O poder do questionamento. Como um simples “porquê” pode mudar tudo

João Paulo Batistella, via HSM Educação Exectiva

Tenho uma filha de aproximadamente 3 anos e sempre digo que aprendo mais com ela do que o contrário. A última lição que minha pequena princesa tem me ensinado é a magia do questionamento como forma de confrontar ideias e aumentar sua base de conhecimento. As crianças começam a realizar questionamentos a partir dos 2 anos de idade como uma forma de ampliar seu conhecimento sobre o mundo novo em que vivem. Para a mente de uma criança tudo é aceitável, mas de uma coisa ela não abre mão: entender a razão das coisas. Essa é a maneira que elas possuem de entender como as coisas funcionam e começar sua preparação para a vida adulta. Alguns pais sentem-se extremamente pressionados nesta fase, em particular para explicar temas mais polêmicos ou comportamentos não convencionais. Não vou entrar aqui no mérito do que é certo ou errado um pai fazer nesta fase porque não é esse o objetivo do artigo, mas gostaria de chamar a atenção do leitor sobre como durante nossa vida deixamos de fazer coisas que até uma criança sabe que é importante: questionar.

Quando ficamos adultos, diferentemente das crianças, passamos a encarar os fatos como simples verdades e deixamos de questioná-los. Outro dia minha filha me perguntou por que ficou de noite e lhe respondi que estava de noite porque o sol tinha ido descansar. Imediatamente ela já quis saber por que ele foi descansar e a conversa foi longe… Nenhum adulto questiona mais porque temos dia e noite, ou sol e a lua. São verdades que assumimos, e são assim e ponto final.

Diferentemente do mundo da astronomia ou da física, no mundo dos negócios algumas verdades precisam ser questionadas para que se encontre a rota da inovação. Uma das formas de questionamento mais produtiva que já experimentei é a de buscar entender o “porquê” das coisas, tal como minha filha de 3 anos sabe fazer melhor do que eu. Equipes que questionam e procuram entender a razão por trás de suas atividades produzem resultados superiores. Com questionamento aqui não defendo que as pessoas devem sempre compreender e concordar com as razões que as levam a realizar determinadas atividades. Isso seria tentar instituir uma democracia corporativa, algo que poderia ser visto como utópico na grande maioria das organizações. O que eu defendo é que as pessoas busquem sempre entender a razão que motiva a realização de sua atividade. Com isso ela poderá sempre aprimorar seu trabalho para ir de encontro às expectativas do real propósito dele (mesmo que não concorde com ele). Por exemplo, eu já vi gestores solicitando aos seus funcionários trabalhos com o seguinte descritivo via e-mail: “realize uma apresentação sobre o produto xyz”. Neste exemplo o gestor falhou na comunicação por simplesmente não explicar a razão pela qual ele precisa desta apresentação, além do que o canal e-mail não é o ideal para este tipo de solicitação. No caso deste exemplo o que normalmente ocorre é a seguinte cadeia de eventos:

1. Gestor solicita apresentação.

2. Funcionário realiza o trabalho.

3. Gestor recebe o trabalho.

4. Gestor não gosta do trabalho e solicita revisão.

Os passos de 2 a 4 se repetem então de maneira indefinida até que se chegue ao propósito ou até que o tempo se esgote.

Quem não está fazendo o certo neste exemplo? Eu creio que ambos! Normalmente as pessoas tendem a culpar o gestor por não ter explicado corretamente ao funcionário o que pretendia, o que é perfeitamente justo. Mas, se o funcionário não estava em posse das informações necessárias para realizar um bom trabalho, por que não fez um conjunto de questões para guiar melhor suas atividades? Vergonha, receio, orgulho? Seja qual for a resposta, o fato é que o trabalho realizado não foi bom, e achar o melhor culpado não muda o resultado da equação.

Um hábito que eu incorporei a minha rotina quando alguém da equipe vem me falar algo é sempre questionar a razão. Se o cliente solicitou algo, eu imediatamente pergunto ao portador da mensagem: por que ele solicitou isso? Se a pessoa antes não sabia, passará a saber e, com essa informação, atuará melhor para atender ao cliente, pois agora entende o propósito. Além disso, esse constante questionamento que faço estimula uma cultura de entender o que há por detrás de cada entrega, tarefa ou compromisso. As pessoas já sabem que eu vou fazer essa “incômoda” pergunta, por isso se prepararam para ela. Depois de um tempo nem preciso mais fazer a pergunta, pois entender sempre o propósito das coisas passou a fazer parte da cultura. Não é fácil, não é simples, mas vale muito a pena pelos resultados superiores que você poderá entregar. Inclusive eu acredito que a cultura do questionamento seja uma pré-condição para inovar.

A grande mensagem que eu queria passar com este post é: você já sabe como fazer, você já fez quando era criança, então nunca pare de questionar. Ser ou não apenas uma engrenagem da máquina corporativa depende muito mais de você do que de qualquer outra coisa. A inovação não surge normalmente de grandes ideias que as pessoas têm de repente, ela surge de pessoas que questionam, entendem e não se conformam em fazer algo de um jeito se há outra forma melhor de fazê-lo

Municípios da Baixada Maranhense têm até o dia 30 para se inscreverem no programa ‘Diques de Produção’

sabia-e-a-natureza

Municípios da Baixada Maranhense têm até o dia 30 deste mês para se inscreverem no programa ‘Diques de Produção’. A iniciativa do Governo do Estado tem como objetivo combater a salinização dos campos inundáveis destas regiões e instalar canais para armazenamento de água doce. A medida visa proteger os igarapés e demais ecossistemas existentes nestas áreas. “As comunidades terão agora um tempo maior para se preparar e efetivar sua participação no processo, conhecendo bem as regras e assim poderão selecionar os povoados a serem contemplados no projeto”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), Neto Evangelista.

Para orientar os municípios sobre o programa, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária (Agerp) realizou um ciclo de seminários no mês passado, em Viana e Bacurutuba. Durante os eventos, os participantes de entidades e movimentos sociais tiveram acesso às regras do edital de inscrições. Uma das questões levantadas durante os seminários foram as cláusulas do edital. Quem participou aproveitou para tirar dúvidas e questionar sobre os critérios exigidos. “As comunidades tiveram um maior detalhamento das condições para participação e desenvolvimento de seus projetos”, reiterou Neto Evangelista.

Os seminários são uma forma de criar canais de participação da população no processo de construção do programa e discutir com os movimentos sociais e sociedade civil sua viabilidade, pontuou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça. “São considerados vários aspectos, desde a questão ambiental, produção e impacto social”, ressaltou. Uma das reivindicações atendidas durante os seminários foi a prorrogação do edital para que as comunidades possam se ambientar, e, assim, definir as prioridades na intervenção do programa. “Nós ainda acatamos algumas sugestões para incluir no edital e assim contemplar as demandas destas comunidades”, concluiu.

O programa ‘Diques de Produção’ recebe projetos nas áreas de agricultura, pecuária e piscicultura na região. A iniciativa pretende ainda reduzir os índices de insegurança alimentar, da pobreza e gerar trabalho e renda para as comunidades beneficiadas pelo projeto.

Inscrições

São aptos para inscrição associações, sindicatos, cooperativas e afins. Os representantes destas comunidades devem apresentar um abaixo assinado. A documentação necessária ao processo de seleção deverá ser encaminhada a Sedes – Rua das Gardênias, Qd 01, nº 25 – Jardim Renascença – no setor de protocolo; e nos escritórios regionais da Agerp, em Bacabal, Agerp em Itapecuru-Mirim, Pinheiro, Santa Inês e Viana.

Os municípios qualificados pela inscrição, sobretudo às famílias assistidas pelo Bolsa Família, terão prioridade na execução de projetos. Estão incluídas 35 cidades, entre elas, Viana, Matinha, Pinheiro, Cedral, Cajari, Conceição do Lago Açu, Guimarães, Monção, São João Batista, Mirinzal, Igarapé do Meio, São Vicente de Férrer, Cururupu, Bequimão, entre outras. (Via Blog do Genival Abreu)