Viana e a “Ópera do Malandro”

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Pense numa escunhambação, multiplique por 100, some mais 45 e tente calcular a bagunça generalizada em que se encontra a gestão da terra de Dilu Melo, ou seja, Prefeitura X Servidores Públicos, que ficaram “só no cheirinho” dos salários, do décimo terceiro e, para piorar, ainda foram sumariamente demitidos. Um presentão de final de ano.

Mas, se o leitor acha que isso é o fim do mundo, o enredo continua. Apesar de as ruas estarem esburacadas, salários atrasados três meses dos contratados, saúde na UTI, falta de água, professores sem salário e sem décimo, Natal no escuro, comércio sem faturar, ontem, 27 (quinta-feira), o gestor ainda convocou todas as famílias para um barulhento rega-bofe, 0-800, com bandas, comida farta e cachaça no balde para mais de 500 pessoas, no Hotel Gran Lagus. Ora, tudo o que o vianense mais gosta!!!

– “Sei que estou comendo e bebendo o meu salário e o meu décimo”, disseram vários presentes no evento.

Segundo prints e mais prints de depósitos nos cofres do município, o prefeito disse antes que não recebeu; depois afirmou em nota que recebeu, mas gastou; logo em seguida, publicou outra nota afirmando que recebeu e vai pagar, sabe-se lá quando.

“Malando é malandro, mané é mané…”: diz a letra de Bezerra da Silva. Será que que o povo, já com o “fio desencapado” vai apertar o “home” igual faz os federais?

O povo “mais inteligente” acha que a grana está sendo desviada para pagar a banda baiana Chicabana e mais umas 12, que vão fazer um carnaval de seis dias e mais o “arrastão do Macho Velho” no qual o próprio gestor afirmou que vai distribuir 10 mil abadás e mais cachaça à vontade.

Mais uma “boa notícia”: o Restaurante Popular que foi prometido para vender comida ao custo de 1 real, aumentou para 3 reais.

Mas, aí você pergunta: o governo tem oposição? Existe Ministério Público em Viana? Temos sindicato dos servidores ou um “pelego” que gosta mesmo é das mordomias do cargo?

Resposta: está tudo junto e misturado, reclamando, fuxicando, esperneando, divulgando, mas, os 14.400 mil votos continuam firme, igual o bom cabrito, que morre sem berrar, ou, na hipótese mais provável, com todo respeito às nossas bravas e inteligentes mulheres, aqui só parodiando o cotidiano do brasileiros: “MULHER DE MALANDO GOSTA MESMO É DE APANHAR”!!!

E, para não dizer que não citei o genial Chico Buarque, nessa ópera bufa, abaixo um trecho da música “Malandro Dois” da famosa peça “Ópera do Malandro”.

“O seu peito/Putrefeito

Tá com jeito/De pirão

O seu sangue/Forma lagos

E os seus bagos/Estão no chão”

Arrocha, Macho Velho!!! Prefeito de Viana passa a faca nos servidores e ainda atrasa o 13º salário dos professores

O prefeito de Viana, Magrado Barros, baixou decreto exonerando todos os cargos comissionados, exceto os de secretários, bem como os contratados (veja abaixo). E para piorar a situação dos demitidos, não estabeleceu prazo para pagar os salários atrasados . Além de passarem o natal na penúria, entrarão o ano novo na pindaíba.

A Prefeitura de Viana alega redução nos repasses das verbas institucionais, mas o quadro geral divulgado pela Famem não mostra redução na verba do Fundeb. Ainda assim, o prefeito não pagou o 13º salário.

Via Blog do Luis Cardoso

Prefeitura de Viana está com o cofre cheio

FPM: Municípios recebem na terça mais de R$ 2,3 bilhões. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa aos gestores que será creditado na próxima terça-feira, 10 de janeiro, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1.º decêndio do mês de janeiro de 2017.

Stack of Brazilian Real

O montante previsto será de R$ 2.369.090.905,86, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A CNM esclarece que em valores brutos, isto é, incluindo a retenção do Fundeb, o montante é de R$ 2.961.363.632,33. De acordo com a série histórica do FPM, esse 1.º decêndio de janeiro de 2017 quando comparado com o valor do primeiro decêndio de janeiro de 2016, houve crescimento de 14,34% em termos nominais, ou seja, comparando os valores sem considerar os efeitos da inflação. Quando se considera o valor real dos repasses, levando em conta as consequências da inflação, o decêndio apresenta crescimento de 9,27%.

Diante disso, a CNM alerta os gestores municipais para que estejam atentos aos seus planejamentos financeiros. A entidade reforça que neste momento de crise é extremamente importante que o gestor tenha pleno controle das finanças da prefeitura, uma vez que o País se encontra em desaceleração econômica.

A Confederação lembra ainda que a principal fonte de renda dos Municípios, o FPM, oscila ao longo do ano por conta de mudanças na economia, como a queda na venda de automóveis, redução na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), bem como aumento da taxa de desemprego que resulta na queda da arrecadação do Imposto de Renda (IR).

Essa situação impacta direta e negativamente na decisão de consumo dos agentes. Também reduz a arrecadação tributária e, consequentemente, as transferências constitucionais como o FPM.

Fonte: CNM