Corpo de Domingos Montagner é encontrado; ator morre aos 54 anos

domingos-montagnerO Corpo de Bombeiros de Sergipe acaba de confirmar a morte de Domingos Montagner. Reginaldo Dória, comandante que operava buscas no local informou ao EXTRA que o corpo do ator foi encontrado sem vida. Ele estava preso às pedras, a 30 metros de profundidade, em Canindé de São Francisco, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, após afogamento no Rio São Francisco.

Depois de gravar as últimas cenas da novela “Velho Chico”, o ator aproveitou a folga junto com a colega de elenco Camila Pitanga, seu par romântico, para dar um mergulho no rio. A correnteza levou o artista, que desapareceu nas águas por volta das 14h30. Segundo informações do coronel Fábio fonseca Rolemberg, Camila se desesperou, gritando pelo nome do amigo.

— Ele estava tomando banho de rio com a atriz Camila Pitanga quando a correnteza o levou — disse o militar. A equipe ficou em estado de choque e todas as gravações foram canceladas na hora.

O ator, de 54 anos, deixa a mulher, a atriz e produtora Luciana Lima, e três filhos: Leo, 11 anos, Antônio, 7, e Dante, 4.

Carreira iniciada no circo e no teatro

Antes de se tornar um dos atores mais disputados da TV Globo, Domingos Montagner teve o picadeiro como o seu principal palco. Foi no Circo Escola Picadeiro e no curso de interpretação Myriam Muniz, em São Paulo, que o intéprete do Santo da novela “Velho Chico” desenvolveu sua veia artística, nos anos 1980, se tornando ator, artista circense e palhaço. As técnicas da arte de popular, das apresentações de rua, foram as mais exploradas até chegar à TV, em 2008, no seriado “Mothern”, do GNT.

Nascido em 26 de fevereiro de 1962, em São Paulo, Domingos, criador do grupo circense “La Mínima”, estreou na TV Globo em 2010 nas séries “Força tarefa” e “A cura”. No ano seguinte, emplacou outro trabalho na emissora, dessa vez fazendo par romântico com Lilia Cabral na série “Divã”. Com a primeira novela, “Cordel encantado” (2011), a popularidade do artista ganhou proporção nacional. Pela sua atuação como o Capitão Herculano, ganhou o Prêmio Extra na categoria Ator Revelação. O sucesso na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes fez com que ele fosse escalado para protagonizar a minissérie “Brado Retumbante”, de Euclydes Marinho, em 2012.

Mais novelas cruzariam o caminho de Domingos. Em 2012, o ator atuou em “Salve Jorge”, de Gloria Perez. No ano seguinte, o artista fez um dos principais personagens da novela “Joia rara”, voltando a trabalhar com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. Em 2015, protagonizou “Sete vidas”, de Lícia Manzo. O ator morreu interpretando o protagonista de “Velho Chico”, o agricultor Santo.

Estreia no cinema foi em 2012

Domingos fez a sua estreia na sétima arte em 2012. O primeiro filme do ator foi “Gonzaga – de pai pra filho”, em uma participação especial. “De onde eu te vejo”, de 2016, é outro longa-metragem na carreira do artista. Atualmente, está em cartaz nos cinemas com “Um namorado para minha mulher”, em que contracena com Ingrid Guimarães. (Globo Online)

 

Artigo: Gente

por Nizan Guanaes, via Folha de São Paulo

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“Quem não compreende que as pessoas são a peça-chave são líderes de empresas pequenas ou estão se apequenando e caminhando ao fracasso.”

Gestão de pessoas é o coração da empresa

A gestão de pessoas não é apenas uma parte da empresa, ela é o coração da empresa.

No sermão do Dia dos Pais, o frade citou uma frase fabulosa de santa Terezinha: os passarinhos aprendem a cantar com os pais. É o exemplo que importa. Como os animais ensinam? Eles não têm palavras, eles têm exemplos, liderança.

Eu tive de dar a volta por baixo nessa história de gestão de pessoas. Fazer a transição do chefe bravo que só constrói coisa pequena na base do “top-down” para o gestor consciente de que, para construir um sonho grande, é necessário engajar as pessoas encaixando na mesma cultura o seu sonho e o sonho de cada um do time.

Os maiores empresários do Brasil são vidrados em gestão de pessoas, em criação de times. Por trás de uma empresa maravilhosa há sempre uma gestão inspiradora de talentos. Mas como motivar pessoas que todos os dias abrem o jornal e só veem esse momento difícil do país? Não é mole. Como motivar um sonho grande no momento em que tudo se apequena? Não é fácil.

Se me permite uma brincadeira, o maior motivador do mundo foi Moisés. Ele fez o povo andar 40 anos no deserto para ver um terreno. E como motivar gente que viu o mar se abrir e mesmo assim descreu? É o desafio da natureza humana.

Nosso genial Machado de Assis tem um conto no qual o demônio, com muita inveja de Deus, decide montar uma igreja para todo o mundo fazer o mal. Logo ele fica frustrado ao descobrir que as pessoas estavam fazendo o bem escondido. Deus então diz ao demônio: Achei que você entendesse a natureza humana.

Uma das coisas que eu mais faço é andar pelas nossas empresas. É a gestão sola de sapato. Não dá para só mandar WhatsApp e e-mail. É preciso olhar nos olhos, pegar as pessoas na mão, entender a natureza humana. Um antigo sócio meu dizia que, para compreender uma pessoa e saber se ela estava motivada e engajada, era preciso tirar o som da sua boca e ler os seus gestos, o seu olhar.

No mundo da diversidade e da competitividade, ou somos inspiradores e atraímos pessoas ou não teremos futuro. Quando eu tinha uma empresa pequena, achava que eu ensinava. Quando a empresa cresceu muito, vi que era eu quem tinha o que aprender com tanta gente boa ao redor.

Se perguntar aos maiores empresários do Brasil qual a peça-chave da empresa, todos dirão – pessoas. Quem não compreende esse papel fundamental são líderes de empresas pequenas ou que estão se apequenando e caminhando ao fracasso.

É preciso criar ambientes inspiradores. Antes as pessoas trabalhavam por dinheiro. Elas seguem trabalhando por dinheiro, mas o dinheiro não é mais o centro. O centro é a felicidade, a inspiração, o sonho.

O balanço de uma empresa retrata o passado, não mede o seu pulso. Para saber para que lado a empresa está indo, ande por ela, abra seus poros, sinta sua vibração na vibração de cada pessoa.

O mundo está mudando, as pessoas precisam mudar. Antes a gente perguntava como Davi ia derrotar Golias, mas no mundo de hoje virou como Golias vai derrotar Davi. Isso implica mudança de cultura, e mudança de cultura implica mudança nas pessoas.

Não dá para ter um Brasil diferente sem que os brasileiros e brasileiras mudem. É gestão de pessoas a nível nacional, via educação e exemplo. Pois é nas pessoas que está a centelha divina a nos formar e guiar. Como canta Caetano, gente é espelho de estrelas, reflexo do esplendor.