Paralisação Nacional: Rodoviários decidem em reunião cruzar os braços a partir da 0h

Coletivos só voltam a circular na capital, depois das 16h de sexta.

Representantes das principais Centrais Sindicais estiveram no encontro, que aconteceu na sede do Sindicato dos Rodoviários, na manhã desta quinta-feira (27), véspera da data marcada para a paralisação dos trabalhadores em todo o país.

Na ocasião, compareceram dirigentes estaduais da CSP Conlutas, CSB, CUT e CTB, que vieram em sinal de apoio, as decisões tomadas pelo Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Isaias Castelo Branco e diretores da entidade.

De acordo com o que foi definido, os diretores do Sindicato dos Rodoviários irão para as portas das garagens das empresas de ônibus, já nas primeiras horas de sexta-feira (28). As equipes vão conversar e orientar os trabalhadores (motoristas, cobradores e fiscais), quanto à importância do engajamento no movimento e de cruzar os braços, ou seja, não exercer a atividade neste dia, marcado para ser de lutas em todo o país. Os coletivos só voltam a circular em São Luís, depois das 16 horas.

Os Rodoviários mantêm posicionamento contrário, as propostas que o atual Governo Temer, considerado por muitos movimentos, como ilegítimo, tenta garantir a aprovação no Congresso Nacional. A Terceirização já passou, mas a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência, ainda precisam ser apreciadas. A Paralisação Nacional tem o objetivo de impedir que as três propostas sejam colocadas em prática no Brasil.

“Diferentemente desse Governo, o movimento desta sexta-feira (28), é legitimo e acima de tudo, preserva, defende os direitos dos brasileiros. Não podemos permitir que o Congresso Nacional, nos apunhale pelas costas. Nossa contribuição aos atos, que irão ocorrer em todo o país é fazer com que a categoria, cruze os braços e nem saia com os ônibus das garagens. É preciso que todos os trabalhadores se manifestem. Não podemos admitir que os brasileiros sejam derrotados. Vamos mostrar para Michel Temer e os aliados dele, que o povo é mais forte e é quem manda no Brasil”, declara Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Ascom Sind. Rodoviários-MA

Programa Mais Produtivo alcança mais de R$ 40 milhões em negócios prospectados

O Mais Produtivo visa dar, de forma democrática, oportunidade às micro e pequenas empresas instaladas no Maranhão. Foto:Divulgação

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), realizou, na última terça-feira (25), mais uma rodada de negócios do programa ‘Mais Produtivo’. Com essa edição, o programa atingiu a marca de 80% de êxito nas 18 rodadas realizadas, mais de 900 empresas atendidas em dois anos e um volume de mais de R$ 40 milhões de negócios prospectados.

A empresa âncora nesta edição foi a Raízen, que está selecionando fornecedores maranhenses para a implantação de um centro de distribuição de combustíveis em São Luís.

Com a presença de 45 empresas pré-selecionadas de acordo com as demandas solicitadas, o evento ocorreu das 8h às 19h.

O ‘Mais Produtivo’ visa dar, de forma democrática, oportunidade às micro e pequenas empresas instaladas no Maranhão, ampliando o acesso a novos mercados. Para o secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, as rodadas promovidas pelo governo Flávio Dino se firmam como o melhor custo benefício para quem quer criar negócios, fazer networking e ampliar sua rede de contatos. “No passado, as empresas do Maranhão ficavam sabendo dos investimentos apenas quando as empresas de outros estados já estavam contratadas. Agora, as empresas conhecem e dialogam, com transparência, com os empreendimentos, antes do início da construção”, destacou.

Para Paulo Maia, gerente de projetos da Raízen, a rodada do Mais Produtivo é uma ação importante do Governo do Estado, que dá oportunidade para que as empresas possam conhecer todo o potencial dos empreendedores locais. “A rodada serviu não só para viabilizar possíveis negócios para a construção do terminal de combustíveis em São Luís. A ponte que estamos desenvolvendo com as empresas vai viabilizar negócios dentro do estado do Maranhão.  Estamos vendo essa oportunidade como uma troca de experiência para que essas empresas possam avançar além das fronteiras do estado, em outros projetos que estão sendo desenvolvidos pelas Raízen”, finalizou. (Secap-MA).

Bispo de Viana pede para que paróquias da região paralisem atividades nesta sexta-feira

Aos diocesanos de Viana

Bispo Dom Sebastião

Mesmo sabendo que poderíamos não estar onde estamos hoje, nem estarmos passando pela destruição dos direitos adquiridos com tanta luta, nem retroceder nos avanços sociais onde os pobres pela primeira vez foram os mais beneficiados, nem estarmos submetidos ao interesse dos ricos gananciosos, pessoa física e jurídica, que compram tudo e todos, elegem e controlam para se manterem na benesses do capital.

Se não tivéssemos permitido calar a voz do voto nas urnas e da decisão soberana do povo brasileiro, se não tivéssemos alimentado o ódio e o preconceito, se não tivéssemos nos iludido que a corrupção generalizada era atribuída a um único partido e governança, se tivéssemos corrigido os erros e dado mais apoio aos movimentos sociais; certamente onde estamos hoje não seria nosso lugar e nossos medos e pressa pra ver se se junta ao menos uma parte do ‘caldo derramado’, não teria lugar de ser.

Mesmo assim, sem muita convicção de que o rolo compressor não continue deslizando sobre os mais pobres e vulneráveis, apoio todas as manifestações dos nossos diocesanos que retornam às ruas para se juntar a milhares de brasileiros neste dia 28 de abril. Peço a todos os párocos e reitor que incentivem os funcionários e funcionárias das paróquias, seminário e bispado a participarem desde Dia pelo Brasil e seus pobres.

“Dia a essa raposa que vou continuar anunciando o Reino”. Em Jesus Cristo, libertador do pecado e da morte pela sua morte e ressurreição”.

Dom Sebastião Lima Duarte

Bispo de Viana

Via Folha de SJB

Prefeito é cassado pela Justiça Eleitoral

O juiz da 51ª Zona Eleitoral, Isaac Diego Silva, cassou os diplomas do prefeito e o vice-prefeito de Magalhães de Almeida, Tadeu de Jesus Batista de Sousa (PMDB) e Francisco das Chagas Vieira (PP), por abuso de poder político e econômico praticados durante a eleição de 2016.

Além da cassação, os gestores foram tornados inelegíveis por 8 anos e terão que pagar multa de mais de R$ 55 mil.

O vereador Antônio Castro também teve o diploma cassado e foi punido com inelegibilidade.

A Justiça Eleitoral deverá promover novas eleições no município, uma vez que o prefeito foi eleito com mais de 50% dos votos válidos.

Tadeu já exercia o seu segundo mandato em Magalhães de Almeida. Por conta de irregularidades, ele foi acionado pelo Ministério Público por Improbidade Administrativa motivada por falta de prestação de contas de um convênio firmado entre o Município e o Estado do Maranhão, com valor total superior a R$ 400 mil. (reveja)

Governo antecipa pagamento de servidores estaduais para esta sexta-feira (28)

O Governo do Maranhão antecipará, mais uma vez, o pagamento dos servidores públicos estaduais, disponibilizando na nesta sexta-feira (28), o salário referente ao mês de abril. O pagamento seria efetuado no dia 1º de maio, mas, devido à viabilidade financeira do Estado, será antecipado. A determinação foi anunciada no sábado (22), pelo próprio governador Flávio Dino.

“Iremos pagar a folha de abril dos servidores do Governo do Maranhão no próximo dia 28”, informou o governador.

O pagamento será realizado antes do previsto no calendário elaborado para o ano de 2017, que antevê sempre os dois primeiros dias úteis do mês subsequente ao trabalhado.

Os servidores podem acessar a versão digital do contracheque, por meio do site da Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep) ou através do aplicativo Portal do Servidor. Para tanto, é necessário apenas senha de acesso, que pode ser cadastrada presencialmente na sala do Portal do Servidor (localizada no Edifício Clodomir Milet, s/nº, térreo), ou pelos telefones: 3131-4191 ou 3131-4192.

O servidor que ainda não possui senha, também poderá, a partir de agora, criá-la diretamente no site da Segep/Portal do Servidor. Ao clicar no botão ‘Primeiro acesso’, e, em seguida informar o seu CPF, o servidor interessado será direcionado para uma tela com uma sequência de dados pessoais, que deverão ser confirmados para efetivar a criação do seu acesso ao contracheque.

O Pesqueiro do Baixinho

Ilustrativa

Por Nonato Reis*

O lugar tinha algo de irreal. Recebera essa denominação em face de um registro trágico envolvendo um pescador, que habitava as redondezas do Ibacazinho, o lugarejo que me viu nascer e crescer. Certo dia, Brazilino, que tinha pouco mais de 1,5 metro de altura, saiu de casa para fazer compras em Viana, e desapareceu. Dias depois encontraram o corpo flutuando entre araribeiras inundadas pelas cheias, em meio a uma nuvem de abutres, que faziam festa com a carne em decomposição.

Um grupo de moradores, entre eles o meu pai e mais três parentes entornaram algumas garrafas de cachaça e decidiram dar ao “Baixinho”, como depois ficou conhecido, um sepultamento digno. Amarrado por uma corda de vaqueiro, presa à popa de uma canoa, o corpo viajou pelo rio Maracu e aportou em uma enseada, próxima ao cemitério do lugar. Ali, em cova rasa, aberta às pressas, selaram o destino do cadáver.

O mau cheiro de carniça, porém, provocou estragos. Um tio meu, responsável por laçar o cadáver com a corda, passou mal, vomitou e ardeu de febre. Meu pai quase morreu. Encharcado de álcool e daquele odor medonho parecia envenenado. Branco feito cera, dormiu um dia inteiro. Só despertou à noite, a cabeça rodando, o corpo todo dolorido, completamente enfastiado. Demorou muito para se recuperar.

O certo é que, a partir daquele dia fatídico, o lugar que recebera o corpo de Brazilino passou a chamar-se de “O pesqueiro do Baixinho”. No inverno a água invadia a enseada, em meio a árvores de médio porte, formando uma passagem estreita, que conduzia até o túmulo. Era o local perfeito para a pesca de bagrinho, um peixe de couro, que mede não mais que um palmo de comprimento, muito apreciado na região da Baixada. O bagrinho pode ser pescado de tarrafa, no verão, durante o dia; ou de anzol, no inverno, à noite, no período em que a lua não é vista no céu. Quanto mais escuridão, melhor para a captura do peixe.

O Pesqueiro do Baixinho, porém, se tornaria um lugar praticamente inacessível. Quase ninguém tinha coragem de adentrar aquela enseada, e os poucos que se aventuravam chegar até lá, arrependiam-se para o resto da vida. Sobre o pesqueiro corriam estórias de gelar os nervos. Uma noite dois primos meus, Roberval e João Buti (recebeu esse apelido porque quando menino, se lhe perguntavam onde havia colocado determinado objeto, ele respondia: “eu buti ali”), se armaram de coragem e adentraram o pesqueiro. João na popa da canoa, Roberval no banco do meio.

Mal iniciaram a pescaria os bagrinhos chegaram aos cardumes. Bastava jogar a isca e eles se deixavam fisgar. A alegria da mesa farta, porém, não demorou. Começaram a ouvir miados de gatos, que vinham da sepultura do Baixinho, que evoluiu para uma briga renhida entre os animais. Depois o que eram gatos se transformou em touros selvagens que pareciam se devorar. No auge do duelo sangrento, uma voz rasgou a noite como um grito de dor: “Não me mata, desgraçado!”.

João, que era o menos corajoso, segurou o galho de uma árvore e deu um impulso violento, que fez a canoa dá um salto para fora do pesqueiro. No impacto outro galho de árvore alcançou o peito de Roberval e ele se estatelou no fundo da canoa, gritando de dor e de medo. João nem quis saber. Continuou remando com todas as forças até sair de vez daquela gruta assombrada. Alcançaram o leito do rio e olharam para trás. Uma onda gigante acompanhava a embarcação, fazendo-a balançar como se estivesse em alto mar.

Pescar no reduto do Baixinho não era para qualquer um. Apenas o meu pai, um primo e dois tios tinham coragem para chegar até lá, e ainda assim retornavam, fazendo relatos assustadores sobre a experiência. Certa vez meu pai chegou no local de madrugada. Mal começou a jogar o anzol, uma brisa começou a soprar de forma esquisita, e de repente se transformou numa tempestade de rachar árvores ao meio. Teve que sair às pressas para salvar a própria vida.

Atanásio era um sujeito destemido. Desses que não se abalam por nada.

O Pesqueiro do Baixinho era o seu reduto preferido. Sempre que ia lá, algo o incomodava, mas ele agüentava firme e só saía quando queria. Um dia, porém, colocaram a sua coragem à prova. “Fizeram de tudo para que eu saísse de lá, mas eu dizia, ‘daqui só saio quando eu quiser’”. Chegou uma hora, a situação ficou insustentável. Dois homens, à semelhança de albinos, irromperam das águas, embarcaram na canoa e pressionaram as bordas da embarcação, para que ela naufragasse.

Atanásio ralhou com os fantasmas. “Deixem de presepadas que eu não estou aqui fazendo graça”. Mas a água começou a invadir a embarcação e ele se viu em perigo. Então ergueu a voz e afrontou as aparições. “Vocês me respeitem. Sou um pai de família, luto para sobreviver. Criem vergonha e deixem a minha canoa em paz!”. Ato contínuo os espectros desapareceram e Atanásio pode terminar a sua pescaria em segurança. Porém a partir dali, nunca mais o pesqueiro seria visitado, seja por vivos ou mortos. Simplesmente sumiu. Durante o dia a gruta podia ser avistada facilmente. À noite tudo eram mato fechado e silêncio.

 

*Jornalista