Vianense é preso em flagrante por matar a própria esposa a facadas em São Luís (MA)

 

Crime teria sido realizado na frente de três crianças que estavam dentro do apartamento do casal. Suspeito é natural do Povoado Prequeú – Viana, na Baixada Maranhense

Joel Magno Siqueira dos Santos foi preso em flagrante (Foto: Polícia Militar / Divulgação)

Um homem foi preso em flagrante por ter matado sua própria esposa a facadas na noite deste sábado (09) em São Luís. O crime aconteceu no Codomínio Eco Park III, localizado no bairro do Anil, e teria sido realizado na frente de três crianças que estavam dentro do apartamento do casal.

Joel Magno Siqueira dos Santos tentou deixar a cidade logo após ter praticado o crime, mas foi preso na Avenida Guajajaras, antes de deixar a capital. Joel ainda foi levado ao local do crime, no Codomínio Eco Park III, bloco 16, apto 202, onde foi reconhecido por moradores como o autor do homicídio.

Faca que teria sido utilizada por Joel (Foto: Polícia Militar / Divulgação)

Joel Magno Siqueira dos Santos tem 40 anos e foi levado a Delegacia de Homicídios, onde foi autuado em flagrante. A faca utilizada no crime também foi encaminhada. A vítima foi identificada como Dayane Sousa dos Santos, de 25 anos. Por G1 Maranhão, São Luis, MA

Maranhão terá a 2ª maior alta do PIB neste ano em todo o Brasil, diz novo estudo

Agronegócio se destaca no crescimento da economia do Maranhão

O Maranhão terá a segunda maior taxa de crescimento entre todos os estados brasileiros neste ano. Os dados são de um estudo feito pelo Santander e publicado nesta segunda-feira (11) pelo jornal Valor Econômico.

Segundo o levantamento, o PIB do Maranhão deve aumentar 3,1% em 2017, atrás apenas de Mato Grosso com 5,1%.

O desempenho maranhense contrasta com a média nacional, que é de elevação de apenas 0,5% do PIB.

Os números estão no “Mapa da recuperação econômica”, dos economistas Everton Gomes e Rodolfo Margato, do banco Santander. (http://www.valor.com.br/brasil/5113624/sete-estados-ainda-devem-encolher-este-ano-diz-estudo)

Há ainda sete estados que terão queda no PIB, segundo o estudo do Santander. É o caso do Rio de Janeiro, com redução estimada de 1,4%.

Força do campo

O crescimento do PIB maranhense em 2017 está sendo puxado principalmente pela agropecuária, que vem recebendo fortes incentivos do Governo do Maranhão. A alta do PIB do setor é estimada em 22,5% neste ano no Maranhão.

O jornal Valor Econômico desta segunda-feira também publica outro estudo sobre o desempenho econômico dos estados – e mais uma vez o Maranhão tem destaque positivo.

De acordo com levantamento da 4E Consultoria, o Maranhão foi o único estado nordestino que não apresentou recuo na Pesquisa Mensal de Serviços durante o segundo trimestre deste ano.

Cajari e a cidade desaparecida

Arquivo google

por Nonato Reis*

A Baixada Maranhense em seus primórdios foi habitada por tribos de índios, que não apenas desbravaram a região, estabelecendo as trilhas de comunicação entre os diversos povos, como também ergueram vilarejos e até cidades. Em Viana no século XVIII, por exemplo, havia a Aldeia do Maracu, um núcleo organizado com ruas e casas, habitado por índios tupinambás, destruído depois no rastro da catequese. Penalva foi reduto dos Gamela, posteriormente dominado pelos jesuítas.

Em Cajari, a poucos quilômetros de Viana, há sinais físicos de uma civilização muito mais recuada no tempo, anterior ao próprio Descobrimento do Brasil, talvez pré-histórica. O vianense Raimundo Lopes, respeitado dentro e fora do Brasil por sua atuação na área de antropogeografia, realizou estudos iniciais no leito do Lago de Cajari e concluiu que as ruínas do lugar representam os restos de uma cidade lacustre, densamente povoada e organizada.

Durante o verão, quando as águas do rio Cajari (curso natural que serve de ligação entre os lagos de Viana e Cajari) abaixam de forma significativa, era possível, décadas atrás, observar as colunas verticais de madeira encadeadas numa extensão de quase dois quilômetros, a partir das nascentes do rio até o lugar conhecido como Urubuquissáua.

Urubuquissáua, aliás, concentra enorme quantidade de objetos (de arte e utensílios domésticos) em cerâmica e pedra. Em seu livro “História de um menino pobre”, editado pela primeira vez em 1963, o médico e escritor Sálvio Mendonça avalia o estado desses objetos como “extremo desgaste”, mas assinala que “os esteios (tocos em cima dos quais se erguiam as casas sobre as águas) mantêm a verticalidade, indicando que foram suportes de habitações, cuja superestrutura desapareceu através de milênios, em pleno lago”.

Na pesquisa feita por Raimundo Lopes em 1919, aproveitando a seca rigorosa daquele ano que pôs a descoberto o conjunto de fundações da cidade desaparecida, foram encontrados amuletos que lembram as peças usadas por tribos pré-colombianas. Lopes, à época, disse que “a estearia apresentava-se toda visível, com os seus milhares de esteios numa perspectiva belíssima, impressionante, esponteando com os seus troncos negros, como se fosse imensa floresta, a face argentada das águas”.

Para Sálvio Mendonça, em seu livro, as ruínas de Cajari indicam a existência no local de uma civilização especial, contemporânea da Marajó, na Amazônia, do México e da Centro-América, no Peru, “talvez do ramo das tribos vindas da Ásia (…), evoluindo no México para a destacada civilização Azteca, e no Peru, para os Incas”.

É de causar espécie que mesmo diante de sinais claros da existência de uma antiga civilização em Cajari o poder público e a iniciativa privada não tenham demonstrado interesse concreto de promover estudos de natureza arqueológica no local, para levantar a origem dessas ruínas e informações sobre que povos se estabeleceram ali, como viviam e que contribuições tenham dado para a colonização posterior.

A Universidade Federal do Maranhão patrocinou recentemente uma expedição científica na Baixada Maranhense, para identificar sítios arqueológicos ao longo da Bacia do rio Turiaçu, na região de Santa Helena. Os cientistas encontraram estearias semelhantes à de Cajari, com enorme quantidade de louças e cerâmicas. Os estudos revelaram traços idênticos com a cultura marajoara na Amazônia e as tribos da América Central e do Norte.

Porém, na matéria produzida pela TV Mirante não há informação de que o trabalho tenha incluído as ruínas de Cajari. Era de imaginar que, em face da importância do tema, organizações arqueológicas e científicas atuassem em conjunto ou isoladamente, para uma melhor compreensão sobre o que se passou em Cajari em tempos remotos.

Parafraseando Hamlet, personagem de William Shakespeare, há mais mistérios na Baixada Maranhense do que possa supor a nossa vã filosofia. Hoje, quem sabe, com os diversos organismos sociais implantados na região – com especial destaque para o Fórum em Defesa da Baixada – abra-se uma janela para o futuro e se possa melhor enxergar o que ocorreu na região, no passado.

*Jornalista

São Luís 405 anos: Mais viaturas, batalhão novo, concurso público e valorização de PMs


Entregas foram realizadas na noite desta sexta (1º) e já são parte do pacote de presentes para São Luís.(Foto: Nael Reis)

 

Nos últimos dez dias, entregas e anúncios do Governo do Maranhão formaram uma espécie de pacote de medidas para reforçar a segurança pública de São Luís, perto do aniversário de 405 anos da cidade.

Entre elas, está a entrega do prédio totalmente reformado onde agora funcionam o 9° Batalhão de Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil no Centro da cidade. A delegacia funcionava perto do Hospital Djalma Marques, conhecido como Socorrão 1. E o batalhão, na Vila Palmeira.

A mudança representa um reforço para o policiamento nas áreas do Centro, Vila Palmeira, Monte Castelo, Alemanha, Camboa e outros bairros. São 25 mil pessoas circulando diariamente por essa região. “O batalhão era distante e agora vem fisicamente para o lugar correto, que é o Centro da nossa cidade”, diz o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Jefferson Portela.

Viaturas

Mais 52 viaturas são entregues pelo governador Flávio Dino (Handson Chagas)

No início desta semana, o governador Flávio Dino entregou mais 52 viaturas para diversas regiões. Desde 2015, já são 620 veículos desse tipo entregues pelo governo, aproximando-se da meta de um total de 700 até o fim deste ano.

Os novos carros são picapes com tração 4×4 para enfrentar todos os tipos de terreno do Maranhão. As viaturas também têm modernos equipamentos.

“Em muitos estados, neste momento, não há munições na polícia, equipamentos básicos e coletes. Há viaturas paralisadas por falta de combustíveis”, afirma Flávio Dino, ressaltando a diferença de realidade do Maranhão em relação a outras unidades federativas do Brasil.

Concurso

O governador também confirmou que o edital para a polícia e os bombeiros vai sair neste mês de setembro. A ideia é manter a expansão do número de policiais no estado, que chegou ao recorde de 12 mil profissionais.

Segurança máxima

Croqui da fachada da Unidade Penitenciária de Segurança Máxima

As medidas também incluem o reforço ao sistema prisional, com a abertura da concorrência pública para a construção da primeira Unidade Penitenciária de Segurança Máxima do estado. Serão 120 novas vagas para presos de alta periculosidade. A unidade será construída nas imediações do km 16 da BR-135, próximo ao Complexo Penitenciário São Luís.

Valorização dos policiais

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou a Medida Provisória editada por Flávio Dino para valorizar os policiais militares. A regra altera o ingresso e a promoção de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no estado, atendendo a um pedido antigo da categoria.

Queda nos homicídios

O início de setembro também mostrou que essas e outras ações feitas desde 2015 vêm dando resultado prático. O número de homicídios na Grande São Luís em agosto deste ano caiu 63% na comparação com o mesmo mês de 2014. Foram 91 casos naquele ano, e 34 agora em 2017. Os números mantêm a queda progressiva da criminalidade no Maranhão desde o ano de 2015.

Baixada Maranhense: graves problemas, singelas soluções

A despeito dos seus encantos e belezas naturais (que a tornam potencialmente rica), a Baixada continua bastante desassistida pelas diversas esferas governamentais. Embora detenha um abundante potencial hídrico nos meses de abril a agosto, o drama da escassez de água ainda é o principal tormento das comunidades baixadeiras no segundo semestre de cada ano.

Nesse contexto, existe um pormenor que diferencia substancialmente a Baixada das outras regiões pobres do Maranhão: as medidas para melhorar as condições de vida do seu povo são baratas, simples e de fácil resolutividade. Só depende da vontade política dos nossos governantes, no sentido da construção de barragens, açudes e canais que promovam a conservação da água doce em nossos campos.

A esse propósito, destacamos algumas intervenções administrativas de pequeno porte que produziram resultados impactantes na qualidade de vida dos munícipes baixadeiros, como segue:

Em São Bento, na gestão de Bitinha Dias (1993-1996), foi executada a dragagem dos campos inundáveis,serviço considerado a maior ação de combate à estiagem e à fome na região da Baixada. Foram escavados mais de 18km de canais, com profundidade média de 6 metros. Essa obra beneficiou a população de diversos municípios do entorno.

Em Anajatuba, o Igarapé de Troitá mede 8km de comprimento, 10m de largura e 2m de profundidade, e foi dragado, no governo de José Reinaldo, para garantir a retenção da água doce durante todo o ano, proporcionado a permanência e reprodução dos peixes nativos e outras pequenas criações (bois, porcos, patos etc).

Ainda em Anajatuba, no povoado Pacas, foi desenvolvido um projeto consorciado de piscicultura nativa e fruticultura (banana, açaí e maracujá), a um custo de 200 mil reais, que garante o sustento de 42 famílias, numa área de apenas 3 hectares. Nesse arranjo produtivo são produzidas 4500 bananas por mês e 15 toneladas de peixes nativos por ano, sem qualquer ônus para os beneficiários do projeto.

Em Viana, na gestão do prefeito Chico Gomes, foi construído o dique do Igarapé do Jitiba (complementando uma barragem de quase 3,5km de extensão, edificada na gestão do prefeito Messias Costa), que serviu para preservar água doce e proteger os numerosos cardumes de peixes. Na localidade Ponta do Mangue, Chico Gomes ainda construiu uma barragem de um 1,5km, a qual serviu para armazenar água e impedir a salinização do povoado Capim-Açu.

Em Bequimão, o prefeito Zé Martins recuperou 6km da Barragem Maria Rita (também conhecida como Barragem do Defunto), proporcionando enormes benefícios para as atividades econômicas da região, ao garantir a preservação de água doce nos campos e conter o avanço da água salgada.

Em Pinheiro, o ex-prefeito Filuca Mendes edificou a Barragem do Cerro, com capacidade para represar 30 milhões de litros de água doce e fomentar prosperidade para centenas de famílias ribeirinhas. A obra também serviu para fazer a ligação entre a zona rural e a urbana. O trajeto que era percorrido em quase uma hora, hoje dura alguns minutos.

Como se vê, a Baixada tem jeito, visto que as soluções para melhorar a vida do seu povo são viáveis, exequíveis e de baixíssimo custo material. Basta a força do querer…

Por Flávio Braga