Iniciadas obras de alargamento da Jerônimo de Albuquerque

Os trabalhos iniciais do projeto de alargamento do trecho compreendido entre o retorno da Cohab e o Angelim foram iniciados. A empresa responsável pela obra já colocou os tapumes e está na etapa de limpeza do terreno que será utilizado para ampliar a faixa de circulação de veículos na região.

 O projeto, que é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), tem prazo de 90 dias para ser concluído. Compreende um trecho de 500 metros que será alargado. Serão realizados serviços de terraplanagem, drenagem e pavimentação asfáltica. “Esta obra será fundamental para ajudar a desafogar o trânsito nessa região, que é um dos mais intensos na capital”, destaca o presidente da AGEM, Lívio Jonas Mendonça Corrêa.

 Obra paralela

A Prefeitura de São Luís também desenvolveu um projeto para a região, que deverá ser iniciado em breve. A obra, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), criará na área alças semelhantes às que já existem na região entre a entrada do bairro Bequimão e o elevado da Cohama.

Do jornalismo tendencioso à indústria da mentira: Constituição completa 30 anos e mantem travada a legislação sobre comunicação

Três décadas após a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, a comunicação, um dos temas fundamentais para consolidar os sentidos de República e democracia, permanece quase inalterado e até mutilado.

Na Carta Magna os eixos sobre comunicação ainda não foram sequer regulamentados.  Dois exemplos são gritantes. O artigo 220 proíbe as práticas de monopólio e oligopólio. Já o artigo 221 manda as emissoras de rádio e TV darem preferência a finalidades artísticas, informativas, educativas e culturais, além de valorizar a produção regional e independente.

Deputados federais e senadores proprietários de emissoras de rádio e TV, os coronéis da mídia, operam em causa própria dentro do Congresso Nacional para que a legislação garanta os seus privilégios no uso e abuso dos meios de comunicação para fins empresariais e eleitorais.

O coronelismo eletrônico atropela a própria Constituição e estende-se mesmo às pequenas rádios comunitárias, impedidas por legislação complementar (nº 9.612/98) de fazer proselitismo político ou religioso, mas controladas por grupos políticos municipais e igrejas evangélicas, salvo as honrosas exceções.

O Brasil ainda é o país onde vigora a concentração empresarial e o uso de verba pública para conduzir apoio político-eleitoral aos mandatários municipais, estaduais e ao federal.

Nem nos governos do PT este vício foi alterado. Lula e Dillma seguiram a mesma cartilha dos tucanos e seus antecessores, privilegiando as Organizações Globo na fruição do dinheiro público.

O mais primitivo de todos, José Sarney, abusou da distribuição das concessões de rádio e TV para negociar o mandato presidencial de cinco anos.

Jair Bolsonaro, por sua vez, faz ameaças explícitas aos meios de comunicação e até insinua usar o controle das verbas publicitárias para coagir linhas editoriais.

Nesses 30 anos, bons ventos sopraram quando da realização da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, reunindo quase 1500 delegados e delegadas dos segmentos empresarial, estatal e os movimentos sociais para debater, entre outros temas, a regulamentação dos temas da comunicação na Constituição de 1988.

Depois de quatro dias de debate e quase 600 proposições aprovadas, quase nada efetivou-se. Até mesmo o Conselho de Comunicação Social foi apropriado pela burguesia radiodifusora.

O país perdeu o time de sistematizar regras minimamente democráticas e republicanas para as comunicações. Agora está tomado pela indústria da mentira deslavada solapando o jornalismo tendencioso.

Nosso problema civilizatório nem é mais a força das Organizações Globo, mas o império das fake news decidindo a eleição para o cargo mais importante da República.

Imagem: reprodução / capturada neste site

Tchau, querida!!! Roseana pendura em definitivo as chuteiras da política e vai continuar no Maranhão

Descansando em Portugal da exaustiva campanha derrotada na eleição de 8 de outubro, a ex-governadora Roseana Sarney não quer saber de comandar MDB e nem participar de reuniões políticas.

A saída de campo em definitivo foi marcada por uma expulsão apitada pela maioria dos eleitores do Maranhão. Para quem sempre detinha ao menos 35% dos votos sem precisar suar a camisa, obter apenas 29% nesta última eleição mostrou o fraco desempenho da ex-governadora.

Muitos atribuem ao peso da idade, ao cansaço e falta de tesão pela política nos gramados maranhenses. Além disso, a jogadora não mostrou real empenho na última partida e levou para o campo um time de ultrapassados na sua coordenação.

Quem entrava no comitê para olhar o treino, tinha a impressão de que estava na idade da pedra ou, no mínimo, em um museu que nunca foi arejado.

Desiludida, a ex-governadora ainda não anunciou quando retorna do repouso em Portugal, mas já avisou de lá que não quer nada com comando de MDB no Maranhão e muito menos aceitará participar de reuniões.

Se for convidada para algum jogo, desde que seja sentada e com as cartas nas mãos.

(Via Blog do Luis Cardoso)