Senadores do MA manobram e municípios podem perder R$ 160 milhões para saúde

Os senadores Roberto Rocha (PSDB), João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB, ameaçam não assinar a emenda impositiva da bancada federal do Maranhão, que destina R$ 160 milhões para investimentos na saúde dos 217 municípios maranhenses.

Os senadores Roberto Rocha (PSDB), João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB, ameaçam não assinar a emenda impositiva da bancada federal do Maranhão, que destina R$ 160 milhões para investimentos na saúde dos 217 municípios maranhenses.

A manobra dos senadores foi condenada pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP), e pelo líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (PDT), durante solenidade de entrega de máquinas motoniveladoras para municípios, no Palácio Henrique de La Rocque. “Não é justo que hoje, autoridades constituídas no Maranhão, eleitas com o voto do povo maranhense, se recusem a assinar um recurso que vai para os nossos municípios. Isso não é legítimo”, criticou Fufuca.

Ele pediu que prefeitos e população cobrem os representantes do Maranhão no Senado. “Cobrem dos senadores do nosso estado que nos ajudem”, disse.

Weverton explicou que para ser aprovada a emenda de bancada precisa ter assinatura de 14 deputados federais e dois dos três senadores pelo Maranhão. Resultado de acordo da bancada com a Famem (Federação dos Municípios do Maranhão), 12 dos 18 deputados já assinaram o documento. Contudo, os senadores Roberto Rocha, João Alberto e Edison Lobão ameaçam não assinar a emenda e propõe que metade dos recursos seja de livre destinação destes.

O governador Flávio Dino criticou a baixa política adotada pelos senadores e parte dos deputados federais de oposição. “é inadmissível que alguns senadores e deputados prejudiquem a população para supostamente me atingir.”, afirmou.

Flávio Dino anunciou que o governo do Estado abre mão dos recursos que seriam repassados para aplicar na rede estadual de saúde. “Os recursos oriundos de emenda da bancada federal para a saúde serão 100% repassados aos municípios”, assegurou, durante solenidade de entrega de máquinas motoniveladoras para municípios. (Via Página2)

Governo do Estado investe na ampliação e recuperação de rodovias na Baixada Maranhense

Com o objetivo de oferecer caminhos produtivos que impulsionem o progresso social e econômico na Baixada Maranhense, o Governo do Estado tem investido na ampliação, melhoria e recuperação da malha viária nesta região. Em 2015, atendendo a uma reivindicação antiga dos moradores, que durou décadas, a gestão estadual entregou 72 quilômetros da MA-020, que liga a cidade de Coroatá a Vargem Grande, com um investimento de R$ 39,6 milhões.

Além dessa rodovia, o Governo está investindo R$ 1,5 milhão na construção de 16 quilômetros da Estrada do Peixe, que liga Itans a Matinha, facilitando o escoamento de produção do peixe na Baixada Maranhense, a principal renda econômica da região. Com a nova estrada, os 74 produtores de peixe de Itans poderão aumentar a produção. Eles enfrentaram por décadas dificuldades no transporte de ração para o município e também no escoamento da produção para as demais cidades, principalmente no período chuvoso.

Outra obra emblemática em andamento é a construção de 859 metros de extensão da Ponte Central/Bequimão, chegando a ter 26 metros de espessura de solo mole, e influência do rio e da maré. O investimento chega a R$ 68 milhões. Essa obra vai ampliar o desenvolvimento social e econômico da Baixada Maranhense, desde o escoamento mais rápido da pesca e produção agrícola, com uma rota 150 quilômetros mais curta entre Bequimão e Central, até o fortalecimento do turismo, ao tornar mais conhecidas as belezas do litoral ocidental do Maranhão, pela facilidade no acesso.

Atualmente, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) está com obras em andamento em 529 quilômetros de rodovias da Baixada Maranhense. “Investir na qualidade e maior capilaridade das rodovias do estado é garantir mobilidade à população e movimentar a economia, com o tráfego seguro e ágil entre os municípios, levando e trazendo bens. Este é um compromisso reafirmado pelo governador Flávio Dino em todo o Maranhão”, afirma o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

Nos serviços de manutenção, desde 2015 foram recuperados 1.207 quilômetros em 26 trechos rodoviários da Baixada Maranhense, com um investimento total de R$ 39,1 milhões. Com esses serviços, mais de 80% das rodovias que cortam a Baixada Maranhense estarão com malha viária restaurada para o tráfego rodoviário.

Na MA-106, as obras estão seguindo em duas frentes de serviço para a recuperação de 186 quilômetros, entre o povoado Cujupe e o município Nunes Freires. Nesse trecho, mais três municípios – Turilândia, Santa Helena e Pinheiro – estão sendo contemplados com os serviços. Essa rota facilita ainda o acesso ao município de Bequimão.

Em Vitória do Mearim até o povoado Três Marias, na MA-014, estão sendo investidos R$ 9,2 milhões na recuperação e melhoramento de 151 quilômetros de extensão da rodovia. Outros cinco municípios – Viana, Matinha, Olinda Nova do Maranhão e São Vicente Ferrer – são beneficiados com esta obra. Essa recuperação também melhora o acesso às cidades de Bacurituta e Palmeirândia. Ainda na MA-014, estão sendo realizados investimentos de Palmeirândia até o entroncamento da MA-106, em Peri-Mirim.

Futuros investimentos

Para manter a qualidade das estradas na Baixada Maranhense, o Estado trabalha com ações preventivas e emergenciais constantemente. Até o final do ano poderão ser licitados mais de 200 quilômetros para serem pavimentados, com uma média de R$ 30 milhões para a recuperação de malha viária e para sinalização vertical, horizontal e turística.

Zé da Burra e o amor por “Das Dores”

Por Nonato Reis*

Nenhuma frase ou palavra seria capaz de descrever a relação de Zé da Burra com a “Das Dores”. Ele tinha por ela uma mistura de sentimentos que ia do amor à loucura, cruzando no caminho com o fanatismo e o desespero – uma força misteriosa que os ligaria para além da vida e do senso comum. Das Dores aparecera na vida do carroceiro ainda bebê, após um parto prematuro, que levou a mãe dela para o mundo invisível. Órfã e necessitada de cuidados especiais, teria tido o mesmo destino da mãe, não fora a iniciativa de Zé, de levá-la para casa e dela cuidar como se fora uma filha.

Fizera-lhe cama de paparaúba – uma madeira leve e macia. Dava-lhe banhos diários, leite de cabra na mamadeira e atenção todas as horas do dia e da noite. Tanto desvelo despertou o ciúme da esposa, Joana, que não entendia aquela estranha ligação. “Home, tu ficou doido do juízo! Donde já se viu tratar um animal como se fosse gente! Nem comigo, que sou tua mulher, tu tem esse chamego”. Zé dava de ombros. “Deixa de besteira, Joana. A coitadinha é uma infeliz, que nunca nem conheceu a mãe. Se eu não tratar dela direito, como que vai se criar?”.

Sob os cuidados de um pai zeloso, Das Dores “empinou a curica”. Cresceu, ganhou peso. Tornou-se um belo exemplar da espécie equina. O amor entre os dois também se fortalecia a cada dia. Para onde um ia, o outro ia junto. Até nas festinhas de radiola, que Zé comparecia com frequência, lá estava a égua a lhe fazer companhia. Às margens do rio Maracu, Zé fazia a higiene do animal: dava banhos, podava a crina, penteava os pelos; inspecionava os dentes e as patas.

Conversava com ela como se fosse gente. Das Dores, aliás, tornou-se a confidente de Zé de todas as horas. E foi a primeira a saber quando ele decidiu mandar Joana embora de sua vida, após esta lhe ter dado um ultimato para que escolhesse entre si e o animal. “Vê se tem cabimento ela querer que eu me prive de ti! Antes vá ela cuidar da vida, que não sou homem de se dobrar aos caprichos de mulher”, ao que a égua parecia concordar, abanando o rabo de um lado a outro.

O desenlace do casamento, porém, foi traumático, porque Joana não aceitou passivamente ser preterida por uma égua. Após ‘fazer as trouxas’ postou-se na frente da casa e, aos berros, comunicou ‘ao povo da rua’ que se separava do carroceiro por infidelidade conjugal dele. “Que todos fiquem sabendo. O Zé, meu ex-marido – que agora eu não quero mais nem pintado de ouro – me largou por causa de uma égua! Isso mesmo que vocês ouviram: o Zé, meu ex-marido, me traiu com a Das Dores. Os dois estão apaixonados. Na maior sem-vergonhice, viraram amantes debaixo das minhas fuças”.

O caso, antes tratado “a boca pequena” – na comunidade até as paredes das casas especulavam que Zé e Das Dores mantinham uma relação muito além dos laços de amizade, ou de pai e filha, como ele preferia – tornou-se assim escancarado e foi bater na delegacia, por conta de uma queixa de moradores indignados com o que consideravam um atentado contra a moral e os bons costumes. O delegado Josias Carteiro, sem outra saída, viu-se obrigado a chamar o carroceiro às falas.

– Seu Zé da Burra, por mim nem mexia nesse negócio, porque eu já tenho muitos problemas para me ocupar. Mas acontece que recebi uma reclamação formal contra o senhor e é meu dever averiguar. O senhor está de caso com uma égua?

O carroceiro, para surpresa do delegado, ao invés de rechaçar, confirmou a acusação e foi além:

– É verdade, seu delegado. Mais do que um caso, eu amo a Das Dores. E agora que eu me livrei da Joana, é minha intenção regularizar esta situação para que as coisas fiquem nos conformes da lei.

O delegado não entendeu o alcance das palavras de Zé e cobrou explicação.

– Desculpe, seu Zé, mas queira ser mais claro. O que o senhor quer dizer com “regularizar a situação”?

– Casar, seu delegado. Eu e a Das Dores vamos casar de papel passado. Não é assim que se resolve uma situação dessa?

O delegado fitava Zé com os olhos esbugalhados, sem saber se o carroceiro falava a sério ou fazia troça com ele.

– Seu Zé, antes de mais nada, não se esqueça que o senhor está diante de uma autoridade da lei. Não queria brincar comigo, porque o senhor pode se dar muito mal.

– Longe de mim desrespeitar o doutor Carteiro. O que eu quero é viver debaixo da lei, que sempre fui um homem sério e cumpridor de meus deveres.

O delegado então explicou a Zé da Burra que a ideia dele era impraticável, já que não havia como casar um homem com um animal.

– Isso é contrário à lei, seu Zé.

– Onde que a lei diz que não pode, seu delegado?

– A lei diz que o casamento se dá entre um homem e uma mulher.

– Mas diz que não pode entre um homem e um animal?

– Não diz. Não precisa dizer.

– Seu delegado, o senhor me adesculpa, que sou um homem ignorante. Mas ouço dizer que aquilo que a lei não diz não é proibido. E já que não diz que não pode, é porque pode.

O delegado, já impaciente, e vendo-se jogado num beco sem saída pela pertinácia do carroceiro, despachou-o sob ameaça.

– Seu Zé, vá embora e não volte mais aqui, antes que eu mande prendê-lo por ofensa da lei. Procure a igreja e peça perdão pelos seus pecados.

A frase final do delegado acendeu uma luz na mente do carroceiro. Se a lei dos homens não o deixava casar-se com Das Dores, quem sabe a lei de Deus o permitia? Afinal, ele amava aquela égua como jamais amara alguém, e ouvia as pessoas dizerem que Deus abençoa o amor sincero.

Foi ter com o padre Jozino que, anos atrás, fora um velho amigo de seus pais, já falecidos.

Na sacristia, onde dava orientações para a festa do mês mariano, consagrada à Virgem Santíssima, o padre o saudou com entusiasmo.

– Ora, ora, quem nos visita! A que devo a honra da sua presença, seu José?

Após pedir e receber a bênção do religioso, um homem já de cabelos grisalhos e venerado pela comunidade, o carroceiro foi direto ao assunto.

– Seu padre, eu quero me casar de novo.

O padre levou um susto.

– Mas já, seu José? Que eu saiba a sua esposa acabou de sair de casa.

– Saiu para não voltar mais, seu padre. Meu caso com ela está liquidado. É favas contadas.

– Bom , mas ninguém casa, descasa e casa de novo assim de repente, Seu Zé. O senhor terá primeiro que regularizar sua situação, perante a lei.

– A lei dos homens não me favorece, seu padre. Mas a lei de Deus, essa sim. Num é Deus que recomenda que deve de ter amor sincero entre um casal, para que seja abençoado por Ele?

O padre fitou Zé com interesse e o interpelou.

– Seu Zé, a propósito, quem é esta mulher, a quem o senhor jura esse amor aprazível a Deus?

– É a Das Dores, que outra melhor nunca vi.

– Das Dores? Não me lembro de tê-la conhecido. É nova aqui na comunidade?

– Seu padre, Das Dores é aquela eguinha que eu cuidei desde menina, dando leite na mamadeira, tratando como uma filha. Como que o senhor não se lembra?

O padre arregalou os olhos e teve um acesso de tosse, que quase o matou. Em seguida, os olhos faiscando e lacrimosos, enxotou o carroceiro da sacristia.

– Retire-se da casa de Deus, que o senhor não é digno de estar aqui!

– Padre, pelo amor de Deus. Eu só quero a bênção do Senhor para a minha união com Das Dores. Não me negue isso.

– Deus não abençoa a desfaçatez. Onde já se viu casar com um animal? O senhor enlouqueceu?

– De amor, seu padre! Eu amo a Das Dores, e Deus abençoa o amor.

– Isto que o senhor chama de amor é coisa do demônio. E aqui não tem lugar para Satanás. Saia daqui imediatamente!

E de posse de uma vassoura, botou o carroceiro porta afora da igreja, como quem varre o lixo.

Triste, amargurado, Zé da Burra entendeu que estava perdido. Temente a Deus, jamais viveria fora das bênçãos do Senhor. Também não tinha como se afastar de Das Dores, o único ser vivo na Terra a quem jurara amor eterno.

Fechou-se em casa para sempre. Não mais comeu nem bebeu. Por amor, imolou-se. A notícia correu beirada e se espalhou no povoado feito fogo em canavial. “Zé da Burra morrera por paixão a Das Dores”.

Ao velório do carroceiro, quase ninguém compareceu. Apenas o padre Jozino, em face da obrigação sacerdotal, o sacristão Antônio, que o auxiliava no ofício, a ex-mulher Joana que, temente a Deus, achou por bem perdoá-lo, e a égua Das Dores, que não apenas assistiu ao enterro, como jamais se afastaria da sepultura, até os últimos dias de vida. Sem comer, e apenas tomando a água que brotava misteriosamente da cabeceira do túmulo do carroceiro, Das Dores morreu no alvorecer da primavera, três meses após o desenlace do companheiro.

*Jornalista

Viana ganha um novo Canal de TV

A Cidade dos Lagos passa a contar com um novo canal de TV, a partir desta quarta-feira, 18. É a TV Maracu – Viana, afiliada a TV MEIO NORTE (canal 11), que estreia nova programação, utilizando mão de obra e talentos locais. Além dos telejornais da Rede Meio Norte, agora a  programação contará também com o Programa Giro Total.

O Telejornal Giro Total, será exibido de segunda a sábado, ao meio dia. O jornal será apresentado por Tanya Diniz, Aldecino Lopes e Riba Sousa e contará com a equipe de reportagem formada por George Duarte, Pedro Álvares e Gilvan Ferreira.

Os repórteres cinematográficos são: Eladio Pinheiro e Mário Mix.

Designer de Arte – Elio Moraes

Produtores colaboradores – Laurinete Coelho e Aristóteles Costa

Direção Geral – Benito Filho

Assessoria Jurídica – Dr. Ezequiel Gomes

Organização – Dr. Antônio Gaspar

Para o diretor-geral da TV Maracu, Benito Filho, regionalizar a programação melhora a relação entre a comunidade e o poder público.

“Com o mundo globalizado e com a velocidade que a informação chega, o telespectador quer ver, cada vez mais, o local. As notícias da sua localidade. É você regionalizar. Isso é um ganho para a população”, declarou.

O diretor Jurídico Dr. Ezequiel Gomes, disse que a estreia da TV Maracu é uma amostra de que o projeto grupo de comunicação MARACU se consolida a cada dia.

A programação local possibilita que as notícias nos municípios ganhem mais visibilidade, e isso é fruto de muito esforço e investimento, como a ampliação de equipes e a compra de novos equipamentos. A intenção é que a área de cobertura chegue a 100% na Baixada maranhense.

Fonte: Portal Maracu

Sobre o cansaço das pessoas com máscaras e suas pupilas dilatando

Quem nunca viu as pupilas de alguém dilatando rapidamente, não teve a oportunidade de ver a beleza deste movimento. Ruim é saber o por que, às vezes, isto acontece. Se não for uma atração sexual em relação a sua pessoa, fato é que este alguém está mentindo para você.

 

por Carolina Vila Nova Obvious

Os olhos claros ficam ainda mais lindos quando mentem. O engrandecer de suas pupilas são mais visíveis que os demais.

Para quem jamais reparou nesses detalhes, sinal que não presta verdadeira atenção a quem lhe fala. Eu ando cansada de pupilas que se dilatam para mim. Apesar da beleza com que tantos olhos crescem, enquanto seus donos falam, as máscaras usadas por tantos faz eu me sentir cada vez mais só neste mundo lotado de gente.

Ser transparente se transforma em ofensa, quando uma sociedade se torna hipócrita. Ser falso é mais prudente: “Cuidado com o que diz. Como pode falar isso? Não…, finja que está tudo bem. Não aponte o erro do outro, faça de conta que não viu. Passe por cima da ética e fica tudo bem, ficamos combinados assim”. Ou ainda, sob regras silenciosas, todos sabem como, supostamente, devem agir. E então nos percebemos num mundo de coniventes.

Ser transparente saiu de moda e ficou caro. Se sobressaem os que fingem estar de acordo com o que é melhor num determinado momento, local ou com alguém em especial. Uma máscara para cada ocasião. Não bastassem as redes sociais que nos instigam a mostrar apenas o lado bom daquilo que somos, nossos comportamentos estão sendo influenciados quase que o tempo todo desta maneira, deixando cada vez mais de sermos nós mesmos, para ser o que os outros esperam que sejamos.

Me parece que o nível de inconsciência da sociedade está se elevando a cada dia, quando o movimento deveria ser o contrário. Ando mesmo na contramão. E me vejo cada vez mais só num caminho, que muita gente acredita fazer parte dele, mas onde poucos pisam de verdade.

A arrogante inconsciência tem moldado a soberba com naturalidade em muitos. As máscaras se tornam firmes, coloridas, cada dia mais bonitas, admiradas e convincentes. Nada que passe desapercebido por um bom empata.

Vivemos sim num mundo repleto de pessoas mascaradas. Porém, antes de eu refletir sobre o uso das máscaras alheias, devo dar uma boa olhada em meu eu interior, para avaliar os meus próprios disfarces. Será que numa situação que envolve o meu lado emocional, seja numa paquera ou num relacionamento, ainda preciso de máscaras para me proteger? Ou numa situação profissional, preciso de máscaras para reprimir meus medos ou intenções? Numa posição privilegiada, será que utilizo a máscara da arrogância?

Todos temos momentos de vulnerabilidade. E são nesses instantes que, mesmo sem querer, acabamos nos utilizando desses recursos. Tem a vez do inconsciente, mas também do consciente. Há de se prestar atenção sobre quem pede para se mascarar.

Se lhe for impossível deixar de usar máscaras, que seja apenas para poucas ocasiões. Quando se olhar no espelho, desejo que se reconheça. E que quando seus olhos dilatem, que seja apenas por puro desejo.

Se a moda pega! Decorador roda a baiana e consegue receber “dindin” atrasado da Prefeitura de Viana

Tem coisas que parecem só acontecer em Viana, na Baixada Maranhense.

Nesta terça, 17, um decorador vianense conhecido como “Manuela” – que não é servidor municipal  como foi divulgado -, resolveu literalmente “armar o maior barraco”, em frente à Prefeitura de Viana.

Segundo informações colhidas nas redes sociais, o profissional teria prestado serviço de decoração no bombástico São João da Prefeitura, que durou 14 dias de festa e ostentação, porém, “Macho Velho” não se coçou com a grana de “Manu”. Aí já viu.

Num gesto tresloucado de coragem e desespero, depois de ser despejado de sua residência, contas atrasadas  e panelas vazias, “Manuela” levou seus poucos pertences e armou campana em frente ao casarão azul, exibindo cartazes e palavras de ordem.

O assunto logo viralizou na internet e nos grupos de whatsapp, causando constrangimentos simultâneos, tanto para o decorador, assim como aos transeuntes e funcionários da prefeitura.

“Manuela” (de roupa preta no canto da foto) agora mais calmo e sorridente, depois de receber sua grana

Sem saída, a setor financeiro tratou de levantar os débitos, quitar as dívidas e limpar a barra com Manoela, que exibiu um largo sorriso depois de sentir o cheirinho de real no bolso.

Time do Viana

Um caso parecido aconteceu também na época em que o ex-prefeito Rilva Luis, em final de mandato, atrasou os salários de alguns jogadores importados pelo Esporte Clube Viana, que também acamparam juntos com suas famílias em frente à prefeitura e só arredaram o pé depois de receberem os atrasados.

O episódio recente também serve de exemplo, pois, segundo informações, a fila de espera por recebimentos na Prefeitura é imensa, e, com essa crise braba, talvez outros cidadãos também tomem gestos extremos e exponham suas fragilidades, tão somente para receber o dinheirinho, fruto do suor dos seus trabalhos, afinal, as lojas, o aluguel, a “dona Cemar” e as crianças não podem esperar tanto assim.

Vereador Cézar Bombeiro vai inaugurar a Escola de Música coronel Carlos Augusto Castro Lopes

Está marcado para o próximo dia (27) do corrente, a inauguração da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes, iniciativa da comunidade do bairro da Liberdade para prestar uma importante homenagem ao militar falecido há poucos meses e que alimentava criar uma escola de música na Liberdade, que sempre dentro das suas aspirações de realização, chegava a dizer que na comunidade estão grandes talentos que precisam apenas de oportunidade para desencantar.

O coronel Carlos Augusto foi quem criou a Escola de Música Do-Ré-Mi, dentro da Policia Militar, para oferecer oportunidades de aprendizado para jovens e adolescentes de comunidades carentes, que tinham aspiração, mas lhes faltavam oportunidades. Diante desse legado e a realização de um sonho, o vereador Cézar Bombeiro e a Associação Desportiva, Recreativa e Social – ADECRESS, uniram esforços para a criação da escola, contando com a participação de muitas pessoas da comunidade, que conhecem a história e que têm filhos e parentes na Escola de Música da PM.

Uma escola, qualquer que seja ela, criada com objetivos de formação profissional e cidadania é um verdadeiro desafio, principalmente quando vem de sonhos para exercer um papel de transformação em uma comunidade. Esse é o grande compromisso da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes, que nasce de uma luta comunitária com a consciência, que mudança vem com a educação para a formação de cidadania, afirma Cézar Bombeiro. (Via Blog o Quarto Poder)