Vereadores são presos no Maranhão por pagamento de propina em eleição

Justiça determinou, além da prisão temporária, o afastamento deles das funções de vereadores da Câmara Municipal de Centro de Novo do Maranhão.

Os vereadores Robevânia Maria da Silva (PR) e Sinomar Farias Vieira ‘Mazinho’ (PMDB) foram presos na manhã desta terça-feira (27) a pedido do Ministério Público do Maranhão. Eles são parlamentares de Centro de Novo do Maranhão, distante 209 km de São Luís. A Justiça determinou, além da prisão temporária de cinco dias, o afastamento deles das funções de vereadores e também que eles não mantenham contato entre si e nem com nenhum outro vereador da cidade.

Os mandados de prisão foram cumpridos por membros do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Departamento Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) da Polícia Civil.

Além da prisão, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos dois e também de Evaldo Chaves de França ‘Neto da Agricultura’.

De acordo com o Ministério Público, os dois vereadores presos manipularam a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal. Robevânia Silva teria recebido R$ 40 mil de Mazinho para votar nele. Evaldo França também teria recebido vantagens financeiras.

“Os R$ 40 mil que eu peguei do Mazinho na Câmara só deu pra pagar dois agiotas. O dinheiro que eu tirei pra mim foi só R$ 8 mil pra poder tirar esse carro pra mim (sic) não andar a pé, que isso era uma vergonha de o vereador sair de quase dois mandatos e sair a pé (…)”, diz a vereadora Robevânia Silva em trecho da gravação que está com o Ministério Público.

Os promotores de Justiça Saulo Jerônimo Leite Barbosa de Almeida e André Charles Martins Alcântara Oliveira foram os responsáveis pelos pedidos das prisões dos vereadores. O juiz Rômulo Lago e Cruz deferiu a solicitação.

“O fato em questão trata de eleição para a escolha do presidente do parlamento municipal, responsável, entre outras atribuições, pela fiscalização da gestão municipal, e que os fatos noticiados e as provas até então colhidas, indicam o viés criminoso dos envolvidos, manipulando a citada eleição através da compra e venda de parlamentares”, disseram os promotores. (Por G1 Maranhão, Centro Novo do Maranhão).

Ônibus que transportava grupos folclóricos tomba na BR-135 no MA

Barra de direção do ônibus quebrou e causou o acidente, registrado na noite de segunda (26) próximo a Bacabeira.

Passageiros sofreram apenas escoriações. Por G1 Maranhão Ônibus com manifestações folclóricas tomba na BR-135 (Foto: PRF / Divulgação)

Um ônibus que transportava dois grupos folclóricos tombou na noite desta segunda-feira (26), próximo ao Rancho Papoco, povoado situado a 60 km da cidade de Bacabeira (MA). Os passageiros tiveram apenas escoriações, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, o ônibus que transportava a banda trafegava pela BR-135, quando a barra de direção quebrou, o que ocasionou o tombamento do veículo.

No veículo teriam dois grupos folclóricos que saíram de Presidente Juscelino com destino a Santa Rita para apresentações pela festividade de São João. As vítimas foram levadas para uma unidade de saúde em Bacabeira. Os nomes dos grupos folclóricos não foram divulgados pela polícia. (G1-MA)

Maranhão ganha oito Escolas Dignas em oito dias


Crianças de Aldeias Altas recebem novas escolas que mudam suas vidas. Foto: Nael Reis/Secap

O governador Flávio Dino entregou nesta segunda-feira (26) a oitava Escola Digna em oito dias. Foi uma por dia ao longo da última semana.

A desta segunda-feira foi a reconstrução do Centro de Ensino São José de Ribamar, escola da rede estadual localizada na cidade de mesmo nome. O novo prédio ganhou biblioteca nova, auditório, laboratórios e novos espaços administrativos. “Não existe desenvolvimento sem investimento na educação”, disse Flávio ao entregar a escola.  Nesta semana, outras três unidades escolares ainda serão entregues pelo Governo do Maranhão.

Uma por dia

As inaugurações promovidas pelas secretarias estaduais de Infraestrutura (Sinfra) e Educação (Seduc) começaram com a entrega de três unidades escolares em Peritoró e Pedreiras.

Em Peritoró, foram construídas duas Escolas Dignas em substituição a casebres de taipa e palha. No Povoado Bacuri, a população recebeu as novas instalações da Unidade de Ensino Municipal Juarez Nunes; e no povoado Santa Maria, agora as crianças estudam em novo prédio da Escola Municipal Gonçalves Dias. “Estou muito feliz por receber essa escola para trabalhar com mais dignidade”, diz a professora Narcisa Correa após a entrega na comunidade Bacuri. “Essa escola é muito melhor que a outra onde a gente estudava antes”, afirma a aluna Ingrid Coqueiro sobre a nova unidade escolar.

Em Pedreiras, o Centro de Ensino Olindina Nunes Freire foi totalmente reconstruído e entregue aos estudantes, juntamente com 3.390 mil uniformes escolares. “As instalações são maiores, não vai ter lotação, tem ar condicionado, laboratório”, afirma a aluna Isabelle Lopes.

As entregas continuaram na sexta-feira (23), com mais uma unidade escolar reformada em Peritoró. O Centro de Ensino João Mohana recebeu ventiladores novos, sala de leitura, secretaria, diretoria, pátio e outros espaços revitalizados, em benefício a 680 alunos.

No sábado (24), foram inauguradas duas unidades construídas em Aldeias Altas: a Escola Municipal Dioclesiana de Morais Silva e Escola Municipal Antonio Gonçalves Dias. No mesmo dia, foi entregue em São João do Sóter a Escola Municipal Rogério da Silva Mota, também construída em substituição a unidade de taipa.

Senador João Alberto é internado em hospital de Brasília e vai passar por cirurgia cardíaca

O senador maranhense João Alberto (PMDB), deu entrada nesta terça-feira (27) no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. De acordo com informações de pessoas próximas, o presidente do Conselho de Ética do Senado vai passar por um cirurgia que vai instalar um marcapasso.

Aos amigos e familiares, o presidente do PMDB do Maranhão vem se queixando de tonturas nos últimos dias e, após passar mal, foi diagnosticado com diminuição da frequência dos batimentos cardíacos.

João Alberto tem 81 anos e é um dos políticos maranhenses com mais tempo em atividade. Recentemente, ele pediu licença para tratar uma indisposição.

No entanto, a cirurgia que ele deve ser submetido não deve inspirar muitos cuidados e nos próximos dias, o senador João Alberto já deve tá de volta as atividades. (Via Blog do Diego Emir)

Eleições 2018: Estaria Roseana Sarney apostando num acordão com Flávio Dino?

Já se escuta pelos bastidores políticos que Weverton Rocha e Waldir Maranhão  andam de orelhas em pé com a possibilidade da chapa comunista ao Senado ser Sarney Filho e Zé Reinaldo com Roseana Sarney candidata a deputada estadual.

Blog do Robert Lobato

Intitulado “Agora são três”, a coluna Estado Maior, da edição desta terça-feira, 27, faz a contatação de que até agora, além do governador Flávio Dino (PCdoB), estão na disputa pelo governo do Maranhão apenas o senador Roberto Rocha (PSB) e a ex-prefeito de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos).

Diz trecho da prestigiada coluna:

Incluindo o próprio governador Flávio Dino (PCdoB), que é candidato natural à sua sucessão, agora já são três os nomes postos oficialmente como pré-candidatos a governador do Maranhão em 2018. Após diversas idas e vindas, recuos e acenos em direção ao próprio Flávio Dino e ao grupo Sarney, o senador Roberto Rocha finalmente admitiu, sexta-feira, em entrevista a uma emissora de rádio de Balsas, que será mesmo candidato a governador (…) Também seria possível incluir a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) nesta lista, mas ela própria prefere não afirmar-se candidata.”

É curioso como o jornal dos Sarney vinha insistindo em hipotéticas “idas e vindas”, “aceno” e “recuos” de Roberto Rocha em relação ao governador Flávio Dino, mas sem nunca ter citado um caso concreto de tais posturas do socialista e sem levantar a hipótese dos comunista também acenarem para o senador eleito junto com Dino em 2014.

Ora, se levarmos em conta a lógica da análise miranteana então pode-se afirmar que a eterna indecisão de Roseana Sarney de ser ou não candidata ao governo em 2018 é apenas um estratégia para ganhar tempo na esperança de fazer um acordão com o Palácio dos Leões na perspectiva de Sarney Filho (PV) ser candidato a senador na chapa do atual governador e ela ser candidata a deputada estadual no compromisso de ser presidente da Assembleia. Aliás, não é por acaso que já se escuta nos bastidores políticos que Weverton Rocha e Waldir Maranhão, pré-candidato a senador pelo campo dinista, já andam de orelhas em pé com a possibilidade da chapa comunista ao Senado ser Sarney Filho e Zé Reinaldo.

Estaria Roseana Sarney apostando num acordão  com Flávio Dino? Seria esse o motivo de Roseana Sarney ainda estar nesta brincadeira de “esconde-esconde” se é ou não candidata à governadora em 2018?

É aguardar e conferir o que dirá a qualquer momento a coluna Estado Maior.

Ex-prefeita de São Vicente Férrer é condenada por improbidade administrativa

Ex-prefeita Maria Raimunda

A falta de implantação da disposição ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, em São Vicente Férrer, e os consequentes danos sociais resultaram na condenação de Maria Raimunda Araújo Sousa por improbidade administrativa.

A Justiça suspendeu os direitos políticos da ex-prefeita por três anos; determinou o pagamento de multa civil de quatro vezes o valor da última remuneração recebida no exercício do cargo, com correção monetária; proibiu-a de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou de crédito, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.

A sentença, proferida em 8 de junho, é resultado de Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa ambiental ajuizada, em agosto de 2014, pelo promotor de justiça Tharles Cunha Rodrigues Alves, à época titular da Comarca de São Vicente Férrer.

O Ministério Público do Maranhão denunciou, na ACP, que os resíduos sólidos eram depositados indiscriminadamente no lugar denominado “Lixão” em decorrência da omissão da Prefeitura de São Vicente Férrer.

“Indiscutivelmente, a formação de um depósito de lixo a céu aberto compromete e impede o uso direto e indireto de recursos naturais por ele afetados, assim como desperdiça recursos naturais por ele afetados, assim como desperdiça recursos públicos na manutenção e na futura despoluição desses locais”, questionou o representante do MPMA.

A multa civil deverá ser revertida aos cofres do Município de São Vicente Férrer.

A Camboa encantada do Rio Maracu

Ilustrativa – google

Por Nonato Reis*

De todas as modalidades de pesca, a Camboa era a que mais me atraía, não porque fosse, necessariamente, eficiente, mas por ser feita de forma coletiva, o que propiciava brincadeiras e vadiagens. Consistia em percorrer a bordo de canoas uma extensão delimitada do rio Maracu, com as embarcações em fila de uma margem e de outra, até formar um círculo, sobre o qual eram lançadas as redes a um só tempo, de tal modo que todos os espaços da água fossem ocupados pelas armadilhas.

Na Camboa existem os ponteiros, em número de dois – um para cada lado – que servem de guias, determinando a direção a ser percorrida e também a velocidade do comboio. Cabe ainda aos guias manobrarem as canoas no tempo certo, para a formação do círculo, onde se presume haver a maior concentração de peixes.

Eu adorava servir de guia, porque era a função mais importante na pescaria, e também por me permitir fazer demonstrações de habilidade com a vara ou com o remo, instrumentos utilizados para impulsionar as canoas.

A propósito, em Viana na época da Ascensão de Cristo, no mês de maio, havia torneios de remo e vara e aos ganhadores eram concedidas medalhas de primeiro, segundo, e terceiro lugares, e também de troféus de honra ao mérito para os participantes.

À época em que vivi no Ibacazinho, dois canoeiros eram considerados imbatíveis: Zé Brito e Raimundo da Palmela. Ambos ganhavam a vida como vaqueiros, mas também transportando gente e mercadoria em canoas do Ibacazinho para Viana e vice-versa. Não raro, sem concorrentes à altura, eles próprios disputavam entre si corridas do povoado e à cidade, num percurso de quatro quilômetros sobre as águas, para o deleite dos expectadores.

A Camboa dava a oportunidade de conviver com todos e partilhar as delícias da pescaria. Essa modalidade de pesca foi herdada das tribos de índios que habitavam as margens do Maracu, conhecidos como exímios pescadores. O costume foi transmitido de geração a geração e alcançou a segunda metade do século XX envolto numa mescla de misticismo.

A estória que corria no povoado é que havia uma Camboa noturna sobrenatural, que percorria o Maracu na lua nova, quando o rio ficava às escuras. No inverno a lua nova era o período propício para a pesca em anzol do bagrinho, um peixe de couro que mede não mais do que 20 centímetros, muito apreciado pelos ribeirinhos.

A Camboa do Além, como era chamada, cruzava o rio após a meia-noite, e assim, para fugir dela, os pescadores tratavam de lançar as redes e os anzóis logo à boca da noite e recolherem-se antes da meia-noite. De casa, deitado em uma rede, muitas vezes ouvi aquele som característico do atrito das tarrafas sobre a água, todas lançadas ao mesmo tempo. Com o corpo arrepiado, eu me benzia, rezava um Pai-Nosso, e tratava de esquecer aquilo.

Um dia, porém, algo escapou do roteiro. Eu e um primo havíamos ancorado a canoa no Pesqueiro do Seu Romualdo, que ficava na margem oposta do rio, ao lado da casa de Raimundo Muniz, irmão de Marcos. Devia ser umas 8 da noite, mal apagara a lamparina e déramos início à pesca do bagrinho, fomos despertados com o barulho de remos e varas empurrando canoas.

Prestei atenção e vi que se aproximava de nós uma Camboa gigante com dezenas de embarcações. Quando chegaram em frente ao pesqueiro, os guias manobraram um ao encontro do outro, fechando o círculo. Ato contínuo, gritaram “arreia”! (que era o sinal característico) e todos lançaram as redes num barulho ensurdecedor.

Imaginando tratar-se de gente do povoado, icei a canoa para o meio do rio, ao encontro dos prováveis parceiros de pescas, mas, para o espanto meu e do primo, as águas do Maracu estavam límpidas e serenas. Não havia qualquer sinal que indicasse ali a presença de quem quer que fosse.

Com os pelos do corpo eriçados, eu e meu primo olhamos para o céu estrelado sem lua: tudo era brilho e silêncio. Até que uma estrela cadente riscou o espaço negro e caiu rente à popa da canoa. Remei decidido para a outra margem. Ao alcançá-la, tarrafas atrás de mim foram arremessadas outra vez, todas a um só tempo. Olhei em volta: o rio parecia dormir o sono dos justos.

*Jornalista