Sindicalista vianense, Itaci Melo Rocha se despede da diretoria do Sindicato dos Urbanitários, em São Luís

São Luís – Depois de 14 anos de trabalho e dedicação a um dos maiores sindicatos do Maranhão, a vianense, funcionária da Cemar e filha ex-vereador Zé de Bita (falecido), se despediu da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Maranhão – STIU/ MA, entidade que representa legitimamente os trabalhadores do setor de saneamento e energia do Maranhão, há 32 anos.

Hoje, fazem parte da base, mais de quatro mil trabalhadores em todo o Estado, funcionários da Águas de Timon Saneamento LTDA; Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão); Cemar (Companhia Energética do Maranhão); Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A); EATE/TBE (Empresa Amazonense de Transmissão de Energia); ENEVA (UTE’s Itaqui e Parnaíba); Gera Maranhão (Geradora de Energia do Maranhão S.A.); SAAE´s (Serviços Autônomos e Águas e Esgotos) dos municípios de Arari, Bacabal, Balsas, Campestre, Carolina, Codó, Estreito, Porto Franco e Timon; e Odebrecht Ambiental – Maranhão S.A.

Numa concorrida confraternização, que misturou atos cívicos e a posse da nova diretoria, Itaci –  que exercia o importante cargo de Diretora de Formação Sindical -, se despediu dos amigos deixando como legado uma extensa ficha de serviços prestados à causa sindical, e de lutas em prol da classe.

Durante a solenidade, ocorrida na última sexta-feira (12), foram destacados diversos avanços que a classe trabalhadora alcançou com a profissionalização das ações e mobilização política desenvolvida pelo sindicato.

A sindicalista destacou sua luta e atuação em carta aberta:

“Obrigada pela confiança, pela convivência e aprendizado junto a cada um de vocês. É com sentimento de gratidão que me despeço e desejo a todos que me acompanharam até aqui que sigam com coragem, alegria, sabedoria e muita disposição”, destacou.

Na oportunidade tomou posse a nova diretoria que reconduziu à presidência Fernando Antônio Pereira, que tem seu mandato até 2023.

Ministério Público requer estruturação de bibliotecas da rede estadual

As 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Defesa de Educação de São Luís ajuizaram, em 10 de julho, Ação Civil Pública de obrigação de fazer com pedido de liminar contra o Estado do Maranhão, solicitando que este apresente, em 30 dias, um plano de gestão prevendo bibliotecas estruturadas nas 1.197 escolas públicas estaduais, garantindo a permanência de bibliotecários.

Arquivo

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) também pede que o Estado realize, até dezembro de 2019, um concurso público para o cargo de bibliotecário, prevendo o número de profissionais suficiente para atender às bibliotecas estaduais.

A ACP foi formulada pelos promotores de justiça Paulo Silvestre Avelar Silva (1ª Promotoria) e Maria Luciane Lisboa Belo (2ª Promotoria).

A manifestação foi motivada por uma reclamação do Conselho Regional, do Departamento e da Coordenação de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), além diversas instituições da área e também de Educação.

BIBLIOTECÁRIOS

A obrigatoriedade de existência de bibliotecas devidamente estruturadas está prevista na Lei Estadual nº 10.099/2014, que contém as diretrizes do Plano Estadual de Educação 2014-2023. O plano estadual é fundamentado no Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014).

Dados do Censo Escolar 2017, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mostram que, nas 1.197 escolas estaduais, há somente 410 bibliotecas e 104 salas de leitura. Entretanto, nestes espaços, há somente dois bibliotecários e nenhum deles é concursado porque nunca foi realizado concurso público para a função.

Ainda de acordo com a própria Seduc, existem 118 Faróis do Saber desativados, em estado de abandono desde 2013. Também segundo a secretaria 37 unidades estão em fase de revitalização.

“A situação das bibliotecas escolares estaduais revela-se crítica, não apenas em razão da inexpressiva quantidade de bibliotecas organizadas e de profissionais devidamente graduados na área, mas principalmente, pela omissão do requerido diante do cumprimento das Leis Federal nº 13.005/2014 e Estadual nº 10.099/2014”, ressaltam os representantes do MPMA, na ação.

LIMINAR

A multa por descumprimento da liminar sugerida é de R$ 10 mil diários. Além do cumprimento da liminar, ao final do julgamento da ação, o MPMA também requer que o Estado do Maranhão seja condenado a construir e estruturar bibliotecas em todas as escolas estaduais, além de mantê-las e atualizar seu acervo.