Ex-prefeito de Viana é condenado por improbidade administrativa

O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão conseguiu, na Justiça Federal, a condenação do ex-prefeito de Viana (MA), Rilvamar Luis Gonçalves Moraes, o Rilva Luís, por conta do desvio de recursos públicos repassados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ao município, em virtude de um convênio com vigência entre junho de 2006 e setembro de 2013.

Segundo o MPF, o objeto dos recursos, no valor de R$ 224.000,00, era a construção de 95 módulos sanitários domiciliares no município, porém, de acordo com parecer financeiro de 2012, não houve a comprovação de recolhimento dos tributos dos serviços discriminados nas notas fiscais e o percentual de execução física do objeto, que deveria ser 80% pelos recursos repassados, era de apenas 52,63%.

Diante disso, a Justiça Federal determinou que o ex-prefeito de Viana Rilvamar Luis Gonçalves Moraes tenha os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos e seja proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo mesmo prazo. Além disso, deve ressarcir integralmente o dano causado aos cofres públicos no valor de R$ 76.802,20 e ainda pagar multa civil no valor correspondente a 10% desse valor.

O número do processo para consulta na Justiça Federal é 57998-59.2013.4.01.3700.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF/MA)

A volta por cima de Sebastião Xoxota

Nonato Reis*

Sebastião Xoxota andava numa tristeza de fazer dó. Completara em março último 28 anos. Do grupo de amigos inseparáveis, era o mais velho. E também o menos instruído. Fizera apenas o quarto ano primário, e ainda assim, incompleto. Podia ser classificado como um semianalfabeto que mal sabia assinar o nome e ler algumas palavras.

Das disciplinas, talvez a Matemática fosse a que se relacionava melhor. Pelo menos na parte de aritmética. Sabia cálculo mental como ninguém no Ibacazinho, e dava show durante as famosas sabatinas, sempre ocupando os primeiros lugares da turma.

Mas era só. Fora disso se achava um zero à esquerda, que além de “feio pra chuchu”, ainda fora desfavorecido da sorte, tendo que carregar nas costas “aquele troço medonho”, que lembrava a anatomia do sexo feminino. De tão parecido tinha até pelos em volta da coisa, o que só contribuía para aumentar o seu drama.

Mulher que era a melhor coisa da vida, não tinha. Só uma louca poderia se interessar por um homem, cuja sexualidade vivia sob suspeita. Já pensou, na hora de apresentar o namorado, a garota ter que nominar aquela indecência? “Este é o Sebastião Xoxota, meu namorado!”.

Tião fez uma careta de repugnância, deu uma cusparada na parede de palha e fitou a janela aberta, que oferecia uma visão magnífica do rio Maracu. Para completar a sua desventura, era um covarde, “um frouxo”, como bem lembrou Amaralinda, a mulher mais inteligente que o Ibacazinho jamais vira.

Como podia ter permitido o aterramento do Maracu, estando ele na presidência da entidade criada com a missão, justamente de salvar o rio daquela aberração?

Respirou fundo com um misto de frustração e resignação. Que podia fazer, era mesmo um nada, um homem “que não sabe honrar os ovos que carrega no saco”.

Linda tinha toda razão. Não era digno de viver naquele lugar. Melhor que fosse embora dali, tentar a vida em outro lugar, onde ninguém o reconhecesse, nem mesmo a indecência que carregava nas costas.

Onde quer que escolhesse para viver, seria outro homem: Sebastião Cidreira, lavrador e vaqueiro. Haveria de ser alguém na vida, e não essa coisa em que se transformara no Ibacazinho. Tião se perdia em divagações, quando a porta se abriu e Zuca entrou sem bater.

– Olá, Tião, desculpa entrar assim, de repente. É que trago um recado de Linda, e é coisa urgente.

– Linda? O que ela quer comigo?

– Não sei. Só mandou te chamar. Ela está lá no clube de jovens. E quer que você vá até lá imediatamente. Você sabe como são os recados de Linda.

– Não são recados, são ordens.

– Pois é. E não saio daqui sem ser contigo.

O clube de jovens funcionava na escola Celso Mendonça, anos depois denominada “João Cidreira”, construída em barro e telha pelo município, em terreno cedido pelo criador José Maria Cidreira.

Quando Zuca e Sebastião Xoxota adentraram a sala, Linda, Eugênio, Maroto, Pedro e Serafina já os aguardavam. Os dois deram “boa noite”, no que foram retribuídos pelos demais. Ainda magoado, Tião tomou logo a palavra.

– Não sei por que me chamaram aqui. Não faço mais parte do clube.

Linda o interrompeu:

– Você pediu para sair, mas o seu pedido foi negado.

Ele fez cara de surpreso.

– Como negado?

– Não podemos abrir mão da sua participação, Tião. Aliás, quero de público te pedir desculpas pela forma deselegante com que te tratei.

– Mas eu mereci.

– De fato você se omitiu. Mas é normal, talvez qualquer um de nós, naquela situação, fizesse a mesma coisa. O que importa é que você admitiu o erro.

Linda fez uma pausa e o fitou nos olhos.

– E reconheceu, antes de se encontrar comigo, o que é mais importante.

Tião baixou a cabeça em silêncio, e Linda prosseguiu.

– De modo que, para demonstrar o nosso apreço e reconhecimento pelo trabalho que você faz no grupo, resolvemos, por aclamação, entregar a você o cargo de presidente efetivo do clube de jovens. Daqui para frente, você é o nosso comandante.

Tião não acreditava no que ouvia. Aquilo não era real. Só podia ser brincadeira.

– O que é isso? Estão me gozando?

Eugênio intercedeu.

– Não, Tião. Isto é sério. Você, daqui para frente, dirige o clube, e todos estamos de acordo.

– Mas você não era o presidente?

– Disse bem: “era”. Meu mandato encerrou em abril. De lá para cá ficou esse vácuo. De forma que daqui para frente, você é o presidente, e Zuca permanece como secretária. Esperamos que não nos decepcionem.

Tião não sabia o que fazer, e Linda principiou uma salva de palmas, sendo seguida pelos demais. Então ele pensou na imprevisibilidade da vida, que alterna momentos bons e ruins, tristezas e alegrias, tudo “num piscar de olhos”.

Minutos atrás era um homem atormentado pela dor e decepção. Agora, alguém feliz e orgulhoso de si mesmo. Que viessem o clube e todos os desafios decorrentes do cargo, talvez nem soubesse como enfrentá-los, porém jamais repetiria o pecado da omissão.

Jornalista/Escritor

Capítulo 9 da segunda parte do romance “A saga de Amaralinda”, previsto para o início de 2019.

Vereador Cézar Bombeiro voltará a ratificar recuperação asfáltica e pavimentação de 10 ruas no bairro da Liberdade

O vereador Cézar Bombeiro, seguindo reivindicações de lideranças comunitárias do bairro da Liberdade voltará a ratificar ao Prefeito de São Luís e ao Governador do Estado, através de requerimentos a recuperação asfáltica (tapa-buracos) e pavimentação das ruas Thomé de Souza, Evaristo da Veiga, Digo Álvares, Correia de Araújo, Alberto de Oliveira, Inglês de Souza e Emílio de Menezes. O vereador estendeu os seus requerimentos com solicitações dos mesmos dos serviços para a avenida Caneca da Mata, Rua Nova e travessa da Rua Nova, no bairro da Câmboa.Cézar Bombeiro, antes de defender os requerimentos no plenário da Câmara Municipal, conversou com as lideranças e esteve presente em todos os locais para ver de perto a realidade de cada artéria. Todos os requerimentos foram aprovados por unanimidade e encaminhados para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o governador Flavio Dino, os quais terão a responsabilidade de executar os serviços, que inclusive mereceram promessas de campanhas dos dirigentes municipal e estadual.

O vereador abordar no plenário legislativo, a realização de obras e serviços nos bairros da Liberdade, Fé em Deus e Câmboa, que fizeram parte de acordo entre o Ministério Público Itinerante e a Prefeitura de São Luís, que infelizmente ainda não foram honrados.

(Via Blog o Quarto Poder)

Após ação do Ministério Público, Justiça determina nomeação de aprovados em Concurso Público

PENALVA – O prefeito de Penalva, Ronildo Campos deve nomear no prazo de 30 dias os aprovados em concurso público realizado no ano passado no município para o provimento de cargos efetivos obedecendo a ordem de classificação.

O Poder Judiciário da Comarca de Penalva proferiu decisão determinando que o Município proceda à nomeação dos aprovados em concurso público realizado ano passado para provimento de cargos efetivos, seguindo a classificação e o número de vagas previstas no Edital. Para isso, o Município tem o prazo de 30 dias e, em caso de descumprimento, deverá pagar multa diária de R$ 2 mil, limitada até R$ 120 mil. A decisão tem a assinatura do juiz Carlos Alberto Matos Brito, titular de Penalva.

De acordo com a ação (Execução de Obrigação de Fazer) proposta pelo Ministério Público do Maranhão, o Município de Penalva e o Prefeito Ronildo Campos firmaram com o MP um Termo de Ajuste de Conduta, em 9 de março de 2017, onde ficaram acordadas várias obrigações, entre as quais: realizar concurso público; nomear e empossar os aprovados dentro do prazo improrrogável de 9 (nove) meses; abster-se de contratar temporariamente, sem base em hipótese expressamente prevista em lei municipal específica que obedeça a Constituição Federal; além de outras condições.

No referido Termo de Ajustamento de Conduta, o executado comprometeu-se a cumprir as condições pactuadas sob pena de, em caso de descumprimento ou violação do compromisso assumido, o representante do município, pessoalmente e solidariamente com o município, se submeter ao pagamento de multa. “Embora o concurso tenha transcorrido sem questionamento quanto à sua legalidade, oferecendo 235 vagas em diversos níveis de escolaridade, o gestor até o momento não nomeou e/ou empossou qualquer dos candidatos aprovados, mesmo sendo instado pelo Órgão Ministerial. Frente a isso, o gestor tem se mantido inerte, mesmo havendo aprovados em concurso público realizado pelo Município de Penalva”, destaca a ação.

Conforme o MP, os executados vêm reiteradamente descumprindo os termos do acordo, desobedecendo ao prazo estipulado para a nomeação, retardando em demasia a posse dos aprovados. Além disso, a Prefeitura de Penalva continua mantendo servidores contratados sem concurso público. “Os documentos demonstram que o representante legal não apresentou providências que demonstrassem o seu interesse em cumprir o ajuste, resumindo-se a informar que o prazo restou insuficiente para a completa análise documental dos candidatos, solicitando para tanto, mais 45 dias para o término dos trabalhos”, relata o juiz na decisão.

Segundo a decisão, o descumprimento das obrigações de nomeação e posse dos servidores regularmente aprovados em Concurso Público, bem como a manutenção de agentes públicos contratados sem a observância das disposições constitucionais e legais é uma afronta ao Princípio da Moralidade Administrativa. Na decisão, o magistrado determina, ainda, que os executados, no prazo de 30 dias, apresentem à Justiça uma relação detalhada e atualizada de todos os contratos temporários existentes no Município de Penalva, contendo o nome da pessoa e o respectivo cargo ocupado. A aplicação de multa não implica em prejuízo à responsabilização do Prefeito Ronildo por ato de improbidade administrativa.

“A posse dos concursados e substituição dos servidores irregulares deverá ser realizada gradativamente, com início no prazo de 30 (trinta) dias a partir da citação, com prazo máximo improrrogável de 60 (sessenta) dias, com a consequente exoneração dos servidores contratados temporariamente sem concurso público que estejam ocupando cargo de servidores concursados, como forma de garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos”, finalizou o juiz na decisão, observando que a multa deverá ser suportada apenas pelo executado Ronildo Campos.

As eleições e a estratégia Lula ou Lula

“Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país.”

Por Aldo Fornazieri*

 

Setores do PT têm proposto a palavra de ordem “Lula ou nada”, como eixo articular da estratégia para enfrentar as eleições de 2018. Não se sabe bem o que esta ideia significa, mas, de per si, é um equívoco. Numa interpretação estrita da ideia ela só seria pertinente se significasse que, se Lula for impedido de concorrer, o PT boicotaria as eleições. Mas, aparentemente, o próprio PT sabe que um boicote às eleições seria um desastre para o partido e para a própria sociedade, pois as forças conservadoras poderiam ocupar um espaço nos governos e nas Casas Legislativas maior do que aquele ocuparão sem um boicote. Ademais, o boicote às eleições implicaria estar preparado para uma guerra continuada com o próximo governo, na suposição de que seria ilegítimo. Mas, até agora, o PT tem mostrado escassa força mobilizadora.

Mas se a palavra de ordem “Lula ou nada” não expressa uma estratégia de boicote às eleições, mesmo assim ela é equivocada. Trata-se de uma palavra de ordem negativa e, portanto, despotencializadora e despolitizadora. Se a ideia é caminhar com Lula até o fim, o que implica concorrer às eleições mesmo sub judice a melhor palavra de ordem para expressar essa estratégia é “Lula ou Lula”. Isto é: concorrer com Lula sem os impedimentos legais ou concorrer com Lula mesmo sub judice, o que implicaria numa decisão judicial após o resultado das eleições caso Lula fosse eleito. Esta palavra de ordem é positiva e consistiria numa afirmação positiva de uma estratégia, conferindo-lhe potência e atratividade. Até porque concorrer com Lula sub judice o PT não ficaria com nada: poderia imprimir potência e positividade às candidaturas parlamentares, senatoriais e aos governos dos Estados. “Lula ou Lula” é a afirmação do próprio Lula, expurgando a noção de que a negatividade “nada” possa ser alternativa ao “Lula”.

Qual o mérito da estratégia “Lula ou Lula”, isto é, concorrer com Lula legalmente aceito pela Justiça ou com Lula com a candidatura sub judice? A estratégia é factível, ao menos, por quatro argumentos de razoabilidade. O primeiro argumento é o do risco. De acordo com dados veiculados pela imprensa, em 2016, cerca de 145 prefeitos se elegeram sem o registro das candidaturas deferido pela Justiça Eleitoral. Desses, 70% conseguiram reverter a situação e assumiram os seus cargos depois de eleitos. Então, quanto ao risco, há um enorme precedente jurídico no sentido de que candidatos sem o registro deferido podem participar das eleições com seus nomes constando nas urnas. Não seria razoável que o nome de Lula não constasse. Ademais, o alto percentual de reversão do não deferimento – 70% – mostra que o risco compensa.

O segundo argumento é o da recompensa. Todas as pesquisas indicam que a possibilidade de Lula vencer no primeiro ou no segundo turno é grande. Numa eleição que vem se caracterizando pelo descrédito, pela apatia e pela desesperança, Lula é o único líder capaz de conferir-lhe crédito, estímulo, significado e esperança. Todos os senões e restrições que possam existir em relação a Lula já estão precificados nas atuais intenções de voto. Desta forma, os riscos de perdas eleitorais são pequenos e as possibilidades de ampliação das intenções de voto no ex-presidente são grandes. Lula é o único candidato que pode alterar de forma positiva e de forma significativa o ânimo dos eleitores.

O terceiro argumento é o da responsabilidade. As forças democráticas e progressistas têm a obrigação de lutar para derrotar as forças conservadoras comprometidas com programas anti-sociais, anti-nacionais, anti-populares e anti-civilizacionais. Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país. Com isto não se quer negar a legitimidade das candidaturas de Boulos, Manuela e Ciro, pois, certamente, esses candidatos e os partidos que os apóiam têm entendimentos diversos acerca das prioridades estratégicas na presente conjuntura. Tendo em vista que não há o monopólio da verdade, é preciso que todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda desenvolvam diálogos produtivos e construtivos entre si.

O quarto argumento é o da coragem e o do confronto. O Judiciário golpista, arbitrário, persecutório, parcial, serviçal das elites e punitivo dos pobres precisa ser confrontado. Um judiciário que rasgou a Constituição, que espezinhou as leis, que viola a hierarquia, que degrada a jurisprudência, que blinda e protege os políticos do PSDB e que é corrupto e eivado de privilégios, precisa ser desmascarado, denunciado e combatido. Levar a candidatura Lula até as últimas consequências é um ato de coragem e de enfrentamento de um Judiciário que está a serviço de uma elite predadora.

Caberá a esse Judiciário a responsabilidade histórica de permitir ou impedir que Lula, um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, seja ou não legalmente candidato. Estará em jogo não só a biografia dos ministros das Cortes superiores, mas o destino da atual crise e o destino do futuro do Brasil. Caberá a eles decidir se a crise se agravará ou se se permite que se abram as portas para buscar saídas a um pais que tem um povo martirizado por todos os tipos de misérias e carecimentos. A coragem dos democratas e progressistas precisa confrontar o arbítrio de um Judiciário corrompido e degradado. Esse Judiciário precisa ser confrontado nos tribunais e nas ruas, com a exigência da liberdade de Lula e de sua candidatura.

Mas cabe perguntar: os juízes das Cortes superiores se importam ainda com suas biografias? Se tiverem um mínimo de dignidade, sim. Se tiverem um mínimo de responsabilidade para com o Brasil, sim. Mas é altamente duvidoso que vários deles cultivem esses sentimentos. Se não os cultivam, as biografias não importam para eles porque as suas almas já se danaram pela indignidade, pela corrupção e pela maldade.

Há que se admitir, por fim, a possibilidade de o Judiciário impedir que Lula concorra até mesmo sub judice, inviabilizando a presença do seu nome na urna. Neste caso, dois argumentos deveriam nortear a estratégia do PT: o argumento da redução de danos e o argumento da responsabilidade. Ambos apontam para a substituição de Lula por um outro candidato do partido. Sem um candidato presidencial, 1) as candidaturas para os outros cargos também se fragilizariam e, 2) é responsabilidade de todos os partidos progressistas, inclusive do PT, buscar eleger o maior número possível de candidatos para barrar a direita e lutar pelos interesses dos mais pobres e do Brasil.

O PT está atrasado na escolha de um candidato a vice para que ele possa ser a voz de Lula e, ao mesmo tempo, fortalecer-se e afirmar-se enquanto liderança. O argumento de que este vice enfraqueceria Lula e seria visto como um plano B não procede. É o argumento que expressa a falta de convicções, de direção e de comando. Um partido que tem capacidade de direção e sabe o que quer e tem convicção de sua estratégia não pode temer este tipo de situação.

Por fim, falta ainda transformar o grito pela liberdade de Lula e pela sua candidatura em voz das ruas. As manifestações que ocorreram no final de semana nos mercados públicos de Belo Horizonte e de Curitiba mostram que isto é possível. Existe um ambiente público favorável para que se crie nas ruas e nas aglomerações públicas uma corrente de vozes que clamem pela liberdade e pela candidatura de Lula. O que falta é liderança para que essas vozes se façam ouvir e para que essas mobilizações se transformem numa poderosa força de pressão sobre um sistema arbitrário e corrompido.

*Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

A ameaça do “NÃO VOTO”

Artigo Gaudêncio Torquato

As projeções apontam para a elevação do índice do NV (Não Voto – abstenções, votos nulos e brancos), na eleição de 7 de outubro, a um patamar acima de 40%. Recorde-se que o 2º turno da eleição para governo de Tocantins, em junho passado, registrou 51,83% de eleitores votando em branco, anulando ou deixando de comparecer às urnas.

Trata-se, como se deduz de pesquisas, da indignação do eleitor em relação às coisas da política – atores, métodos e processos. O eleitor protesta contra o lamaçal que envolve a esfera política, que parece indiferente a um clamor social exigindo mudanças de comportamentos e atitudes. A principal arma que dispõe o eleitor para mudar a política é o voto. Ora, se o cidadão se recusa a usar esse direito está, de certa forma, contribuindo para a manutenção do status quo, perpetuando mazelas que infestam o cotidiano da vida política.

Estamos, portanto, diante de um dilema: caso o NV assuma proporções grandiosas no pleito deste ano, a hipótese de mudança na fisionomia política cai por terra, arrastada por ondas da mesmice, onde se enxergam as abomináveis práticas do fisiologismo (“é dando que se recebe”), o coronelismo (os currais eleitorais, a política de cabresto), o nepotismo (as engordas grupais), a estadania (o incremento da dependência social do Estado), o neo-sindicalismo peleguista (teias sindicais agarradas às mamas do Estado), a miríade de partidos e seus escopos pasteurizados etc.

A renovação política, bandeira erguida pela sociedade organizada, corre o risco de fracassar, caso o eleitorado se distancie do processo eleitoral ou, mesmo comparecendo às urnas, anule o sufrágio ou vote em branco. É oportuno lembrar que o eleitor é peça fundamental no jogo de xadrez da política. Se não tentar dar um xeque no protagonista que busca se eleger, este acabará sendo empurrado para o altar da representação política por exércitos treinados nas trincheiras dos velhos costumes. Assim, a renovação nas molduras governativa e parlamentar não ocorrerá.

Aliás, calcula-se que a renovação da representação no Parlamento seja de apenas 40% este ano, menor do que em pleitos do passado. A campanha mais curta – de 45 dias nas ruas e de 35 dias na mídia eleitoral – beneficiará os mais conhecidos e aqueles de maiores recursos financeiros. (No pleito anterior, a campanha tinha 90 dias de rua e 45 dias de programa eleitoral no rádio e TV).

O fato é que não se pode contar com mudança política por unilateral vontade do corpo parlamentar. Deputado ou senador, se não recebem pressão da base eleitoral, resistem a qualquer ideia de avançar, alterar, mudar regras que, hoje, os beneficiam. Ou, para usar a expressão mais popular, não darão um tiro no pé. Por conseguinte, a reformulação da política carece de participação ativa do eleitor, razão pela qual este deve cobrar de seus candidatos compromissos com avanços com o fito de eliminar os cancros que corroem o corpo político.

Em suma, a política não se renova porque não há, por parte dos representantes, desejo de mudá-la. E não há desejo porque o eleitor ainda não jogou seu representante no carrossel das transformações. O pleito de outubro deste ano tende a encerrar a era do grande compadrio na política. O que não quer necessariamente dizer que isso ocorrerá. Por isso mesmo, urge despertar a consciência cívica do cidadão. Motivá-lo a colocar sobre os trilhos o trem das mudanças. Toda a atenção deve se dar à bomba que ameaça explodir a locomotiva: o Não Voto. Abstenções, votos nulos e brancos, em demasia, são os ingredientes que podem implodir nosso ainda incipiente sistema democrático.

“Peixadas” – Notas Rápidas

O medo barnabé

Caiu como uma bomba a matéria sobre a suspensão do FPM de Viana (leia aqui) por irregularidades na Prefeitura. A Secom Municipal twitou uma notinha, porém, não emitiu uma Nota de Esclarecimento oficial sobre a notícia divulgada na blogsfera estadual.

Peso na economia

O fato é que a economia vianense é carente e dependente dos investimentos municipais, dos salários dos servidores efetivos e/ou contratados, dos repasses federais como o Bolsa Família, pensões e aposentadorias. Sem esses recursos, ninguém compra – ninguém vende e fica instalado o caos. Por isso, antes de desejar que “quanto pior melhor”, melhor seguir aquele surrado ditado utilizado no filme do Homem Aranha, direto para o gestor: “Grandes Poderes, Grandes Responsabilidades”.

Sucessão estadual

Um grupo de políticos vianenses, a maioria dissidente da base de apoio ao ex-prefeito Chico Gomes, prepara comitiva para desembarcar no Palácio dos Leões, talvez ainda este mês, para uma audiência com o governador Flávio Dino. Segundo informações de membros da trupe, o objetivo é demonstrar ao chefe do executivo que ele pode contar com bases distintas na Cidade dos Lagos, independente da gestão Magrado Barros (PSDB). Lógico também que está em jogo a sucessão municipal de 2020, pois sabe-se que o poder da máquina estadual pode fazer estragos em qualquer eleição, assim como foi determinante em Viana em 2016.

Peace and love!

Informado e ciente da guerra intestinal dos grupos políticos em Viana, Dino, na última viagem à Cidade dos Lagos, na reinauguração do Restaurante Popular, tratou de fazer afagos e dar atenção aos dois grupos políticos do município, de forma a cativar os votos para a eleição de outubro próximo, e assim tentar minar qualquer reação da adversária Roseana Sarney, que continua bem votada na terrinha, mesmo sem ter deixado nenhuma obra de impacto e de conhecimento público, que possa apontar como apelo eleitoral.

 A chapa centenária

Na onda da cobrança por renovação na política, o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão quer colar na adversária Roseana Sarney (MDB) o carimbo da velha política. Disputam o Senado na chapa da ex-governadora Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB). Este último está na vida pública desde os anos 1960. Já o irmão de Roseana começou na década de 1970. Os concorrentes não perdoaram: é a “chapa centenária”. (O Globo)

O “WO” dos Jogos Escolares

Muitos pais e muitos alunos da Rede Municipal de Viana ficaram tristes e desolados com aplicação de um suposto e desconhecido regulamento nas disputas esportivas dos Jogos escolares deste ano. O Blog ouviu alguns relatos e também recebeu muitos prints de redes sociais de pessoas revoltadas com a desorganização, falta de lanches e de água para os participantes e a pior delas: equipes que não compareceram às disputas – quase sempre por atraso pela falta de transporte e comunicação confusa -, causaram a desclassificação sumária do adversário presente, ou seja, os pais que acompanharam alunos e compraram material como chuteira e tênis, sequer tiveram o prazer e a alegria de verem seus filhos disputarem os jogos, e assim cumprirem com o dever cívico de representar suas escolas, mostrar talento e garra esportiva. Lamentável!

O que é WO

WO é uma expressão que significa vitória fácil, sigla do termo inglês walkover. Uma vitória por WO acontece quando não existem adversários ou quando esses não comparecem por algum motivo. A palavra walkover surgiu nas antigas corridas de cavalos na Inglaterra. Para obter a vitória em uma corrida, o cavalo precisava percorrer toda a pista (walkover), mesmo que ele fosse o único competidor. Com o passar do tempo, os significados do termo walkover e, sobretudo sua abreviação, WO, foram se difundindo pelo mundo e sendo adaptados a diferentes modalidades esportivas, individuais e de equipe. (significados.com)

Idoso pode apanhar?

E aquele radialista que não tem papas na língua? Rapá, o home já está virando sparring* de membros de grupos políticos de Viana, que não concordam com a verborragia diária do apresentador em emissoras locais. E olha que pela sua idade (em torno de 65 anos), o cidadão já goza dos seus direitos assegurados pelo Estatuto do Idoso, portanto, não pode mais “levar pisa” de socos na fuselagem, como da última vez, crime este praticado por um servidor do primeiro escalão da Prefeitura de Viana. O Estatuto do Idoso define que a pessoa atinge essa condição aos 65 anos de idade, portanto, se quiser, o nosso nobre radialista pode acionar o seu algoz na Justa, com todos os seus direitos assegurados.

*Sparring é uma palavra derivada do verbo inglês “to spar” que significa “praticar boxe”, “disputar” ou “lutar a soco”. Neste sentido, a expressão inglesa “verbal sparring” é sinônimo de “debate” ou “discussão”, porque designa uma luta verbal.

“Tô nem aí”,  tô nem aí”…

Aí está uma prova de o prefeito Magrado Barros (PSDB), sempre dá uma de “João sem braço”, e pouco se importa com insultos e denúncias contra o seu desastrado governo, porém, no velho casarão azul da Praça Ozimo de Carvalho, talvez estejam entrincheirados diversos jagunços ou cães de guarda, prontos para atacar e até morder, caso se sintam ameaçados de perder as boquinhas. Fica o alerta mais uma vez à Justiça de Viana.

O que é?

Estatuto do Idoso – Lei 10741/03 | Lei no 10.741, de 1º de outubro de 2003 Art. 1o É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta). O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

MP arrocha Ronildo Campos

A pedido do Ministério Público do Maranhão, o Poder Judiciário determinou, nesta terça-feira, 17, em decisão liminar, ao Município de Penalva e ao prefeito Ronildo Campos, o prazo de 30 dias, após a citação, para nomear os aprovados no concurso público, além da imediata exoneração dos servidores contratados temporariamente que estejam ocupando cargos de servidores concursados. Também foi determinado, ao chefe do executivo municipal, o pagamento de multa no valor de R$ 2 mil, por dia de atraso, pelo descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Maranhão (MPMA) em 9 de março de 2017. O pedido de execução foi feito pelo promotor de justiça Rogernilson Ericeira Chaves.

 “aPAGA” o Boi Passa Fogo!

Rapá, esse nosso amigo Zé de Betrone não tem parelha. O Blog apurou que no último dia 28 de junho, na Cidade dos Lagos, ele amarrou o novilho Passa Fogo em um mourão, na Praça de São Benedito, fincou o pé e propagou que o boi não levantava de lá se não pagassem. – “Apaga o fogo”! Disse Zé, para a galera ansiosa para torrar o garrote. Aí, a galera do fuxico entendeu que era pra “pagar o boi” e trataram de achar um patrocinador. O prefeito Macho Velho que estava no meio da muvuca foi localizado e comunicado que faltava R$ 2.000,00 (duas pilas) pra pagar as despesas com o miolo (homem que dança debaixo), além da cachaça pros batuqueiros. Comentam que Macho Velho, pra não passar vergonha, se coçou imediatamente e logo a boiada desceu nas ruas escuras sob uma chuva de fogos, que fazem dessa cultura única, umas das atrações do São João vianense.

O certo é que, com essa história de pagar o Boi Passa Fogo, o melhor foi a “Vaquinha” dos outros patrocinadores, que já garantiu o Peru de Natal de Zé de B.

Tem parelha? Rárárá!!!