Acidente deixa dois mortos na MA-106 em Santa Helena, na Baixada Maranhense

Um grave acidente na MA-106, próximo a entrada da cidade de Santa Helena,  na baixada maranhense, deixou dois mortos e dois feridos.

Os jovens identificados como Léo Dias, o “Léo do Big Bar”, e Alcidy Durans morreram no local do acidente.

O acidente aconteceu nas primeiras horas desta segunda-feira (18). Populares afirmam que houve uma colisão frontal.

Os jovens estavam em uma Pickup Strada que colidiu com um caminhão. Os dois mortos ficaram presos às ferragens do veículo.

Pelas informações, eles estavam voltando de uma festa.

Os dois jovens mortos são da cidade de Santa Helena.

Via Blog do Gilberto Lima

ENTREVISTA AO VIVO: Flávio Dino faz balanço positivo do que vem sendo desenvolvido no Maranhão

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, concedeu entrevista na manhã de hoje (18) a um pool de rádios de todas as regiões do estado. São 60 rádios simultaneamente participando da entrevista em que foi feito um balanço do trabalho realizado no ano de 2017. Um dos pontos mais discutidos foi a questão da segurança “Temos uma queda no número de homicídios no Maranhão, onde pela primeira vez na história, o Maranhão tem mais de 12 mil policiais civis e militares atuando no Estado.” ressaltou Flávio Dino.

Radialistas participaram da entrevista tanto dentro do estúdio (Marcos Saldanha – Rádio Timbira, Alberto Barris – Codó, Herasmo Leite – Pinheiro, Lucas – Santa Luzia, Jan Ricardo – Imperatriz, Toninho Abreu – Vargem Grande) como por telefone.

O governador respondeu a perguntas de diversas áreas como infraestrutura, saúde, segurança e educação. “Quando cuidamos de vias urbanas estamos ajudando os municípios e as prefeituras” disse o governador sobre o programa Mais Asfalto.

Foram 2 horas de programa, chegando a atingir cerca de 1 milhão de ouvintes. Todos os anos o governador participa deste tipo de entrevista fazendo um balanço do que vem sendo desenvolvido no Maranhão e com microfone aberto, em que são feitas perguntas sem barreiras ou limites de temas.

Via Blog do Waldemar Ter

Vianenses são condecorados pelo Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Na última sexta-feira (15), o Fórum em defesa da Baixada Maranhense prestou significativas homenagens a personalidades do FDBM, representantes da imprensa, instituições, rainhas de expedições e casais do FDBM que muitos têm contribuído com a região da Baixada Maranhense.

Os forenses Nélio júnior (acima) e Luiz Morais (abaixo) recebem comendas do FDBM

As homenagens foram prestadas por ocasião da confraternização natalina dos membros do fórum, ocorrida nas dependências da AABB, no Calhau.

Os vianenses Nélio Júnior, vice-presidente do FDBM e o jornalista Luiz Antonio Morais, editor do Blog Vianensidades, receberam comendas especiais no evento.

No seu discurso, o forense Nélio Júnior exaltou a importância do Fórum, as lutas em defesa de uma das regiões mais abandonadas do Estado e, o empenho dos baixadeiros que se dedicam pela causa, entre eles o ex-deputado e ex-prefeito de Viana, Chico Gomes, um profundo conhecedor da história e das desigualdades que ainda assolam a região.

O jornalista vianense Nonato Reis, que está com o seu livro Lipe e Juliana saindo do forno, e o casal Marlilde Mendonça e esposo Alexandre, Também marcaram presença, representando a Cidade dos Lagos.

Depois das homenagens foi oferecido um jantar, acompanhado de música ao vivo e muita descontração dos forenses.  

Parabéns a toda a equipe de organização. Parabéns, presidente Ana Creusa pelo evento.

Parabéns a todos os baixadeiros presentes.

AVANTE BAIXADA!

  Confira as homenageadas e homenageados e imagens do evento abaixo:

1) Homenagens às instituições:

  • Sebrae
  • AMCAL (Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras)

2) Homenagem com Comenda:

      Drº Flávio Braga idealizador do FDBM

  • Antônio Valente
  • Luiz Antonio Morais
  • Nélio Júnior
  • Valmir Abreu

3) Homenagem a representante da imprensa:

  • Jersan Arqújo
  • Carlos Henrique

4) Condecoração:

  • Rainha das Expedições

5) Homenagem aos casais forenses

  • Andreia e Flávio
  • Concita e José Maria
  • Estela e Ferreira
  • Binha e Maninho
  • Marlilde e Alexandre
  • Mariana e Lolico
  • Zezé e Leo

Com informações do Blog do Léo Cardoso

Governo do Maranhão lança edital para concurso da Polícia Civil com salário de até R$ 18.857,64

Nesta terça-feira (12), o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep), publicou edital para provimento de 100 vagas, no total, para o quadro efetivo da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).

As inscrições iniciarão às 10 horas do dia 18 de dezembro e vão até as 18 horas do dia 27 de dezembro de 2017 (horário oficial de Brasília) pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisas em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos – Cebraspe (http://www.cespe.unb.br/cebraspe/).

Serão 20 vagas para o cargo de Delegado de Polícia Civil – 3ª classe, 20 para Escrivão de Polícia, 46 para Investigador de Polícia, 7 para Médico Legista e 7 para Perito Criminal, além de formação de cadastro de reserva.

Também haverá concurso para o cargo de Odontolegista, mas apenas para cadastro de reserva, já que não há vaga para provimento imediato. A taxa de inscrição será de R$ 220 para o cargo de delegado e R$ 150 para os demais cargos. As remunerações vão de R$ 4.550,28 a R$ 18.957,64.

“Esse é um concurso de grande importância e muito esperado. Isso mostra mais uma vez o compromisso do governador Flávio Dino com a segurança e com uma prestação de serviço de qualidade para a população”, disse a secretária da Segep, Lílian Guimarães.Para concorrer ao cargo de Delegado é necessário ter concluído curso de nível superior em Direito, com diploma fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), e ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria B ou superior.

Já para os cargos de Escrivão e Investigador de Polícia, os requisitos são possuir diploma de conclusão de curso superior em qualquer área de formação e CNH categoria B ou superior.

Para concorrer às vagas de Médico Legista e Odontologista é necessário ter diploma em Medicina e Odontologia, respectivamente, e registro nos Conselhos Regionais de cada categoria profissional.

Os candidatos que se inscreverem para o cargo de Perito Criminal deverão possuir graduação em uma das seguintes áreas: Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Ciências da Computação, Análise de Sistemas, Engenharias, Psicologia, Serviço Social, Física, Farmácia e Bioquímica, Geologia, Química ou Química Industrial, e registro em conselho de classe, quando for aplicável.

Confira o edital completo nos links abaixo:

Concurso para os cargos de Escrivão de Polícia, Investigador de Polícia, Médico Legista, Odontolegista e Perito Criminal: http://www.cespe.unb.br/concursos/PC_MA_17_APC/

Concurso para o cargo de Delegado de Polícia: http://www.cespe.unb.br/concursos/PC_MA_17_DELEGADO/

Ana Jansen: a pré-história da Caema assombra o Italuís

O Italuís nos tempos de Ricardo Murad

Do Blog do EdWilson Araújo

Quando o governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu a hipótese de sabotagem na entrega da obra de duplicação do Italuís, logo me veio à mente a personagem Ana Jansen.

Ela faz parte da pré-história da Caema, contada em fatos e lendas. Considerada a Rainha do Maranhão, a poderosa líder política Ana Jansen detinha o monopólio da água no século XIX.

O empreendimento consistia na venda de água em carroças puxadas a burro, um lucrativo negócio tocado por um exército de escravos que transportavam o líquido pelas ruas de São Luís.

Por volta de 1850, o Governo da Província autorizou a criação da Companhia de Águas do Rio Anil, concorrente no mercado de recursos hídricos controlado por Ana Jansen.

Famosa pelas perversidades contra os adversários, ela teria mandado colocar gatos mortos e apodrecidos nos depósitos do concorrente, espalhando a notícia da contaminação na água do rival.

A sabotagem funcionou e a Companhia de Águas do Rio Anil, faliu.

O Italuís a caminho da duplicação

Nos últimos 50 anos, atravessando os séculos XX e XXI, as companhias de água e de energia (Cemar), assim como todos os outros serviços e empresas públicas e privadas no Maranhão, ficaram sob o controle da família liderada por José Sarney.

A Companhia de Águas e Esgotos, transformada em Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), serviu para enriquecer muitos políticos de variadas tendências e grupos.

Em retrospecto, essa é a realidade concreta:

1 – Há uma herança maldita no Maranhão que não é fácil consertar;

2 – A Caema foi historicamente sucateada;

3 – E o governo Flávio Dino (PCdoB), na pressa de mostrar resultados, acabou atropelando prazos e a pressão da água vazou para a política;

Sobrevivente de vários processos de sucateamento e corrupção, a Caema estava em boas mãos, sob a direção do advogado Davi Telles, que vinha reestruturando a gestão da empresa.

Nova adutora rompida passa por reparos

Ocorre que, por força dos acordos eleitorais da coalizão que elegeu Flávio Dino, a Caema teve de ser entregue ao deputado federal Weverton Rocha, o proprietário do PDT e candidato a senador, oficializado na chapa da reeleição do governador em 2018.

Davi Telles foi substituído por Carlos Rogério Araújo, ex-titular da SMTT (Secretaria de Trânsito e Transporte) da Prefeitura de São Luís, controlada pelo núcleo duro do PDT há 31 anos.

Pode ter sido aí a mudança de rumo na Caema: da água para o vinho, esta bebida que embrigada ainda mais os ambiciosos.

Retomando o capítulo da herança maldita, cabe mencionar a gestão de Ricardo Murad (PMDB), ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB), quando a Caema atingiu o fundo do poço.

Era a época dos canos enferrujados e dos constantes rompimentos que deixavam a população de São Luís semanas inteiras sem água.

Foi assim até que o Italuis ganhou as páginas dos jornais pelas relações perigosas do governo Roseana Sarney com o doleiro Alberto Youssef e as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

No capítulo das empreiteiras, o pior ainda estava por vir. No auge da Lava Jato, cravejada de denúncias por desvio de dinheiro público, a Odebrehct, através da subsidiária Odebrecht Ambiental, começou a privatizar o sistema de abastecimento de água em várias prefeituras do Maranhão, através de contratos viciados, segundo denúncias do Sindicato dos Urbanitários.

Na região metropolitana de São Luís, os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar celebraram contratos com a Odebrecht Ambiental, atropelando os rituais básicos de elaboração dos planos de saneamento.

As licitações também foram viciadas, “praticamente sem concorrência”, denunciou o presidente do sindicato, José do Carmo Castro.

Segundo a entidade sindical, os vícios nos contratos tiveram a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores, que operam os interesses do negócio bilionário da água no Maranhão.

O principal impacto da privatização é o aumento da conta de água dos usuários e ampliação da quantidade de serviços cobrados da população.

As contas de água já tiveram aumentos. Em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, por exemplo, a população começou a reclamar das tarifas abusivas, majoradas em até 48,2% e 96,5%, respectivamente.

O bilionário comércio de água no Maranhão já chegou também nos municípios de Santa Inês e Timon.Os contratos de privatização estendem-se por até 30 anos e miram apenas a zona urbana dos grandes municípios, ou seja, o “filé” do mercado da água.

Estrangulada na Lava Jato, a Odebrecht Ambiental foi vendida para a multinacional Brookfield Business Partners LP, a BRK, nova dona da água nos municípios contratados.

Eis um resumo do que vem a ser a “guerra” da água no Maranhão.

Em que pese a troca de comando na Caema, não há como negar que o governo atual está determinado a ampliar a oferta de água e melhorar as condições de saneamento no Maranhão.

Há muitas diferenças entre Flávio Dino e Ricardo Murad, que lançou hoje sua candidatura ao governo, com mais fome de dinheiro e poder do que nunca.

Tudo pode acontecer no Maranhão, mas eu não quero crer no fantasma de Ana Jansen assombrando o Italuís e o Palácio dos Leões.

Edital do concurso com mil vagas para a Saúde no Maranhão é publicado

 

O edital para o concurso da saúde criado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, foi publicado nessa segunda-feira (12) e já está disponível para consulta. Veja aqui o edital:

Edital do Concurso – Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh)

Estão sendo oferecidas mil vagas no quadro efetivo da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), responsável pela gestão de 45 unidades de saúde na capital e no interior do estado.

As inscrições serão realizadas a partir das 8h do dia 15 de dezembro até as 23h59 do dia 9 de janeiro, por meio do site do Instituto AOCP, organizadora do concurso, com o pagamento do valor de R$ 80 para nível médio e técnico e R$ 120 para nível superior. Os aprovados no certame terão direito a remunerações que variam de R$ 1.000 (nível médio) a R$ 7.425,31 (nível superior).

Das vagas autorizadas, serão ofertadas 60 oportunidades na área médica em diferentes especialidades, 630 vagas para as funções de enfermeiro e de técnico de enfermagem, além de 310 vagas distribuídas para os cargos de biomédico, bioquímico, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico em saúde bucal, advogado, analista administrativo, jornalista e assistente administrativo.

CONFIRA O QUADRO DE VAGAS

Médicos especialistas

Médico cardiologista: 8 vagas

Médico – clínica médica: 9 vagas

Médico – endocrinologia: 13 vagas

Médico – ginecologia e obstetrícia: 9 vagas

Médico – ortopedia: 7 vagas

Médico – pediatria: 10 vagas

Médico – psiquiatra: 4 vagas

Enfermagem

Enfermeiro: 30 vagas

Enfermeiro obstetra: 10 vagas

Enfermeiro UTI – Adulto: 10 vagas

Enfermeiro UTI – Pediátrica: 10 vagas

Enfermeiro UTI – Neonatal: 10 vagas

Técnico de enfermagem: 560 vagas

Área médica

Biomédico: 15 vagas

Bioquímico: 10 vagas

Farmacêutico: 60 vagas

Fisioterapeuta: 28 vagas

Fisioterapeuta UTI Pediátrica – Neonatal: 10 vagas

Fonoaudiólogo: 15 vagas

Nutricionista: 20 vagas

Odontólogo: 15 vagas

Psicólogo: 15 vagas

Terapeuta ocupacional: 15 vagas

Técnico em saúde bucal: 26 vagas

Área administrativa da Emserh

Advogado: 2 vagas

Analista administrativo: 44 vagas

Jornalista: 5 vagas

Assistente administrativo: 30 vagas

Estouro de válvula na nova adutora do Italuís é politizado e expõe o jogo pesado da corrida pelo poder

Repórter Tempo (Ribamar Correa)

Flávio Dino permaneceu mais de 15 horas no canteiro cobrando e ouvindo explicações sobre o acidente e os trabalhos de retirada da válvula defeituosa

A tensão política que domina o Maranhão com a aproximação da campanha para as eleições do ano que vem é tão forte que contamina até mesmo problemas de natureza estritamente técnica, como o estouro de uma válvula que impediu a entrada em funcionamento da nova adutora do Sistema Italuís, que vai ampliar o abastecimento de água em São Luís, hoje na iminência de entrar em colapso por escassez do chamado líquido precioso. A oposição aproveitou para explicar o defeito em uma das válvulas de pressão da adutora, localizada no trecho que corta o Campo de Perizes, que causou estouro da tubulação e a consequente interrupção da obra, como “incompetência” do governador Flávio Dino (PCdoB), que, por sua vez, chegou a chamar a Polícia Civil para investigar a suspeita de que o acidente poderia ter sido um ato de sabotagem. O fato é que o defeito técnico – que tirou de tempo o Governo e a população de São Luís e deu gás à Oposição e é responsabilidade exclusiva do fabricante da válvula – deflagrou uma batalha com ácidos petardos políticos entre e Governo e seus contrários.

As primeiras avaliações sobre o acontecido – que pode ser tranquilamente definido como um incômodo acidente -, logo mostraram que o Governo do Estado e o governador não têm qualquer responsabilidade direta no estouro da tal válvula, como também não foi encontrado qualquer indício de que o problema tenha sido resultado de um ato criminoso, ação de um sabotador antigovernista. Logo em seguida, técnicos experimentados chegaram à conclusão de que o que causou o estouro foi um defeito de fabricação na válvula da adutora, que funciona um mecanismo controlador da pressão da água, que é muito forte na dentro da tubulação da adutora. E ficou evidenciado que esse é um problema que diz respeito somente à empresa que forneceu o equipamento e à que responde pela sua instalação.

Não há que discutir o fato de que o Governo é o dono da obra, via Caema. Mas é também verdadeiro o fato de que ele não tem qualquer naco de responsabilidade direta no processo de implantação da nova tubulação. Como contratante, cabe ao Governo fiscalizar o trabalho das empresas contratadas via licitação, cobrar-lhes eficiência e o cumprimento do cronograma acertado – o que vinha acontecendo normalmente, diga-se. O acidente foi um imprevisto avassalador, pois não havia como Governo e empresas contratadas preverem-lo. Assim, tentar crucificar o governador por causa de um problema dessa natureza é, no mínimo, injusto e descabido. Afinal, o chefe do Poder Executivo maranhense é um ex-juiz federal e professor de Direito que abdicou da segurança da magistratura para brigar por mandatos e tem se revelado um gestor de ponta, eficiente, com os pés firmados no chão e, mais do que isso, sem qualquer manche ética ou moral no seu currículo. Isso não o isenta de críticas ou cobranças eventuais. Mas aponta-lo como responsável pelo estouro da válvula da nova adutora não faz sentido.

Por conta do adiamento do funcionamento integral da nova estrutura do Sistema Italuís, houve quem criticasse o secretário de Articulação Política e Comunicação pela eufórica campanha publicitária que vinha badalando a antecipação da conclusão da obra. Pode ter havido algum excesso de empolgação no anúncio da sua antecipação, mas ele foi feito com base em informações técnicas que garantiam o encurtamento do cronograma, o que isenta a área de Comunicação da acusação de irresponsabilidade e incompetência. Afinal, a obra vinha andando em ritmo acelerado, mas dentro de uma normalidade que não indicava qualquer indício de que um problema dessa dimensão poderia acontecer. O clima já era de comemoração, no Governo e nas empresas, já que a probabilidade de um defeito na tal válvula era absolutamente imprevisível.

Ao mesmo tempo, a Oposição não deve ser satanizada pela tentativa de tirar uma lasca da credibilidade do Governo do qual é uma adversária que não faz qualquer concessão. Qualquer manifestação de insatisfação, de crítica e de cobrança em relação ao que aconteceu com a nova adutora do Italuís será lícita, pois se enquadra exatamente no direito à liberdade de  expressão e pensamento assegurada pelo estado democrático de direito. Salvo, é claro, quando a metralha verbal descamba para a  irracionalidade, o que não foi o caso, mesmo com as distorções em relação ao governador do Estado.

Finalmente, não fosse o viés político que contamina fortemente as já muito conturbadas relações Oposição X Situação, o estouro da nova adutora repercutiria e provocaria cobranças, mas não na escala que marcou o acidente em Perizes. É a guerra pelo poder que começa a ganhar densidade e intensidade.