Em junho, Viana recebeu quase 6 milhões. Vejam os valores de Penalva, São Vicente, Cajapió, Olinda, S. J. Batista, S. Bento e Matinha

O Blog Vianensidades divulga  os repasses de junho para alguns dos municípios que cobre. Apesar da reclamação geral de prefeitos de que há queda e até falta de verbas para honrar compromissos com a administração pública, os 217 municípios do Maranhão estão com repasses em dias e os prefeitos recebem religiosamente os recursos oriundos do Fundo de Participação e do Fundeb, além de outros fundos.

Arquivo

Houve uma queda em abril, mas em maio e junho a maioria dos municípios tiveram aumento significativo nas receitas. No mês anterior, cidades como Viana, Penalva e São Bento foram as que mais receberam dinheiro do Governo Federal, mas em comparação ao mês de maio, a receita foi um pouco menor.

Essas cidades estão entre os que receberam 2 e 5 milhões de reais em junho, como demonstram os dados abaixo. Só a prefeitura de Penalva recebeu mais de 5 milhões no mês passado, superando todos outros municípios . Ressaltamos que estes valores são brutos, sem descontos de pagamentos de precatórios e demais dívidas das prefeituras.

O levantamento foi feito com base em dados fornecidos pelo Portal da Transparência do Governo Federal e pelos demonstrativos do Banco do Brasil. Cabe ressaltar que estes valores não estão incluídos as retenções para pagamento de débitos que as prefeituras estão devendo para previdências e outras empresas.

Vejam os valores brutos:

Viana R$ 5.722.318,53 C

Penalva $ 5.056.025,58 C

São Vicente Ferrer R$ 2.762.045,31 C

São João Batista R$ 3.009.881,19 C

Matinha R$ 3.083.014,32 C

Cajapió R$ 1.677.834,76 C

São Bento R$ 4.642.350,81 C

Olinda Nova do Maranhão R$ 2.265.401,56 C

(Via Blog do Jailson Mendes)

Lançamento Anos Dourados em Viana

Divulgação

O escritor Luiz Alexandre Raposo lança nesta terça-feira, dia 3, às 19 horas, na Livraria da AMEI (Shopping São Luís), o livro Anos Dourados em Vianaartigos e crônicas. A obra, como o próprio título indica, traz uma coletânea de artigos e crônicas sobre os acontecimentos que marcaram a cidade nos badalados anos 1960.

A criação de sua própria diocese, a fundação do Ginásio Professor Antônio Lopes e da Escola Normal N. S. da Conceição, a chegada das Auxiliares Femininas Internacionais (AFI), os movimentos estudantis surgidos naqueles anos, o Cine Glória, o teatro de Anica Ramos, as vitórias futebolísticas da seleção vianense nos Campeonatos Intermunicipais e a abertura da via terrestre ligando Viana a São Luís são alguns dos temas abordados na obra que, segundo o autor, comprovam como a década de 1960 foi marcante na recente história da cidade.

Aberto ao público em geral, o evento deve reunir grande número de vianenses, especialmente a geração que vivenciou esse período de efervescência cultural na cidade.

O livro também será lançado em Viana, provavelmente no próximo mês de novembro, durante reunião solene da Academia Vianense de Letras.

Em nome da Baixada Maranhense

Fotos: Alexandre Abreu

Por: Batista Azevedo*

Este artigo é em nome de toda uma região – a Baixada Maranhense. Uma grande área constituída de 21 municípios que apresentam uma mesma característica: suas terras estão quase ao nível do mar. É por assim dizer uma região de terras baixas. Seus campos verdejantes misturam-se aos inúmeros lagos e enseadas, proporcionando um colorido sem fim de belezas infinitas.

 O IBGE redefiniu em estudo os municípios que compõem a região da Baixada Maranhense. O número de municípios permanece o mesmo, porém não fazem mais parte da região, muito embora mantenham as mesmas características físicas e culturais, os municípios de Cajapió, Bacurituba, Bequimão e Alcântara, os quais passaram a integrar a região do Litoral Ocidental Maranhense, ao lado de Mirinzal, Guimarães, Bacuri, Cururupu, Central, Cedral, Porto Rico, Apicun-açu e Serrano do Maranhão.

 Na configuração regional do estado, embora apresentem características e relevo um pouco distintos, o IBGE incluiu os municípios de Conceição do Lago-açu, Igarapé do Meio,Bela Vista e Monção, que ao lado de Santa Helena, Pinheiro, Presidente Sarney, Pedro do Rosário, São Bento, Palmeirândia, Peri-Mirim, São Vicente Férrer, São João Batista, Olinda Nova, Matinha, Penalva, Cajari, Viana, Vitória do Mearim, Arari e Anajatuba, fazem a grande nação de baixadeiros.

Esta vasta região, que bem se pode chamar de “pantanal amazônico” é uma imensa região formada por cadeias de lagoas com extensos pântanos e campos inundados periodicamente, onde está situado o mais extensivo refúgio de aves aquáticas da região nordeste. A Baixada Maranhense estende-se por mais de 20 mil quilômetros quadrados, nos baixos cursos dos rios Mearim e Pindaré, e médios e baixos cursos dos rios Pericumã e Aurá, reunindo um dos maiores e mais belos conjuntos de lagos e lagoas naturais.

 Pela sua importância ecológica, especialmente para aves aquáticas migratórias e residentes que utilizam a região como ponto de apoio e reprodução, a Baixada Maranhense foi transformada em Área de Proteção Ambiental (APA) pelo governo do Estado, em 1991. Parte da área também foi incluída no Acordo Internacional da Convenção de proteção das áreas úmidas de importância internacional. (Ramsar, Irã, 1971).

 Além do maior conjunto de bacias lacustres do Nordeste, onde se destacam os lagos Açu, Verde, Formoso, Carnaúba, Aquiri, Coqueiro, Itãs, Maracu e Jatobá, a região possui extensos manguezais e babaçuais, estes nas áreas mais altas. Este complexo de lagos da Baixada constitui uma região ecológica de distinta importância no Estado e no Nordeste, não só como potencial hídrico, mas pelo papel socioeconômico que representa para toda a população ribeirinha, haja vista a produção de pescados que alimenta a grande população local dos municípios desta região, bem como parte da capital do estado.

O que chama a atenção de nós, baixadeiros, e deve chamar a atenção dos governantes é o fato de que esta é uma região potencialmente rica, porém mal percebida. A exploração de suas riquezas naturais é depredadora e a ação do homem, muitas vezes de maneira irracional, já torna algumas áreas em elevado estado de degradação. Políticas de incremento para a potencialização das riquezas desta região já são mais que necessárias e devem estar, de verdade, na ótica dos novos governantes.

*Membro do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense