Luís Cardoso é eleito presidente da associação dos blogueiros do MA

 

luiscardoso-e1476821899225Jornalista Luís Cardoso (foto), é eleito presidente da associação dos blogueiros do Maranhão. Em reunião realizada hoje, blogueiros decidiram escolher o nome do jornalista Luís Cardoso para presidente da Associação Maranhense dos Blogueiros – AMABLOG, no período de três anos. As informações são do próprio Luís Cardoso.

Cardoso disse que: “a associação será representativa e não aceitará mais que políticos ou empresários achincalhem quem os denuncia por condutas indevidas”. O jornalista deixou claro que se não fosse os blogs hoje nos estados e nas cidades a corrupção estaria correndo desenfreada.

“O nosso papel tem sido o de fiscalizador, tanto que em boa parte das operações da Policia Federal do Maranhão, são anexadas as denúncias dos blogs. Somos vítimas de constantes ameaças, de processos descabidos por denunciarmos o descaso, as mazelas, e as falcatruas por agentes públicos ou privados”, disse o jornalista.

Luís Cardoso lamentou as declarações do candidato Eduardo Braide que chamou os blogueiros de achacadores e lembrou que o parlamentar se revoltou depois que o pai dele, Antonio Braide, foi denunciado pelos blogs em operações de desvios de recursos públicos.

Amanhã, o presidente da AMABLOG vai solicitar audiência ao secretário de segurança pública, Jefferson Portela, para que esclareça as investigações sobre o assassinato do blogueiro Ítalo Diniz. “Iremos denunciar, aos organismos nacionais e internacionais as ameaças, as agressões, e os assassinatos de blogueiros no Maranhão”, avisou o jornalista.

A sabatina da TV Difusora, os jornalistas e seus financiadores

Blog do Ed Wilson

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Jornalista é um trabalhador especial, porque lida com uma ferramenta delicada – a informação. Em tese, deveria usar a profissão para educar, instruir e desenvolver o senso crítico do público. Muitos o fazem, graças a Deus.

Mas, o fluxo de informação tem o controle acionário das empresas e dos políticos, transformando a profissão de jornalista em joguete dos interesses particulares ou de grupos familiares que controlam os meios de comunicação, as prefeituras, governos e parlamentos.

Nessa cruzada de interesses, os jornalistas vendem sua mão-de-obra porque precisam sobreviver, pagar as contas e comprar o leite das crianças.

Os blogs, que deveriam fugir à regra do controle das corporações político-econômicas sobre os meios de comunicação, acabaram reproduzindo o círculo vicioso.

Durante das campanhas eleitorais, os jornalistas vivem na corda bamba dos vencedores/derrotados e nas constantes mudanças de linha editorial dos jornais e das emissoras de rádio e televisão, que ficam à mercê dos sabores e desprazeres de quem pilota as verbas publicitárias do poder público.

No Maranhão, em especial, a sobrevivência da mídia impressa e eletrônica depende majoritariamente do Governo do Estado, da Prefeitura de São Luís, da Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa e dos mandatos parlamentares no varejo.Quase tudo está dominado. É difícil fugir a essa regra, a não ser quando um programa é arrendado e o operador temporário do meio dita a linha editorial do patrocinador.

RINGUE

 

No centro, candidato Eduardo Braide bateu e levou
No centro, candidato Eduardo Braide bateu e levou

Foi nesse contexto que ocorreu um dos piores momentos da campanha eleitoral de São Luís, durante a sabatina da TV Difusora, arrendada para o grupo político do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), candidato à reeleição.

Por uma razão financeira óbvia, a televisão arrendada integra a artilharia pesada do prefeito contra o adversário Eduardo Braide (PMN).

Chamado ao ringue, Braide foi à sabatina da TV Difusora já sabendo que ia apanhar. Por isso, bateu, provocando os jornalistas sobre as suas relações empregatícias.

A partir desse momento, o que deveria ser uma sabatina virou um espetáculo protagonizado pelo jornalista Jeisael Marx, que perdeu a compostura e atropelou todas as regras da entrevista.

Marx deixou de lado a galhardia de cantador de bingo e engasgou-se no próprio sangue de âncora de programa policial, incorporando uma espécie de comunista bissexto com porrete na mão.

Assim, a chance de entrevistar o candidato sobre as propostas para a cidade transformou-se em um ringue.

Na ausência de um campo da comunicação pública no Maranhão, há pouca luz no fim do túnel para a cobertura eleitoral e para o jornalismo político, que seguirá ao sabor do controle acionário das emissoras.

A sabatina da TV Difusora traduz uma síntese: o futuro de São Luís é sombrio, seja qual for o vencedor.

FALSA POLARIDADE

É preciso acabar com essa “tese” de que Edivaldo Holanda Junior (PDT) é comunista e Eduardo Braide (PMN) é o candidato de José Sarney (PMDB).

Ambos pertencem a famílias tradicionais e usufruíram igualmente do sarneísmo, por meio dos pais Edivaldo Holanda e Carlos Braide, militantes históricos do grande campo reacionário do Maranhão.

Sob o falso argumento de que “Braide é Sarney”, a campanha do prefeito arrendou o Sistema Difusora de Comunicação/SBT, pertencente ao senador Edison Lobão (PMDB), um dos braços político-midiáticos do sistema oligárquico liderado pelo Sistema Mirante de Comunicação/Rede Globo, de propriedade da família José Sarney.

Em 2014, na campanha para o Governo do Maranhão, a TV Difusora serviu para impulsionar a campanha do primogênito de Edison, Lobão Filho (PMDB), na disputa contra Flávio Dino (PCdoB), que venceu a eleição.

Dois anos depois (2016), a mesma TV Difusora, arrendada, está sob controle do grupo político do prefeito-candidato Edivaldo Holanda Junior (PDT), correligionário do governador.

Presas às suas crenças e às relações com os patrocinadores, as linhas editoriais das emissoras alimentam um ciclo perigoso, onde o maior prejudicado é o cidadão/eleitor.

CONFUSÃO ELEITORAL

ZZZZZZZZZZZZZZZZZ-pesquisa-eleitoral-480x330Para completar o caldo, este eleitor, já confuso com o tiroteio editorial, sofre o bombardeio dos institutos de pesquisa contratados por TVs e blogs, com resultados tão díspares que servem mais para confundir que esclarecer.

Apesar de tudo isso, não podemos desistir da profissão. Para além do jornalismo de porrete, há bons e criteriosos profissionais em diversos meios de comunicação, na internet e nas assessorias.

No mais, a campanha segue para a reta final e não existe qualquer perspectiva de um debate específico sobre o Plano Diretor de São Luís, instrumento jurídico e técnico fundamental para planejar a gestão da cidade.

Ninguém sabe o que pensam os candidatos sobre a Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo Urbano.

Quase não se fala no futuro de São Luís. Será uma cidade com vocação portuária e industrial? Como adequar essa vocação aos padrões mínimos de controle da poluição? O que fazer com a área do retroporto do Itaqui? São tantas perguntas sem resposta…

Para encerrar, é sempre bom lembrar: o jogo da política é bruto, mas não perde a ternura. Se Braide ganhar, ele fica no comando da verba publicitária da Prefeitura e tudo pode acontecer, até mesmo reatar relações diplomáticas com seu algoz da campanha.

Já vi esse filme várias vezes.

PF investiga Aviões do Forró e 3 bandas por fraude de R$ 500 mi

avioes-do-forro-intejaSonegação de bandas pode ser de R$ 500 mi, diz PF; Aviões é investigado. Polícia e Receita deflagraram operação ‘For All’ na manhã desta terça. Fisco detectou disparidade ao cruzar cachês, nº de shows e valor declarado.

Gioras Xerez, Lena Sena e Viviane Sobral

Do G1 CE

As fraudes no Imposto de Renda investigadas pela Polícia Federal (PF) e a Receita em um dos maiores grupos empresariais de forró do país podem chegar a R$ 500 milhões, segundo divulgou a PF em coletiva nesta terça-feira (18). Pelo menos quatro bandas administradas pela A3 Entretenimento são investigadas, entre elas a Aviões do Forró.

O grupo alvo da operação “For All”, deflagrada nesta manhã, é responsável por famosas bandas de forró e casas de show no Ceará. Segundo a PF, as bandas declaravam apenas 20% do que ganhavam.

Ao G1, por e-mail, a banda Aviões do Forró informou “que está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que colaborará com todos os questionamentos em relação à operação”. Os vocalistas Xand e Solange Almeida foram ouvidos na sede da PF, em Fortaleza. Segundo a polícia, eles não foram indiciados formalmente, apenas prestaram esclarecimentos. Os empresários Isaías Duarte e Carlos Aristides, do grupo A3 Entretenimento, também foram levados para prestar informações na PF.

A delegada PF Doralucia Oliveira explicou que “causou estranheza” quando foram analisados os valores médios dos cachês das bandas, a quantidade de shows realizados e divulgados em agenda pela internet, e os valores declarados ao Imposto de Renda.

As investigações são relativas aos anos de 2012 e 2014. “Os contratos eram feitos com 20% do valor efetivo, e o resto circulava por fora com valor em espécie”, informou a delegada. Somente com relação às bandas, a sonegação seria em torno de R$ 121 milhões.

Segundo a PF, o nome da operação faz referência à expressão da língua inglesa “For All”, que significa “para todos” em português. Há notícias de que no início do século XX, engenheiros britânicos instalados em Pernambuco para construir uma ferrovia promoviam bailes abertos ao público, “para todos”. O termo passou a ser pronunciado “forró”. “O nome da operação veio dessa origem popular da palavra forró, principal ramo de atividade do grupo investigado”, diz a polícia.

A Polícia Federal disse ainda que vai abrir “ampla fiscalização em pessoas físicas e jurídicas para, a partir daí, materializar os valores que compõem a sonegação”. Há apenas um mandado sendo cumprido na Paraíba; os demais são no Ceará.

Cerca de 260 policiais federais e 35 auditores participam da operação em Fortaleza, Russas e Sousa (PB). Segundo a delegada da PF, uma das pessoas investigadas na operação teria domicílio na cidade paraibana.

Bloqueio de bens

A Justiça Federal decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo.

Há indícios de que os integrantes da organização forneciam dados falsos ou omitiam informações nas suas declarações de Imposto de Renda pessoa física e jurídica, para eximir-se da cobrança de tributos.

Segundo a PF, o grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.

No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.

“As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados”, informou a PF.

A Receita Federal divulgou que as investigações iniciaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com parceria da Polícia Federal e do Ministério Público.