O que há por trás da manifestação FORA MAGRADO?

Assessores do prefeito de Viana, Magrado Barros (PSDB), apressaram-se em enviar mensagens de celular e ocupar os canais de comunicação para atribuir à oposição a responsabilidade pelo movimento, realizado no último sábado (26), contra a administração deficitária do gestor. A pergunta que se faz não é “quem”, mas “o que há” por trás da iniciativa de ocupar as ruas da nossa cidade. A manifestação espontânea é resultado de uma profunda insatisfação popular no município, hoje mergulhado em uma estagnação sem precedentes.

Ruas esburacadas, mal iluminadas, falta d’água, ausência de médicos são alguns dos problemas estruturais que, mesmo com dois anos de gestão, até hoje não tiveram solução alguma.  É unânime o questionamento: qual foi a obra que Magrado fez nestes dois anos? Em entrevista à rádio Maracu, o jovem Davidson, afirmou com indignação: “a gente não precisa de ambulância, mas de funerária porque aqui não tem médico”.

O fato principal não foi o suposto fracasso do movimento FORA MAGRADO. Mas a percepção geral de que, pela primeira vez em 261 anos de história, parte da população de Viana teve a coragem de ir às ruas protestar contra um prefeito.

Faltando ainda mais de um ano para as eleições de 2.020, o povo de Viana já demonstra que no lugar de conversa fiada prefere trabalho.

MPF denuncia 22 por fraude e desvios no transporte escolar no PI e MA

Esquema desbaratado pela Operação Topique envolvia fraudes a licitações, subcontratação irregular e superfaturamento. Prejuízo potencial é superior a R$ 119 milhões

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia, na última terça-feira 22, contra 22 pessoas presas pela Operação Topique, deflagrada pela Polícia Federal em agosto do ano passado, contra fraude em licitações e desvio de recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar no Piauí e no Maranhão.

Segundo o coordenador da força-tarefa Topique, o procurador da República Marco Aurélio Adão, a ação penal não encerra os desdobramentos da operação e as investigações continuam. Os nomes dos denunciados não foram divulgados.

À época da operação, A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) informaram que mais de 40 prefeituras fizeram pagamentos irregulares relacionados ao transporte escolar. O serviço é custeado pelo Programa de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e do Fundo de Manutenção, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)  e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O prejuízo potencial aos cofres públicos já ultrapassa R$ 119 milhões.

A investigação revelou a existência de um grupo de empresas que atuava há pelo menos cinco anos, principalmente por meio de laranjas, na realização de fraudes em licitações, subcontratação irregular e superfaturamento.

O esquema contava com a participação de agentes públicos, resultando na contratação de serviços de transporte escolar com valores superiores ao valor real do serviço, causando um prejuízo aos cofres públicos na média de 40% dos valores pagos às empresas contratadas.

A CGU diz que aprofundou as investigações por meio de fiscalizações realizadas nos municípios piauienses de São Raimundo Nonato, Campo Maior, Miguel Alves, Luís Correia, Caracol e Regeneração, bem como por meio de análises de contratações efetuadas pelo Estado do Piauí junto às empresas do grupo investigado, além de fiscalizações realizadas nos municípios maranhenses de Timon e São João do Sóter. (Via Blog Atual7)

Operação apreende 150 kg de camarão e caranguejo em comércio ilegal em São Luís

Ação da Sema com o BPA buscou combater a pesca, transporte e comércio irregular no período de reprodução das espécies.

SEMA apreende 150 kg de camarão e carangueijo vendidos irregularmente em São Luís — Foto: Divulgação/SEMA

Por G1 MA — São Luís

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) realizaram uma operação nesta sexta (25) e sábado (26) e apreenderam cerca de 150 kg de camarão e carne de caranguejo, além de lagosta.


Operação da Sema com o BPA foi realizada neste fim de semana — Foto: Divulgação/Sema

A ação foi realizada em feiras, mercados, bares e restaurantes da Avenida Litorânea, em São Luís, para combater a pesca, transporte e comércio irregular do camarão e caranguejo uçá no período defeso.

“O defeso compreende o período reprodutivo das espécies, por esse motivo, fica vedado o transporte, a estocagem, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de qualquer volume das espécies proibidas, que não seja oriundo do estoque declarado para o IBAMA”, explicou Marcelo Coelho, secretário da Sema.

Caranguejo foi apreendido em comércio ilegal no litoral de São Luís — Foto: Divulgação/Sema

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, todos os caranguejos vivos apreendidos foram devolvidos à natureza. A carne do caranguejo e camarão foram doados para o Programa Mesa Brasil do SESC e para a Associação Antonio Dinno, que promove apoio a pessoas com câncer.

Caranguejo Uçá

O primeiro período da proibição de caça e comércio aconteceu de 6 a 11 de janeiro e 22 a 27 de janeiro. Os próximos períodos serão de 5 a 10 de fevereiro e 20 a 25 de fevereiro; 7 a 12 de março, e 21 a 26 de março, de acordo com o IBAMA.

Segundo a Sema, quem atua na produção e comercialização da espécie pode realizar as atividades durante os períodos de “andada”, apenas quando fornecerem a relação dos estoques dos animais até o último dia útil que antecede cada período de ”andada”.

Camarão

O período de defeso acontece até 15 de fevereiro de 2019. No litoral maranhense são proibidas as espécies de camarões branco (Litopenaeus schmitti), rosa (Farfantepenaeus subtilis e Farfantepenaeus brasiliensis) e sete barbas (Xiphopenaeus kroyeri).

A Sema informou que as pessoas físicas ou jurídicas que atuam na produção e comércio de camarões devem fornecer ao IBAMA, a partir do início até o sétimo dia dos períodos de defeso, a relação detalhada do estoque das espécies existentes, indicando os locais de armazenamento.

Durante o período, é proibido o transporte interestadual, a estocagem, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de qualquer volume de camarão das espécies proibidas sem a comprovação de origem do produto.