Prefeitura de Viana recebeu mais de 81 Milhões e a Saúde agoniza. Como assim?

O sistema de saúde de Viana, a exemplo dos outros setores da administração pública, enfrenta hoje uma das piores crises da história do município. A população nunca passou por tanta dificuldade para receber atendimento em uma unidade pública, o que costuma trazer como consequência mínima sofrimento e dor e até óbito, nos casos mais extremos.

A falta de médicos nas mais variadas especialidades já virou rotina na cidade. Não foi à toa que o áudio do diretor do hospital municipal, Magno Cutrim, pedindo aos vereadores que se comovessem, se sensibilizassem com a situação da principal casa de saúde vianense, provocou tanta revolta na população. O ex-diretor (que não suportou a situação e entregou o cargo) denunciou na época que havia mais de 300 pessoas precisando se submeter a cirurgias, mas que não havia sequer materiais hospitalares para a realização dos procedimentos.

Nos povoados, a situação é ainda mais grave. Os únicos vereadores a denunciarem o estado de calamidade pública, Luzardo Segundo e João de Marcos, mostram que em muitos deles, como Ricoa, não há sequer água ou energia elétrica para os postos de saúde funcionarem. No Mutirão, os aparelhos para tratamento bucal, estão sem uso, desde a gestão passada, enferrujando a cada dia.

Mas enquanto o povo de Viana sofre diariamente humilhação pela falta de atendimento de saúde, os cofres da Prefeitura ostentam enorme saúde financeira. Basta buscar o Portal da Transparência do governo Flávio Dino para descobrir que, somente de recursos transferidos pelo Estado, o município administrado por Magrado Barros já recebeu 81 milhões, 584 mil, 70 reais e 58 centavos.

Dados disponíveis e acessíveis a qualquer cidadão no Portal da Transparência do Governo do Estado: prova de que o problema em Viana não é falta de recurso público

São mais de 81 milhões de reais apenas no ano de 2019. Isso sem mencionar os recursos que são repassados diretamente do governo federal para as contas municipais, de outros programas de saúde. Uma quantia exorbitante para uma população estimada de pouco mais de 52 mil habitantes, menor do que um bairro da capital como a Cidade Operária, em São Luís.

Indignado, o cidadão vianense pergunta: com 81 milhões de reais e meio recebidos, em apenas quatros meses não é possível colocar em funcionamento o mínimo possível de serviços públicos de saúde? O problema é de gestão? Onde foram parar esses milhões? Com a palavra o Ministério Publico do Estado.

O blog tentou ouvir as explicações da secretária municipal de saúde, Gesiane Cutrim Sousa (foto ao lado do prefeito), mas ela não foi encontrada.

VERGONHA! CÂMARA MUNICIPAL NÃO ATUALIZA INFORMAÇÕES DESDE FEVEREIRO

Sindjus-MA convoca auxiliares judiciários para manifestação nas redes sociais

A Diretoria do Sindjus-MA está convocando todos os auxiliares judiciários de São Luís e de Comarcas do interior do Estado para protestar, a partir desta terça-feira (23), nas redes sociais, contra a extinção do cargo sem que haja o enquadramento dos servidores em tabela salarial semelhante à de técnico judiciário. A extinção do cargo está prevista na proposta do Novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), mas contará com o apoio do Sindjus-MA somente se estiver vinculada a essa nova tabela salarial.

A posição do Sindicato tem o objetivo de combater o desvio de função no TJMA. Na maioria dos casos, o desvio de função no Tribunal envolve auxiliares judiciários que, sem contrapartida nos seus vencimentos, executam atribuições dos técnicos judiciários.

Para a Diretoria do Sindjus-MA, a extinção do cargo e o enquadramento dos servidores em nova tabela é a melhor saída para acabar com o desvio de função. Essa solução é defendida há anos e consta, inclusive, na proposta para o Novo PCCV aprovada em março de 2016 pela Comissão de Assuntos Legislativos do TJMA.

Por outro lado, a extinção do cargo sem a definição de uma nova tabela gera o temor de que o desvio de função perpetue-se. “O projeto de lei sem ajuste na tabela salarial dos auxiliares para uma remuneração semelhante ao técnico institucionaliza de uma vez por todas o desvio de função no Tribunal de Justiça do Maranhão”, avalia o vice-presidente do Sindicato, George Ferreira.

Para chamar a atenção da Administração do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o Sindicato convoca os servidores que hoje ocupam o cargo de auxiliar judiciário – tanto da Capital, como das Comarcas do interior do Estado – para que, nesta terça-feira (23), demonstrem sua insatisfação nas redes sociais do Sindicato.

COMO PARTICIPAR

Vale para São Luís e comarcas do interior do Estado

1. O Sindicato convoca os servidores a irem para o trabalho vestindo preto;

2. Os servidores devem imprimir o cartaz eletrônico (formato pdf) disponibilizado no Portal Sindjus-MA (clique aqui ou clique na imagem no início do texto);

3. No decorrer do expediente, os servidores devem formar grupos – por setores ou Varas – e tirar fotos com o cartaz em mãos;

4. Por fim, devem enviar as fotos por WhatsApp para o número (98) 98751 9570.

As imagens serão utilizadas nas redes sociais do Sindicato para demonstrar a preocupação dos servidores com a extinção do cargo de auxiliar judiciário sem o devido enquadramento dos servidores em nova tabela salarial.

A Diretoria do Sindicato orienta que os servidores devem bater o ponto e trabalhar normalmente. O intuito, a princípio, é apenas chamar a atenção da Administração do TJMA para a situação de 1.092 servidores que hoje ocupam o cargo.

“Os servidores que ocupam o cargo de auxiliar devem mostrar sua cara para que a Administração do TJMA veja quem são essas pessoas que sofrem desvio de função. Se é para extinguir o cargo, vamos acabar de vez com essa distorção que é termos, em uma mesma secretaria, servidores exercendo atribuições iguais, mas recebendo salários diferentes”, afirmou George Ferreira.

Dicas para as fotos:

1. Faça fotos com o telefone na posição horizontal.

2. Aproxime o máximo, mas fique atento aos cantos da imagem para observar se ninguém ficou cortado.

3. Ao enviar a foto, informe a Comarca e o setor.

Fonte: Portal Sindjus