Morte de peixes assusta ribeirinhos no Maranhão

Diversas espécies de peixes apareceram mortos no rio Itapecuru, na região de Aldeias Altas. Segundo pescadores, há suspeita de envenenamento.

Várias espécies de peixes foram encontrados mortos no rio Itapecuru. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Por G1 Maranhão, São Luís

Moradores de comunidades ribeirinhas da cidade de Aldeias Altas, a 392 km de São Luís, estão assustados com a grande quantidade de peixes mortos no rio Itapecuru. Apesar da área estar sob a proteção da Secretaria de Meio Ambiente, até o momento ninguém apareceu no local para investigar a mortandade de peixes.

Desde o dia 13 de Novembro circulam na internet registros dos peixes mortos no rio. O pescador Raimundo Lopes afirmou que muitas pessoas testemunharam o caso. “Era muito peixe morto. A maioria das pessoas que foram para lá viram. Alguns estavam mortos e outros ainda estavam agonizando”, afirmou o pescador.

Dentre as espécies de peixes mortos haviam Surubins e Mandis de até 10 Kg. O pescador Luís Castro também confirmou o caso. “Tinha muito peixe morto. Eu cheguei a ver os peixes. Surubim, Piau… muitos peixes mesmo eu cheguei a ver”, declarou Luiz Castro.

Nos últimos dias não houve mortes de peixes no rio Itapecuru. Mesmo assim, as canoas usadas na pesca estão paradas. Segundo o pescador Raimundo Nonato, os pescadores consideram arriscado coletar peixe no rio depois do que aconteceu. “Ficamos com medo de pescar, né? Com medo também de comer o peixe”, declarou o pescador.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente informou que já enviou uma equipe de químicos para coletar amostras da água do Rio Itapecuru com o objetivo de investigar as possíveis causas da mortandade de peixes. A Secretaria também informou que após as análises deverá tomar as medidas cabíveis.

Governo inicia construção de canais do Diques da Produção em Penalva e Santa Rita

Secretário Neto Evangelista assina ordem de serviço para o início das obras. (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), iniciou, nesta sexta-feira (17), as obras dos canais do Programa Diques da Produção nos municípios de Penalva e Santa Rita. As ordens de serviço foram assinadas pelo secretário de Estado Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, e prefeitos municipais.

A ação tem como objetivo combater a salinização dos campos naturais inundáveis da Baixada Maranhense e implantar grandes canais que permitirão armazenar água doce, ação necessária para o desenvolvimento de projetos nas áreas da piscicultura, agricultura e pecuária.

Neto Evangelista afirmou que as obras de construção deses diques estão entre as mais importantes ações do Governo do Estado na Baixada Maranhense. “A meta é transformar a realidade atual da região com produção, crescimento econômico e inclusão socioprodutiva”. O secretário enfatizou que o propósito é reduzir os índices de insegurança alimentar e de pobreza na região e promover a geração de trabalho, emprego e renda nas comunidades contempladas pelo projeto.

O líder comunitário José de Ribamar disse que a efetivação dos diques em Penalva é um sonho realizado. “Estava ansioso para ver essa máquina cavando os campos e começar a aparecer as valas, era um sonho essa obra sair do papel, agora, vamos ter peixes o ano inteiro, podermos plantar juçara e banana pra nossa alimentação e para vender, graças a esse programa. Estou realmente muito feliz”.

O prefeito de Penalva, Ronildo Campos, disse que as obras dos diques vão mudar a realidade das pessoas que dependem da pesca. “Esse programa é esperado há muito tempo pela Baixada Maranhense; vai proporcionar dignidade para essas comunidades, garantir a reserva de água e aumentar a produção, estimulando as pessoas que vivem da pesca a acreditarem na sua capacidade de trabalho e ajudar a economia do Maranhão”.

Diques da Produção

O Programa contemplará, inicialmente, intervenções em 15 municípios da Baixada Maranhense. Será estendido, no próximo ano, a novos municípios, entre os quais Matinha, Pinheiro, Cedral, São João Batista, Cajari, Conceição do Lago Açu, Guimarães, Monção, Alcântara, Apicum-Açu, Penalva, Bacuri, São Bento, Viana, Igarapé do Meio, São Vicente de Férrer, Cururupu e Bequimão.

Serão construídas duas modalidades de retenção da água doce: canais e barragens. Os diques garantem água para usada à irrigação e impedem a entrada de água salgada nos igarapés, protegendo os mananciais de água doce das regiões e outros ecossistemas. O armazenamento de água, também, facilita a navegação interligando pequenas propriedades.

Também consta como um dos pilares do Programa Diques da Produção a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural, para implantação de projetos de geração de renda à população das comunidades beneficiadas pela ação.

Municípios contemplados:

Mirinzal

Peri-mirim

Palmeirândia

Anajatuba

Bacurituba

Pinheiro

Viana

Penalva

São João Batista

São Vicente de Ferry

Santa Rita

Olinda Nova

Cajapió

Bequimão

Arari

Projeto Cultura, Identidade e Negritude

Divulgação

De hoje, dia 20 ao dia 24 deste mês, acontece no Centro de Ensino Y Bacanga – Polo 10, o Projeto Cultura, Identidade e Negritude, que trará uma série de eventos marcantes que discutem e ampliam o conhecimento acerca da história negra e afrodescendente em escolas das redes pública e particular.

Dentre os eventos, haverá palestras, apresentações artísticas, oficinas, workshops, visitas guiadas ao arquivo público, uma exposição de livros, uma feira de conhecimentos e uma biblioteca circulante.

 

Operação Pegadores começou forte, mas perdeu gás com tropeços e com a reação do governador Flávio Dino

Flávio Dino no Congresso do PCdoB, em Brasília: denúncia de criação de factóides para desestabilizar o seu  Governo

Repórter Tempo

Anunciada e realizada com força midiática suficiente para causar barulho considerável se os supostos malfeitos investigados tivessem a consistência que pareciam ter, a Operação Pegadores teria deixado um rastro de estragos de difícil reparação. Mas o que seria um catastrófico “day after” para o Governo-alvo, que parecia ter sido arremessado na direção do limbo moral, virou um surpreendente clima de contra-ataque. Parte do que foi apresentado pelo delegado Wedson Lopes – o caso da sorveteria, por exemplo -, e a declaração meio sem jeito da superintendente , foi categórico e documentalmente contestado, ao mesmo tempo em que o Governo cobrou a entrega da suposta lista de 400 fantasmas em cujas contas teriam ido paras a maior fatia dos R$ 18 milhões supostamente desviados no braço tocantino da Secretaria de Estado da Saúde, onde, segundo o relatório das investigações, a enfermeira Rosângela Curado e sua turma andaram metendo os pés pelas mãos, e por isso devem acertar contas com a Polícia e com a Justiça. O Palácio dos Leões não reagiu contra a operação em si, mas partiu com força para derrubar informações contidas no relatório lido pelo delegado.

Quando a bomba estourou, por volta das 8hs da manhã de quinta-feira, o QG da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) entrou em ação e enxergou na Operação Pegadores a oportunidade de ouro que esperava havia quase três anos: colar a pecha da corrupção no atual Governo. E o fez por todos os canais ao seu alcance, levando a prisão de Rosângela Curado e sua turma para o campo político. Mas, ao contrário do que era esperado por muitos, que apostaram na sua entrada em parafuso, o governador Flávio Dino (PCdoB) segurou a onda r programou a reação na base da razão, sem açodamento. Auxiliado pelos secretários de Estado de Saúde, Carlos Lula, de Articulação Política e Comunicação, Márcio Jerry, determinou a elaboração de uma nota na qual não contestou a ação, reconheceu sua licitude e manifestou disposição de colaborar para que tudo seja esclarecido, doa em quem doer.

Deflagrada na manhã de quinta-feira, a Operação Pegadores foi realizada com força plena e argumentos supostamente sólidos. Mas antes mesmo da entrevista coletiva da PF, no final da manhã, uma nota do Palácio dos Leões sinalizaria que o buraco seria mais embaixo. Na sexta-feira, o governador Flávio Dino comandou uma reação intensa e eficiente que, sem contestar a ação em si, colocou em xeque algumas das suas conclusões. Com documentos supostamente incontestáveis, porta-vozes formais e informais do Palácio dos Leões azedaram algumas das cerejas do bolo da investigação, caso, por exemplo, a tal sorveteria que teria sido usada como “lavanderia”, que deixara de existir em 2013, não podendo ter sido usada entre 2015 e 2017.   Antes, no início da manhã, contrariando o noticiário da TV Mirante na noite anterior, tratando o assunto como um escandaloso caso de corrupção no Governo Flávio Dino, dando a impressão de que o Palácio dos Leões estava encolhido na defensiva, o Bom Dia Brasil, da Rede Globo, praticamente desfez o que fizera. Ao tratar do assunto, o apresentador, Chico Pinheiro, comentou: “É uma luta desmontar esses esquemas que foram montados durante anos e anos de corrupção”. Um petardo direto contra o Governo Roseana Sarney, que teve também o poder de eliminar qualquer eventual culpa do Governo Flávio Dino no caso.

Logo em seguida, animado pela interpretação dada pelo apresentador global, o governador Flávio Dino disparou uma série de mensagens no twitter descartando qualquer bandalheira no seu Governo e cobrando da Polícia Federal a relação de 400 servidores irregulares que estariam drenando criminosamente parte dos recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) enviados ao Governo do Maranhão. A tal lista é tida como a cereja do bolo da investigação, daí porque o governador acha que com ela em mãos poderá informar-se melhor sobre o que de fato estava acontecendo e poderá adotar providências no sentido de corrigir os eventuais malfeitos de Rosângela Curado e companhia.

O governador Flpavio Dino entrou na guerra midiática jogando duro. “Jamais compactuamos com qualquer má aplicação de recursos públicos. Sempre tomamos todas as providências administrativas quando erros foram cometidos”, escreveu o governador Flávio Dino no twitter. E partiu para o ataque direto ao Grupo Sarney, que tentou lhe emplacar a pecha da corrupção ao seu Governo:  “Quanto à oligarquia Sarney-Murad, falta-lhe as condições mínimas para falar em moralidade”. E aprofundou a estocada: “Que cuidem dos seus problemas na Polícia e na Justiça. São Muitos”.

Com a série de twittadas, o governador Flávio Dino respondeu os ataques que recebera durante toda a quinta-feira dos seus adversários e, ao mesmo tempo, colocou a Polícia Federal contra a parede ao cobrar enfaticamente a lista dos 400 nomes que teriam sido contratados irregularmente, segundo revelaram as investigações. Esse rebate do governador será apenas mais momento do “bateu-levou”, que ainda vai produzir desdobramentos, porque nessa guerra tudo pode acontecer, menos o Grupo Sarney depor as armas em relação a Flávio Dino até outubro do ano que vem.

Em Tempo: O posicionamento do governador Flávio Dino em relação à Operação Pegadores ficou mais claro ainda no sábado, durante o Congresso do PCdoB. Ele acusou o Grupo Sarney de estar por traz de ações e operações que tentam desestabilizar o seu Governo, “o que foi intensificado com factóides que buscam ter impacto nacional”, acrescentando que “toda hora eles fabricam um negócio absurdo”. E levantou a suspeita de que órgãos federais podem ser usados para atingi-lo: “É possível o uso dos aparelhos federais contra o Governo”.

Fica com quem seca tuas lágrimas e não com quem as multiplica

Por Marcel Camargo, via Obvius

Muitas pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor.

Ninguém, em sã consciência, gosta de sofrer, de chorar, de amargar decepções, porém, há quem se prenda ao que faz mal, ao que suga, ao que diminui, por muito tempo. O normal seria que valorizássemos tudo o que nos faz sorrir, no entanto, na prática, muitas vezes nos aproximamos de algo ou de alguém que nada mais faz do que nos tornar infelizes.

Talvez por ser uma tendência humana querer o que é mais difícil, as pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor, em favorecimento de quem não nos oferece nada de bom.

Parece que não adianta tentar explicar para algumas pessoas o quanto elas sofrem à toa por conta de pessoas dispensáveis e de coisas supérfluas, como se, ali, envoltas no calor de suas tempestades, nada mais fizesse sentido fora daquela dor a que infelizmente se acostumaram e tomaram como parte integrante de suas vidas. Porque a gente se apega facilmente, inclusive ao que machuca.

Anos de sofrimento não são capazes de clarear os pensamentos de muitos que acham que não conseguirão sobreviver longe de quem nem junto está, longe do emprego que nem crescimento traz, longe de lugares onde sua presença não faz falta alguma. O medo rouba sonhos, rouba o raciocínio, rouba vida. Medo do novo, do que não é certo, do que foge ao que posto está.

Há um mundo tão imprevisível à nossa volta, que tentamos manter certa segurança por perto, nas amizades, nos amores. Infelizmente, nesse percurso, muitos de nós acabamos segurando, não raro forçosamente, justamente o que não faria falta alguma e, inclusive, o que nos impede de seguir em frente em busca de nossa felicidade. Por isso é que há pouco reconhecimento e gratidão em relação a quem realmente merece. Por isso é que há tanta tristeza nesse mundo.

A partir do momento em que cada um refletir sobre o tanto que possui a oferecer, o tanto que tem de humano dentro de si, jamais haverá tanta gente se aproveitando de quem não merece. Quando sabemos o nosso valor, ninguém consegue nos ludibriar, ninguém entra no nosso coração sem oferecer reciprocidade. Falta amor no mundo, mas falta, principalmente, amor-próprio. Só se amando é que se tem certeza do que significa felicidade genuína, bem longe de quem só sabe anular sorrisos. Ame, mas ame-se também.