Qual o seu valor?

“Se você não sabe quem você é, os outros farão de você qualquer coisa”.

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Leonardo Posich, via administradores.com.br

Depois de muito refletir sobre a contundente frase a qual por si só conseguiu revirar meus mais profundos pensamentos acerca de meus reais valores, pude perceber que muitos deles são pouco garimpados. Estes, muitas vezes sem ao menos nos darmos conta, acabam soterrados nos escombros de nosso lixo mental, junto com os péssimos pensamentos que deterioram nossa qualidade de vida.

Lembro-me como se fosse ontem, sentado na beirada da cama, com lágrimas rolando ao chão. Uma angústia dominava pouco a pouco meu ser e muitas perguntas pairavam sobre minha cabeça. Uma delas era a seguinte: onde estão meus verdadeiros valores?

Tenho certeza que você, leitor, já deve ter passado por algum momento muito parecido com esse relatado acima. As vezes nos perdemos dentro de nós mesmos. Nos achamos incapazes, acreditamos na crítica alheia e não as usamos de forma altruísta. As pedras que já levei na vida, dariam para construir um belo castelo.

Quando somos mandados embora de um emprego, ou levamos um fora, nos sentimos os piores seres do mundo. Abre-se um buraco sob nossos pés. Nos colocamos para baixo e acreditamos ser incapazes de tentar uma vez mais. Quando perdemos alguém, nos sentimos sós. Mas sozinho, ao meu ver, é aquele que se abandona, aquele que deixou de acreditar em si mesmo. Não tem valor aquele que se vende pelo dinheiro e abre mão de seus sonhos em prol de seus prazeres momentâneos.

É tão comum ver pessoas que, por causa de uma crítica, são capazes de esconder o sorriso pelo resto do dia. Nossos verdadeiros valores estão enraizados no cerne de nossa alma. Nossos valores norteiam nossa caminhada, são parte de nossos ideais. Eles são os motores impulsionadores para realização de nossos grandes sonhos.

Estou certo em afirmar que muitas corporações não reconhecem os verdadeiros valores de seus clientes e quando o reconhecem, muitas vezes já é tarde demais. Nos relacionamentos não é diferente. Muitos de nós gastamos tempo com paixões efêmeras e dificilmente reconhecemos a pessoa amada que sempre esteve do nosso lado.

Quando compramos algo aparentemente caro (para a grande maioria) mas que nos traz uma grande satisfação pessoal, é chamado de valor percebido. Por isso lhe pergunto: como você vai amar alguém se você ainda não se ama? Devemos nos reconhecer, perceber e dar importância aos nossos valores. Em relação às pessoas que amamos, devemos deixá-las livres, pois quando voltam é porque perceberam nossos valores.

Por hora, é preciso ter uma palavra amiga, um afago, para que nos sintamos valorizados. Um elogio pode enaltecer nosso ego, mas a crítica, se bem trabalhada, é capaz de reavivar nossos verdadeiros valores. Em meio às turbulências da vida, é necessário garimpar sempre nosso próprio coração e descobrir que lá fundo ainda existem os verdadeiros propósitos para se vencer na vida. Os valores que muitos procuram e que poucos acham geralmente estão escondidos nos recônditos de nosso ser.

Não deixe que seu sorriso seja apagado pelas mágoas do tempo. Livre-se do lixo mental que lhe prende. Cuidar-se não é uma questão de orgulho mas sim de amor próprio. E como já falei em outro artigo, a maior empresa que iremos administrar é nossa própria vida. Ascenda para seus valores, não se prostre diante das adversidades da vida, mantenha o foco, tenha fé e jamais perca as esperanças.

O seu valor, esta em quem você é e naquilo que você faz! Pensando dessa forma, faço a seguinte pergunta: O que você faria de graça pelo resto de sua vida? Respondendo essa pergunta para você mesmo, você encontrará seu propósito de vida. Acredite em você!

“Se você não sabe quem você é, os outros farão de você qualquer coisa”.

Em uma analogia simplória e muita direta, se o seu valor está na roupa que você veste, com certeza você deveria se chamar Ralph Lauren ou Hugo Boss. O valor dos momentos não está no tempo que eles duram mas sim na intensidade em que eles são vividos. Seus valores devem sempre fazer parte do seu ativo empresarial – e lá você deve sempre creditar e acreditar – , pois os mesmos servirão sempre como bússola em suas empreitadas da vida.

O valor de cada pessoa não esta no que ela veste ou consome mas sim, naquilo que ela realmente é!

E o Nobel de Literatura de 2016 vai para… Bob Dylan

15dbcbbc6b0df6b301acedbb0fb96326Bob Dylan, cantor e compositor norte-americano de clássicos como “Blowin’ in the Wind” e “Like a Rolling Stone”, é o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2016. A notícia foi recebida com surpresa: no ambiente geralmente formal, ouviram-se gritos e aplausos na sala onde a porta-voz da Academia Sueca, Sara Danius, fez o anúncio nesta quinta-feira (13), em Estocolmo, às 8h (horário de Brasília).

Danius disse que Dylan foi agraciado por ter “criado novas expressões poéticas dentro da grande tradicional canção americana”. Ela ainda traçou paralelos entre a obra dele e a dos poetas gregos Homero e Safo. “Eles faziam poesia para ser ouvida e para ser apresentada com instrumentos. Nós lemos Homero e Safo e gostamos até hoje. É o mesmo com Dylan. Ele pode ser lido, deve ser lido, e é um grande poeta da língua inglesa. E ele faz isso se reinventando constantemente”.

Dylan – que já tem 12 prêmios Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro, um Pulitzer e um Príncipe das Astúrias das Artes– é o primeiro compositor de canções a ganhar o prêmio máximo da literatura. Mas, além de ser músico, Dylan tem também 30 livros publicados. É autor, entre eles, do livro “Tarântula”, uma coletânea de poesias que ele lançou em 1966 e que foi publicada no Brasil em 1986 pela Editora Brasiliense. Também já lançou sua autobiografia, “Crônicas Vol. I”, que chegou no Brasil em 2005.

“Se uma pessoa quer começar a escutar ou ler [Dylan] deveria começar com ‘Blonde on Blonde’, o disco de 1966, que tem vários clássicos e é um exemplo extraordinário de seu jeito brilhante de fazer rimas, posicionar os refrãos e seu pensamento em imagens”, aconselhou Sara Danius, admitindo que não era muito fã do trabalho de Dylan e que preferia David Bowie. “Talvez fosse uma questão de geração. Hoje eu adoro Bob Dylan.”

Selo criado pela Academia Sueca para o Nobel de Literatura de 2016 para Bob Dylan

Embora o nome de Dylan tenha sido cotado para o prêmio há vários anos, ele não estava entre os favoritos nas atuais bolsas de apostas –a liderança era do japonês Haruki Murakami junto ao sírio Adonis e o romancista queniano Ngugi wa Thiong’o. Os norte-americanos Don DeLillo, Philip Roth e Joyce Carol Oates também estavam entre as apostas.

Junto com o prêmio, o autor ganha também 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,9 milhões) e uma medalha, que serão entregues em uma cerimônia no dia 10 de dezembro. Dylan, que completou 75 anos em maio, é o primeiro americano a ganhar o prêmio desde 1993, quando Toni Morrison levou o título.

Trajetória

Batizado de Robert Allen Zimmerman, Dylan nasceu em Duluth, Minessota, em 24 de maio de 1941. Na adolescência, tocou em diversas bandas e, com o tempo, seu interesse pela música se aprofundou, com paixão especial pela música folk e pelo blues. Um de seus ídolos é o cantor folk Woody Guthrie. Ele também foi influenciado pelos autores da Geração Beat, assim como pelos poetas modernistas.Criado em uma família judaica, Dylan largou a faculdade e se mudou para Nova York, onde se tornou famoso no início dos anos 1960. Em 1962, lançou seu primeiro álbum, “Bob Dylan”. Mas foi com o segundo, “The Freewheelin’ Bob Bylan”, de 1963, que ele revelou seu talento como compositor (é deste trabalho a música “Blowin’ in the Wind”). O disco mais recente é “Fallen Angels”, lançado em maio deste ano.

Dylan foi eleito em 2004 pela revista norte-americana “Rolling Stone” o segundo melhor artista de todos os tempos, atrás apenas dos Beatles. Ele –que tem quase 40 discos lançados e é também um pintor amador segue em plena atividade e tem feito, desde 1988, uma média anual de cem apresentações.

Juíza do PA que manteve menina em cela masculina é punida pelo CNJ

Clarice Maria de Andrade não poderá exercer profissão por 2 anos. Juíza alegou que havia delegado função, diz CNJ.

 Do G1 PA
Clarice Maria de Andrade juíza abeatetuba (Foto: Marcelo Seabra/O Liberal)
Clarice Maria de Andrade foi punida pelo Conselho Nacional de Justiça (Foto: Marcelo Seabra/O Liberal)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu proibir a juíza Clarice Maria de Andrade de atuar como magistrada por pelo menos dois anos. Apontada como responsável pela manutenção da prisão de uma adolescente de 15 anos em uma cela masculina na delegacia de polícia de Abaetetuba, nordeste do Pará, Clarice sofreu pena de disponibilidade e, embora não possa trabalhar, receberá salário proporcional ao tempo de serviço. O G1 tenta contato com a juíza.

O caso ocorreu em novembro de 2007. Segundo os autos, a juíza recebeu um ofício da polícia pedindo “em caráter de urgência” a transferência da menina, já que ela corria “risco de sofrer todo e qualquer tipo de violência por parte dos demais”. De acordo com o CNJ, a juíza só solicitou a transferência da menina 20 dias após o comunicado, e durante este intervalo a adolescente sofreu abusos, maus tratos e tortura nas mãos de quase 30 detentos.

Esta é a segunda vez que o CNJ decide punir Clarice. Em 2010 o conselho havia determinado a aposentadoria compulsória da juíza, mas a decisão acabou revista pelo Supremo Tribunal Federal dois anos depois.

CNJ aplicou pena de disponibilidade à magistrada paraense Clarice Maria de Andrade (Foto: Divulgação / CNJ)CNJ aplicou pena de disponibilidade à magistrada paraense Clarice Maria de Andrade (Foto: Divulgação / CNJ)

De acordo com o CNJ, a maioria dos conselheiros seguiu o voto de Arnaldo Hossepian, relator do processo administrativo que julga a conduta da magistrada. Segundo ele, a demora na comunicação da situação vivida pela adolescente deixou evidente “a falta de compromisso da magistrada com suas obrigações funcionais”.

Ainda segundo o CNJ, Clarice Maria de Andrade alegou, na sua defesa, que delegou ao diretor da secretaria do juízo a tarefa de comunicar a Corregedoria em 7 de novembro, o que foi desmentido pelo servidor e por outros funcionários e comprovado por perícia feita no computador da serventia.

“Não é admissível que, diante da situação noticiada no ofício – presa do sexo feminino detida no mesmo cárcere ocupado por vários presos do sexo masculino, algo ignominioso – a magistrada Dra. Clarice, no exercício da jurisdição, tenha simplesmente delegado para seu subordinado a expedição de comunicados pelas vias formais”, disse o relator.