Numa das eleições mais tensas da sua história, OAB-MA elege novo presidente nesta sexta-feira

Numa das eleições mais tensas das ocorrida nos últimos anos, a  seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) elege nesta sexta-feira (23) sua nova diretoria para o triênio 2019/2021. Em todo o estado, 10.657 advogados estão aptos a votar e a votação ocorrerá das 9h às 17 horas na sede da Ordem, no bairro Jaracati, em São Luís, e nas 16 subseções do interior.

Thiago Diaz, Sâmara Braúna, Carlos Brissac e Mozart Baldez disputam a eleição na OAB marcada para esta sexta-feira

A campanha vem sendo marcado por diversas acusações levantadas por todos os candidatos, fato que surpreendeu a muitos advogados e àqueles que, mesmo não sendo da advocacia, acompanham as ações da instituição.

Estão aptos a votar apenas os que estiverem em dia com as taxas e anuidades. Em São Luís, são 7.133 eleitores. A regional de Estreito, que ainda não tem sede própria, vai eleger sua primeira diretoria e a votação ocorrerá na Sala da Advocacia do Fórum de Justiça da comarca.

Em Grajaú, que é ligada à subseção de Barra do Corda, haverá uma seção eleitoral para os 55 advogados do município, também na Sala da OAB no Fórum, totalizando 18 cidades do estado com seções eleitorais.

Para este eleição foram registradas quatro chapas. São elas:

Chapa 1 – “Reconstruir é a Ordem” (candidato a presidente Mozart Baldez);

Chapa 2 – “OAB de Verdade” (candidato a presidente Carlos Brissac);

Chapa 3 – “Força da Inclusão” (candidata a presidente Sâmara Braúna)

Chapa 4 – “Vamos fazer muito mais” (candidato a presidente Thiago Diaz).

Cada chapa é composta de candidatos a presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-geral-adjunto e tesoureiro, além da diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados (Caama), conselheiros seccionais e federais, com seus respectivos suplentes.

A votação se dará por meio das urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que foram distribuídas aos locais de votação nesta quinta-feira.

Todo o processo eleitoral é coordenado pela Comissão Eleitoral Temporária da OAB, que iniciará a apuração dos votos logo após as 17 horas, quando a votação for encerrada em todo o estado. Os resultados serão conhecidos ainda na noite desta sexta-feira. (Fonte: Maranhão Hoje)

Agência Executiva Metropolitana participa do Diálogos Metropolitanos do PDDI da Grande Ilha

Aconteceu nesta quinta-feira, 22, o I Encontro para os Diálogos Metropolitanos do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI). O evento, promovido pelo Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) – em parceria com a Agência Executiva Metropolitana (AGEM) e com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos do Maranhão (IMESC) -, foi realizado na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

O objetivo do Diálogos Metropolitanos é aproximar a comunidade acadêmica das discussões sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana da Grande São Luís (PDDI-RMGSL). De acordo com o presidente da Agência Executiva Metropolitana, Lívio Jonas Mendonça Corrêa, envolver a Universidade neste processo é fundamental. “A academia é uma grande fonte de conhecimento, o que irá ajudar a fechar o diagnóstico do PDDI, que é o planejamento para a Região Metropolitana da Grande São Luís”, afirmou.

Durante o Encontro foram discutidos três eixos: Territorial, Sociodemográfico e Econômico. Lívio Jonas explica que, por meio dessas temáticas, é feita uma análise das potencialidades econômicas e, ainda, das vulnerabilidades dos municípios que compõem a RMGSL. “Isso nos ajuda a visualizar e construir o Plano, que norteia as ações da Agência Executiva Metropolitana”, revelou.

PDDI

O Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado visa construir um processo de planejamento metropolitano, envolvendo as cidades que compõem a Região Metropolitana da Grande São Luís. Para isso tem a participação dos órgãos de gestão municipal, estadual e federal, contando com o apoio da sociedade civil organizada em seus movimentos sociais, associações empresariais e populares.

Lívio Corrêa esclarece que o Plano Diretor está sendo desenvolvido pela SECID, em parceria com o IMESC. Segundo ele, a AGEM está dedicada tanto à etapa de articulação com os prefeitos dos municípios que fazem parte da Região Metropolitana, quanto no desenvolvimento de projetos canalizadores para o PDDI, tais como o Plano de Resíduos Sólidos e o Plano de Acessibilidade. “Estes fazem parte do Plano Diretor, mas já avançamos no desenvolvimento e ambos serão adequados aos que constam no PDDI, quando este for finalizado”, explica. Lívio Corrêa acrescenta, ainda, que, para 2019, já está definida a realização do Plano de Saneamento Básico, “o qual também faz parte do PDDI, ou seja, é de interesse comum”.

RMGSL

A Região Metropolitana da Grande São Luís, regida pela Lei Complementar Estadual nº 174/2015, abrange 13 municípios: Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Presidente Juscelino, Rosário, Raposa, São José de Ribamar, Santa Rita e São Luís. A população total é de 1.590.138 habitantes.

A saga de Amaralinda: o novo romance do escritor Nonato Reis

O jornalista e escritor Nonato Reis lança, neste sábado, 24, às 19h30, o seu segundo livro de romance “A saga de Amaralinda”. Ele estreou na literatura em 2017 com o livro “Lipe e Juliana”, que foi muito bem aceito nas redes sociais, onde o romance era publicado por capítulos à semelhança de um folhetim. O evento faz parte da 12ª Feira do Livro de São Luís (FELIS), que acontece no Multicenter Sebare, sob os auspícios da Prefeitura Municipal.

Divulgação

A saga de Amaralinda é uma história de superação. O livro narra a luta de uma mulher, Amaralinda, ainda adolescente, para tentar salvar um rio da destruição. Para tanto ela precisa mobilizar a comunidade do Ibacazinho, lugarejo do município de Viana, às margens do lendário rio Maracu, que serviu de berço no passado para a missão jesuítica de Conceição do Maracu, marco da fundação de Viana.

Com uma visão além do seu tempo, Amaralinda (Linda, para a comunidade) tenta fazer com que os moradores impeçam o poder público de aterrar o rio, com o propósito de represar água para abastecer a cidade. Isso nos anos 70, ainda marcados pela luz do querosene e a falta de conhecimento. Linda tenta mostrar à comunidade que, aterrando o rio, ele pode ser extinto, e isso acontecendo, a vida de todos estará em perigo.

Esse é o lado objetivo da trama, que mistura realidade, ficção, trapalhadas e senso de humor. Senso de humor que se cristaliza na figura da Tia Zulmira, fofoqueira de marca maior, que se ocupa em criar e difundir boatos entre os moradores. A coisa assume ares de drama quando a mulher, depois de morta, volta à tona, agora como alma penada, e se dana a violar os segredos mais bem guardados dos moradores.

Na conta dos personagens exóticos, destaque para Sebastião Xoxota que, matuto e semianalfabeto, assume a presidência do clube de jovens, entidade criada por Linda, para mobilizar os jovens contra o aterramento do rio, e depois se elege vereador de Viana com uma votação estrondosa.

Ressalte-se também o personagem de Eugênio, protagonista da primeira parte do livro, que com Linda vive uma bela história de amor e de cumplicidade.

O livro, porém, tem a sua trama alicerçada na figura de Linda, que, com extrema lucidez, prepara a comunidade para defender o seu patrimônio mais sagrado, o rio Maracu, contra a sanha criminosa do prefeito Língua de Sogra, um embate que faz lembrar a luta solitária do mar contra o rochedo.

Mas Linda não está de todo sozinha nessa jornada épica. Além dos parceiros do clube de jovens, ela conta com a orientação indispensável do Padre Eider, lendário religioso de Viana, falecido em 2009, que, com seus sábios conselhos, faz com que ela compreenda as dificuldades do caminho e enfrente todos os percalços.

Engana-se quem pensa que este romance é um típico ensaio panfletário, que mistura discurso político e frases de efeito. Escrito com leveza e sensibilidade, A saga de Amaralinda seduz pelo estilo simples de narrativa e a mistura na medida certa de signos como luta, amor e paixão.

Nonato Reis é natural do Ibacazinho, lugarejo às margens do Rio Maracu, em Viana. Jornalista e escritor, trabalhou nos principais jornais de São Luís e também na Folha de S. Paulo. Estreou na literatura em 2017, com o romance “Lipe e Juliana”. Tem ainda prontos para publicação o livro de crônicas políticas “A História Recontada” e outro de contos e crônicas de cotidiano “A Fazenda Bacazinho”, previsto para julho de 2019. (Texto NR)