Não deixe a política destruir suas relações pessoais

Este conselho não deveria ser oportuno e necessário numa democracia.

Democracias são sistemas políticos que valorizam, estimulam e protegem a liberdade dos cidadãos. Nelas a política não é a questão mais importante da vida. Muito mais importante são as relações de família, a carreira profissional, as relações afetivas como a relação de amor, o sentimento patriótico, a saúde, os objetivos e projetos de vida, as amizades…Isto é verdade nas democracias estáveis; não nas instáveis.

Democracias estáveis são aquelas que conseguem manter alta legitimidade de suas estruturas de governação; alta eficiência governamental; alta autenticidade no efetivo respeito e obediência às regras democráticas (isto é que não se limitem ao formalismo da letra da lei); e, duração temporal dos seus órgãos de governo – ao menos três gerações sem mudanças radicais e abruptas de suas estruturas de governação – (institucionalização).

Democracias instáveis são fracas em todos os quatro critérios. São sistemas políticos permanentemente sujeitos a mudanças porque os valores básicos e essenciais, que sustentam uma democracia no sentimento dos cidadãos, apoiam-se em frágeis consensos. Nessas democracias é comum observar-se que tudo está em questão; todos os valores básicos referentes à vida social, econômica, cultural, política, moral e religiosa das pessoas estão em questão, são objetos de intensa divisão que, facilmente escorrega para animosidade, hostilidade e até mesmo ódio.

Democracias em grave crise, e nestes casos até mesmo aquelas democracias estáveis tornam-se presas desta instabilidade, porque não conseguem resolver seus problemas dentro dos canais institucionais que os dirigem para um encaminhamento racional, pacífico e eficiente.

Nestes casos a sociedade sofre a ameaça de uma divisão profunda que tende à dicotomização do nós contra eles. Neste processo verifica-se o agravamento da divisão e o enfraquecimento do consenso. Esta é uma divisão verticalizante, que cria um abismo entre dois blocos que tornam se irreconciliáveis e resultam no esvaziamento progressivo da posição central, moderada, transigente e negociadora.

Quando uma sociedade atinge este estágio o sinal mais forte é o avanço da divisão política e com ela a hostilidade e até o ódio para dentro da unidade familiar. Os membros da família “hurlent de se trouver ensemble” (urram quando se encontram). Relações familiares são rompidas e, em casos de guerra civil, como ocorreu na Espanha de 1936 a 1939, combatiam em exércitos inimigos.

Na França, na última década do século XIX, a sociedade ficou dividida entre os Dreyfusards e os anti-Dreyfuss, no episódio da condenação de Alfred Dreyfuss, oficial do estado maior do exército, como traidor à serviço da Alemanha. Há uma charge que tornou-se famosa sobre esta divisão que “rachou” a França. A cena é uma mesa grande preparada para o almoço da família. O chefe da família avisa a todos que “não se fala sobre política”. No segundo desenho aparecem todos os membros engalfinhados entre si brigando.

O importante a lembrar é que há outras esferas da vida muito mais importantes que a política. Não costumam ser os companheiros políticos aqueles amigos que nos acompanham nos piores momentos da vida. Relações construídas há anos se forem sacrificadas num altar político são perdas irreparáveis. Relações familiares na maioria das vezes são o último reduto da proteção, solidariedade e amor.

Por outro lado a política é na sua essência e natureza mutável. O que parece definitivo hoje, deixa de sê-lo amanhã. A família e os amigos ao contrário, são relações afetivas, complementares, fiéis e destituídas de interesses materiais.

Por essas razões e tantas outras evite que a política se torne mais importante que o amor. A política divisiva é feita de sentimentos que berram; o amor é feito de respeito, atenção e cuidados.

(Via blog mundodapolítica)

TCE suspende carnaval em 55 municípios do MA, veja a lista.

Levando em conta que várias prefeitura estão com salários de funcionários atrasados, o Tribunal de Contas do Estado Maranhão aprovou por unanimidade o cancelamento de festas públicas. O TCE contou com o apoio do Ministério Público neste sentido. Como os prefeitos das cidades com atraso salarial já gastaram com os preparativos e contratos com bandas, eles já estão condenados, assim como a ampla maioria da população de cada município que não é servidor público, inclusive os que ganham uma renda extra durante o período carnavalesco.

De acordo com a medida aprovada, são consideradas ilegítimas para os fins do artigo 70 da Constituição Federal, qualquer despesa custeada com recursos públicos municipais – inclusive aqueles decorrentes de contrapartida em convênio – com eventos festivos quando o município estiver em atraso com o pagamento da folha salarial (incluindo terceirizados, temporários e comissionados); ou em estado de emergência ou de calamidade pública decretados.

Assim sendo, não haverá carnaval em várias cidades maranhenses, sob pena dos prefeitos estarem desobedecendo a lei. A medida deve causar revolta entre os brincantes que, inclusive, retornam às suas cidades de origens para cair na folia. O município também perde receitas.

O pior de tudo é que os prefeitos já gastaram com recursos de contrapartida com convênios estaduais para o carnaval e vão ficar sem saber o que fazer com o dinheiro das emendas parlamentares destinadas ao mesmo fim. Além disso, já gastaram com equipamento para a infraestrutura carnavalesca, assim como já pagaram as parcelas iniciais de contratos com bandas e terão que arcar com o total do acordo se for cancelado.

Abaixo a relação onde as festas estarão canceladas:

1.            Anapurus

2.            Amapá do Maranhão

3.            Arame

4.            Bacabal

5.            Bacuri

6.            Bom Lugar

7.            Carutapera

8.            Cândido Mendes

9.            Centro Novo do Maranhão

10.          Colinas

11.          Cururupu

12.          Esperantinópolis

13.          Godofredo Viana

14.          Governador Edison Lobão

15.          Governador Nunes Freire

16.          Grajaú

17.          Icatu

18.          Joselândia

19.          Lago Açu

20.          Lago da Pedra

21.          Lago do Junco do Maranhão

22.          Lago dos Rodrigues

23.          Lago Verde

24.          Luis Domingues

25.          Maracaçumé

26.          Mirador

27.          Nova Iorque

28.          Nova Olinda

29.          Paraibano

30.          Parnarama

31.          Pedreiras

32.          Peri-Mirim

33.          Peritoró

34.          Pindaré-Mirim

35.          Poção de Pedras

36.          Porto Franco

37.          Presidente Médici

38.          Presidente Vargas

39.          Santa Luzia

40.          Santa Luzia do Paruá

41.          Santa Quitéria

42.          São João do Carú

43.          São João dos Patos

44.          São Mateus do Maranhão

45.          São Roberto

46.          São Vicente Férrer

47.          Senador La Rocque

48.          Serrano do Maranhão

49.          Sucupira do Norte

50.          Timon

51.          Tuntum

52.          Turiaçu

53.          Tutoia

54.          Urbano Santos

55.          Vargem Grande

(Via Blog do Luis Cardoso, com informações do TCE)

Agência Executiva Metropolitana emite Ordem de Serviço para construção de praça no Coroado

Está liberado o início das obras para a Praça do Mururu, que será implantada no bairro Coroado, em São Luís. Isso é o que garante a Ordem de Serviço emitida na tarde desta terça-feira, pelo Governo do Estado, por meio da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), ação que contou com a presença do presidente da Agência, Lívio Jonas Corrêa Mendonça, técnicos do órgão, representantes do Instituto Sebastião do Coroado e de moradores da região.

A Praça do Mururu será construída em uma área de 951m², localizada entre as ruas Vinte e Sete, Cerro Corá, Mamona e Agostinho Torres. A obra consta de academia de ginástica ao ar livre; áreas verdes; canteiros; novo calçamento e passeio público; estacionamento com área para veículos e motocicletas e bancos. “Será um espaço livre para recreação e lazer, com acessibilidade garantida por piso tátil e rampas, em uma área central do bairro e que, hoje, está carente de manutenção”, destacou Lívio Corrêa.

A representante do Instituto Sebastião do Coroado, Jainara Costa, lembrou que a Praça do Mururu será a realização de um antigo anseio de toda a comunidade. “Além da concretização de um sonho, este projeto vai revitalizar uma área que, atualmente, está deteriorada e isso vai dar a todos conforto e segurança”, disse.

Concepção

Assim como os demais projetos desenvolvidos pela Agência Executiva Metropolitana, a Praça do Mururu contou com a participação ativa de representantes de moradores da área, conforme fez questão de destacar Lívio Corrêa, durante o ato de emissão da Ordem de Serviço. “A demanda partiu da comunidade, que acompanhou o processo desde a concepção, aprovou o projeto depois de apresentado e, agora, está participando da assinatura do documento que garante o início da obra”, explicou o gestor.

A Praça do Mururu faz parte de um conjunto de obras que vêm sendo realizadas pelo Governo do Estado, via AGEM, para melhoria da infraestrutura dos vários bairros das zonas urbana e rural de São Luís. “Nossos trabalhos têm sido intensos e planejados para beneficiar, sobretudo, as áreas carentes de equipamentos públicos de esporte, lazer e mobilidade da Grande São Luís”, finalizou Lívio Corrêa.