Metade das mulheres mantém um homem na reserva caso a relação atual acabe

Extra

Metade das mulheres mantém um pretendente amoroso de plantão na reserva caso a relação atual acabe e elas fiquem solteiras, concluiu uma nova pesquisa realizada no Reino Unido. As casadas são mais propensas a ter um plano B no amor do que aquelas que só namoram.

O estudo revelou ainda que, na maioria dos casos, o “reserva” é um velho amigo que sempre sentiu algo a mais pela mulher em questão. Outros candidatos são um ex-namorado ou ex-marido, um colega de trabalho ou um conhecido da academia.

Mil mulheres foram entrevistadas durante o levantamento. Constatou-se que o mais provável é que o plano B seja um homem que ela conhece há cerca de sete anos, que estará “pronto e esperando” por causa de “negócios inacabados”.

Uma em cada dez participantes disse que seu pretendente já havia confessado amor eterno, enquanto uma em cada cinco afirmou ter confiança de que ele “largaria tudo” por ela, se ela lhe pedisse.

Pouco mais de 40% das mulheres disseram que conheceram o “reserva” durante o relacionamento atual, enquanto uma porcentagem similar contou que esse segundo homem já estava em cena muito antes.

Um porta-voz da empresa OnePoll.com, responsável pela pesquisa, acredita que o fato de 50% das mulheres envolvidas em relacionamentos admitirem que têm um plano B é preocupante, sobretudo em tempos de Facebook e Twitter, que facilitam o contato com antigas paixões. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

As filhas de Sebastião Furtado

Ilustrativa

Nonato Reis*

Ceciliana e Sebastião Furtado, inquilinos da Fazenda Bacazinho por quase três décadas – ela como professora e referência para a comunidade e ele como vaqueiro da Santa e líder político – construíram uma história de vida digna de registro em livro.

Os dois, a quem tenho o privilégio de chamar de “padrinhos”, estavam sempre por trás das iniciativas importantes do lugar. Nada chegava ao Ibacazinho que não fosse por intermédio deles: escola, médicos, missionários, campanhas de saúde.

O Projeto João de Barros, por exemplo, que ajudaria a resgatar tanta gente das trevas da ignorância, aportou no Ibacazinho pelas mãos de Sebastião e Ceciliana. Eles organizaram a comunidade, fizeram mutirão, levantaram a escola em barro e taipa, matricularam os alunos. Dona Cici, como era conhecida, assumiu para si a tarefa de ensinar os adultos a ler e escrever. Parecia uma missão fácil. Não era.

Convencer aquela gente calejada de sol e trabalho duro de que ler e assinar o nome podia ser algo tão importante quanto ganhar o pão de cada dia, mais do que complicado constituía um desafio.

A madrinha ia de casa em casa, em visita às famílias, para falar das maravilhas do saber. Alguns até cediam no primeiro momento e concordavam em participar. Depois das primeiras aulas, voltavam atrás, desistiam, impondo novas rodadas de visitas e convencimento.

A semente lançada fecundaria. Ainda hoje, mais de 30 anos depois, o nome dos padrinhos são lembrados com um misto de admiração e reconhecimento, pelo muito que fizeram pelo Ibacazinho, numa época marcada pelo atraso e por necessidades de toda ordem.

Porém, gratidão é apenas uma face da moeda, quando se fala de Sebastião Furtado e Ceciliana. Eles ganharam inscrição no imaginário das pessoas também pelos frutos advindos dessa união.

Ao todo são dez filhos, nove mulheres e um homem. Pela ordem de nascimento: Teresa, Celina, Silvana, Gorete, Sílvia, Maria Amália Cláudia, Sebastião (Bazinho), Márcia e Dayane.

Tal como os padrinhos, os filhos parecem dotados de luz especial. No caso das meninas, todas herdaram na voz um traço peculiar da mãe, de falar como se lhe faltasse o ar, mas de um jeito sonoro e suave, o que dá um toque de magia ao conjunto da obra, tão bem delineada.

De Teresa a Maria Amália (Cláudia, Bazinho, Márcia e Dayane vieram por último e não cabem na narrativa temporal deste texto), a estética parecia linear, embora guardassem pouca semelhança física entre si, mas tinham atributos que as colocavam no mesmo patamar de beleza umas das outras.

Teresa, por ser a mais velha, atingiu primeiro a fase adolescente e colecionava admiradores. Herdara as linhas físicas do padrinho e a delicadeza da madrinha. O corpo parecia obra de um artista italiano da renascença. Do Ibacazinho a Viana, era cortejada abertamente, como a cereja do bolo. O universo masculino em peso se “matava” para cair nas graças de Teresa.

Coube a Ademir Zenni, um menino magrinho e inteligente, que dividia comigo o ambiente escolar, ganhar a primeira batalha pelo olhar dela. Por pouco tempo. Logo o deixou para atrás, impelida pela necessidade de conhecer o mundo.

Na sequência daquela árvore frondosa, foram surgindo para a vida Celina, de corpo escultural; Silvana, com traços aristocráticos; Gorete, única morena do clã e envolta numa aura de mistério; Sílvia, a mais parecida com a madrinha; e Maria Amália, que também lembrava as linhas delicadas da mãe.

Eu via aquela família como a extensão da minha. Criei-me no ambiente da fazenda, brincando e estudando, fazendo planos e peraltices. As filhas dos padrinhos eram tão de mim próximas que beiravam à irmandade.

Digo “beiravam” porque, da minha parte, havia um misto de fraternidade e também de interesse velado. Talvez Gorete tenha sido aquela com quem estive mais próximo de um flerte, o que não se consumou, em parte pela minha timidez aguda e também pela quase neutralidade dela.

Nas festinhas de radiola, era o meu par exclusivo, único mesmo. Dançávamos da primeira à última música, sem trocar uma única palavra. Claro que aquilo não ia dar em nada, afinal quem vai saber o que mudo quer.

Celina me faz lembrar um episódio engraçado. Havia uma brincadeira de “cair no poço”, que se fazia com fileiras de homem e mulher. Uma vez caído no poço, havia-se de ser resgatado com afagos, que iam de simples aperto de mão até beijo nos lábios. Certa vez, coube a Celina trazer-me à lume com um aperto de mão. Só que na hora do cumprimento ela me ofereceu um pedaço de arame farpado no lugar da mão. Eu considerei o gesto um insulto e me recusei a recebê-lo.

O mal-estar se estendeu por meses, até que ela, vencida em seu orgulho, resolveu dar um basta àquela bobagem. “Nonato, me desculpa. Foi só uma brincadeira; eu não quis te ofender”.

Agora, pelos laços do espírito e por algo que não consigo explicar, sempre me senti mais ligado a Sílvia, alguns anos mais nova do que eu e com quem, apesar de ainda menina, conversava sobre a vida e os planos para o futuro.

Um dia, ela já mocinha, e vindo para São Luís, eu a acompanhei em cima de um Pau de Arara até a Cachoeira, onde pegaria o ônibus até a cidade. Na despedida, e depois de eu atravessar o rio de volta para casa, ficamos a bater com a mão um para o outro até o veículo sumir na estrada. Uma cena, aparentemente, comum, mas que pela própria singeleza ficou-me gravada na memória.

No dia do lançamento do romance “Lipe e Juliana”, na Livraria AMEI, foi grande a minha emoção ao ver Teresa, Gorete, Márcia e Dayane, acompanhadas do pai, na fila de autógrafos. Então fiquei ali a pensar nos mistérios da vida, de como os gestos simples têm a capacidade de se eternizarem.

Os sentimentos nada têm de complexos. O ser humano, com sua mania de querer esquadrinhar a lógica das coisas, é que complica a leitura. Um único aperto de mão, um olhar, um sorriso pode salvar uma vida.

*Jornalista, escritor

Do livro “A Fazenda Bacazinho”, previsto para julho/2018.

Homenagens ao ilustre vianense, Dr. José Pereira Gomes

São Luís – Dezenas de vianenses, familiares e amigos prestaram as últimas homenagens ao ex-prefeito de Viana e promotor aposentado, José Pereira Gomes, na Pax União da Rua Grande, em São Luís-MA, onde foi velado. O ilustre vianense faleceu ontem, 06/03/18, de causas naturais, na capital maranhense, onde residia, e foi sepultado hoje, 07, no Cemitério Parque da Saudade, no bairro Vinhais.

O destaque ficou para a presença de professores e alunos do tradicional Centro Educacional José Pereira Gomes (antigo Ginásio Antonio Lopes), fundado pelo ex-gestor, com a presença de alunos que leram trechos da Bíblia e, a da diretora da Escola, prof.ª Isaura, educadores como Vitória Santos, Socorrinho Soeiro, Zima Gonçalves, dentre outros.

O compositor, cantor e imortal da AVL, Rogério Du Maranhão, ladeado por familiares e pela diretora do Centro Educacional José Pereira Gomes, profª Isaura

Alguns amigos, vizinhos e contemporâneos também fizeram emocionantes discursos em homenagem a Dr. José Pereira Gomes, fundador do Ginásio Antônio Lopes, que formou várias gerações de vianenses e das cidades vizinhas da Baixada, que hoje ocupam posições de destaque no Maranhão e no Brasil.

Profª Vitória Santos conduz alunos em suas homenagens

Eleito pelo extinto PSD (Partido Social Democrático), vencendo seus dois adversários, José Pereira Gomes tomou posse no dia 31 de janeiro de 1961, tornando-se o 37º prefeito de Viana.

 

A Academia Vianense de Letras (AVL), e o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense divulgaram Notas de Pesar pela perda do imortal, ocupante da cadeira número 7, cujo patrono é frei Antônio Bernardo da Encarnação e Silva.

 

NOTA DE FALECIMENTO – JOSÉ PEREIRA GOMES

A Academia Vianense de Letras – AVL, com muito pesar, vem comunicar o falecimento do Acadêmico José Pereira Gomes.

O velório está sendo realizado hoje (06/03), no Memorial da Pax União, no Centro, e o sepultamento será nesta quarta-feira (07/03), no cemitério do Vinhais, às 10:00 horas.

Filho de Joana Pereira Gomes e Tomás de Oliveira Gomes, nascido no dia 9 de março de 1926, José Pereira Gomes, bacharel em Direito, Procurador de Justiça aposentado do Ministério Público do Estado do Maranhão e ex-Prefeito Municipal de Viana, nesta manhã de terça-feira, dia 06 de março, deixou saudades à família, amigos e vianenses, legando a todos lições de amor, amizade, profissionalismo, ética e espírito humanitário.

Como chefe do Poder Executivo Municipal de Viana, um dos seus importantes legados foi a construção do Ginásio Professor Antônio Lopes, suprindo grande carência na educação vianense da época, uma instituição de ensino que se tornou um marco na educação da juventude de Viana e das cidades circunvizinhas.

Foi um dos membros fundadores da Academia Vianense de Letras, ocupando a Cadeira de nº 7, patroneada por Frei Antônio Bernardo da Encarnação e Silva.

A Academia Vianense de Letras, na pessoa do confrade Rogério Castro Gomes (Rogéryo Du Maranhão), filho do ilustre e agora saudoso José Pereira Gomes, externa sentimentos de consternação e serenidade para a compreensão do grande mistério da vida e morte.

 

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense externa seu profundo pesar pelo falecimento de José Pereira Gomes, ex-prefeito do município de Viana.

Dr. José Pereira Gomes tomou posse como prefeito no 31 de janeiro de 1961, tornando-se o 37º prefeito de Viana. Foi Promotor de Justiça, Procurador de Justiça do Maranhão e um dos membros fundadores da Academia Vianense de Letras.

O sepultamento será hoje (07/03/2018) às 10:00 horas no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais em São Luís.

Em nome de todos os forenses, em especial dos vianeses e do Presidente em Exercício, Nélio Júnior, que é de Viana, o Fórum em Defesa da Baixada externa seus votos de profundo pesar à família enlutada, bem como reconhece e enaltece os relevantes serviços prestados pelo nobre vianense em favor de sua terra e da Baixada Maranhense. Descanse em paz, Dr. José Pereira Gomes.

 

BIOGRAFIA DE JOSÉ PEREIRA GOMES

Órfão de mãe aos três anos de idade, o filho de Joana Pereira Gomes e Tomás de Oliveira Gomes, nascido no dia 9 de março de 1926, foi criado pelos avós e educado pela madrinha Nhazita (Josefa Dias), que lhe ensinou as primeiras letras. Em 1938, aos doze anos, depois de concluir o curso primário no Grupo Escolar Estêvão Carvalho, José Pereira Gomes foi levado pelo pai para continuar os estudos em São Luís, onde seria matriculado no Colégio Ateneu Teixeira Mendes, transferindo-se posteriormente para o Colégio Maristas.

Concluído o ginasial, fez o 1º e o 2º ano do curso científico no Colégio São Luís, do conceituado professor Luís Rego. Desse período, o futuro prefeito de Viana guardaria vivas e agradáveis lembranças: os estudos, os jogos de futebol com os colegas, as férias passadas em Viana, as festas, as inesquecíveis serenatas e os planos para o futuro. Em 1945, aos 19 anos, viajou para Fortaleza, matriculando-se no Colégio São João, onde concluiria o 2º grau e se prepararia para ingressar na carreira militar. Entretanto, por não lograr aprovação para o curso preparatório de cadetes, retornou ao Maranhão no final de 1946. Ao regressar, José Pereira Gomes foi contratado como postalista dos Correios e Telégrafos, esquecendo os estudos e entregando-se à vida despreocupada e alegre de todo jovem de sua idade.

Uma festa de casamento, realizada em Viana, iria mudar totalmente os rumos da vida acomodada, e agora sem maiores pretensões, do funcionário público federal. O enlace matrimonial era de Carmem (filha do Dr. Ozimo de Carvalho) com José Pinheiro Gasparinho. Levado pela espontaneidade juvenil, José Pereira Gomes resolveu, no meio da recepção, brindar os noivos com um discurso de improviso. A oratória fluente do rapaz encantou os presentes e chamou a atenção, em especial, do Monsenhor Manoel Arouche. Ao ser informado de que aquele talentoso jovem interrompera os estudos, o célebre pároco da Matriz não pensou duas vezes: procurou Tomás Gomes e o aconselhou a incentivar o filho a cursar a faculdade de Direito.

De volta a São Luís, o funcionário dos Correios surpreendeu-se com a visita repentina de seu genitor, que lhe trazia uma carta de estímulo do pároco vianense e o cartão de inscrição para o próximo vestibular. Em 1953, José Pereira Gomes bacharelava-se em Direito e, já no ano seguinte, prestava concurso para a Magistratura e para o Ministério Público. Aprovado em ambos, optou pelo último, por aspirar à carreira política, a qual seria incompatível com a Magistratura. A primeira nomeação, em 1955, foi para a cidade de Mirador, permanecendo ali apenas três meses, para logo se transferir para sua cidade natal.

Em Viana, como Promotor Público, iniciaria a caminhada que lhe conduziria ao cargo de chefe do executivo municipal, seis anos depois. A base de sua plataforma eleitoral era a criação de um curso ginasial, que iria preencher a maior carência da educação vianense da época. Seria uma árdua batalha que o dinâmico promotor enfrentaria sem desânimos. O mais difícil foi conseguir arrecadar, junto à comunidade local, a alta quantia de quarenta mil cruzeiros, valor da taxa exigida pela diretoria da antiga CNEG (Campanha Nacional de Educandários Gratuitos), sediada no Rio de Janeiro. Para tanto, José Pereira Gomes criou um livro de ouro com quarenta assinaturas, cada uma equivalente a mil cruzeiros. Não demorou muito para os maledicentes insinuarem que aquele valor seria usado, na verdade, para custear sua campanha política.

Eleito pelo extinto PSD (Partido Social Democrático), vencendo seus dois adversários, José Pereira Gomes tomou posse no dia 31 de janeiro de 1961, tornando-se o 37º prefeito de Viana. Exatos dois meses depois, em 31 de março, acontecia a aula inaugural do Ginásio Professor Antônio Lopes, instituição de ensino que se tornaria, ao longo das cinco últimas décadas, um marco na educação da juventude não somente de Viana, mas, inclusive, das cidades circunvizinhas.

Atualmente aposentado como Procurador de Justiça, Dr. José Pereira Gomes foi um dos membros fundadores da Academia Vianense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 7, patroneada pelo grande Antonio Bernardo da Encarnação e Silva.

Fonte de pesquisa: Portal da Academia Vianense de Letras