 mil casos registrados em todo o Brasil, sendo que 22% foram só no Maranhão. A advogada doutorando em Direito em Processo Contemporâneo do Trabalho, Brena Bomfim, disse que é preciso um trabalho em conjunto para diminuir os números.

“Precisa o Ministério do Trabalho e do Emprego, o poder judiciário, o Ministério Público com a OAB tem que atuar em conjunto para fiscalizar e essa fiscalização muitas vezes incide uma postura mais repressiva do estado envolvendo, inclusive, Polícia Federal, Polícia Civil, investigações porque trabalho em condição análoga de escravo não é só aquele trabalhador que fica ali preso em um determinado local de trabalho, mas não é só esse. Muitas vezes a retenção de um passaporte, a retenção de um documento de identificação ou até mesmo o não pagamento ou, por exemplo, o trabalhador que mora no local de trabalho e o empregador desconta mais de moradia do que ele recebe efetivamente no trabalho. Isso pode caracterizar e aí essas situações têm que ser observadas tanto pelos profissionais técnicos como também por toda a sociedade”, explicou Brena Bomfim. (Por G1 MA — São Luís)