Magrado terá que trabalhar dobrado para reconquistar eleitorado em 2020

Às vésperas das eleições municipais, Viana não contabiliza uma única obra consistente feita pelo grupo político que comanda a Prefeitura Municipal. O prefeito Magrado Barros é alvo das mais diferentes manifestações de insatisfação por parte do povo vianense, nas redes sociais e mesmo nas ruas do município, onde já foi realizado até um protesto de jovens com cartazes e passeata, no início do ano.

Zona Rural de Viana em calamidade pública, por conta do péssimo estado das estradas vicinais

É forte o ambiente de revolta com a falta de serviços e obras públicas na cidade. Blogs da capital já repercutem os problemas de Viana. A crônica falta d’água, problema que se arrasta desde o início da gestão, o péssimo estado de conservação das ruas da sede e das estradas da zona rural, que penalizam os moradores dos povoados, são alguns dos desafios que nunca foram solucionados.

Na falta do que divulgar sobre ações, o portal da Prefeitura chegou a noticiar, em fevereiro, que o poder público estava “arborizando” a Avenida Luís de Almeida Couto, justamente o local onde dois jovens motociclistas morreram após desviar de buracos que nunca foram consertados.

Magrado deve entrar para história como o prefeito com a maior rejeição das últimas décadas. Preocupado com a reeleição, em 2020, e com os baixos índices de popularidade, o “macho velho” já planeja um pacote de obras para reconquistar a população.

Doente sendo transportado em rede, na Zona Rural de Viana, Cenas do século 18, nos dias atuais.

Ele promete “trabalhar dobrado”. Mas, nas contas dos vianenses, com mais da metade do mandato já esgotado, significa que só vai começar a trabalhar com a proximidade da eleição.  Resta saber se as obras eleitoreiras serão suficientes para apagar da memória do eleitorado os anos de sufoco e de indignação, por parte de quem acreditou na promessa de mudança.

Atualização da lista suja do trabalho escravo tem 187 empregadores

O ministério da Economia divulgou hoje (3) a atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, conhecido como lista suja do trabalho escravo. A lista denuncia pela prática do crime 187 empregadores, entre empresas e pessoas físicas.

Agência Brasil 

No total, 2.375 trabalhadores foram submetidos a condição análoga à escravidão. Na lista constam empregadores que foram adicionados na relação entre 2017 e 2019.

Na lista atualizada hoje (3) a maioria dos casos está relacionada a trabalhos praticados em fazendas, obras de construção civil, oficinas de costura, garimpo e mineração. 

Trabalho escravo

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão.

De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

Já as condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes a higiene, saúde, segurança, moradia, repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve liquidar determinada quantia de dinheiro.