“Não se justifica, esse aumento de passagem com péssimo serviço”, critica Cézar Bombeiro

O recente reajuste da tarifa do transporte público de São Luís tem gerado várias reações contrárias, esta semana. Além das reclamações de usuários, principalmente, através das redes sociais e de manifestações e protestos organizadas por movimentos populares, o vereador Cézar Bombeiro (PSD) se pronunciou sobre a questão, na tribuna da Câmara Municipal de São Luís, na manhã desta terça-feira (18).

“Sabemos que, todos os anos, há aumento de passagem e isso acontece em decorrência de diversos fatores, desde o aumento no preço da gasolina, à manutenção dos ônibus. Mas, o que acontece em São Luís, é que temos uma passagem de transporte coletivo já muito cara, comparada com a realidade da nossa população. Nada justifica esse aumento de passagem, com o péssimo serviço que essas empresas prestam”, frisou Cézar Bombeiro.

“Temos um sistema de transporte coletivo caótico”, ressaltou o vereador, acrescentando que, embora aleguem que os serviços não estão sendo rentáveis como o esperado, as empresas não abrem mão de prestá-lo.

“Para piorar a situação, os créditos antigos terão validade. Como, um dinheiro investido pelo cidadão, pode ter prazo e expirar? Isso é um roubo!”, advertiu Bombeiro.

Condicionantes

Segundo o parlamentar, não há condicionantes de melhoria do serviço para ter tal aumento. “São Luís é a única cidade em que esses empresários alegam prejuízo e a prefeitura, muito boazinha, muito solícita, resolve dar o aumento”, criticou o parlamentar.

Sem debates

O vereador apontou, ainda, o fato de o reajuste acontecer em período de férias estudantis e na semana que antecede o Carnaval, o que acaba enfraquecendo os debates. “Aumentaram a tarifa em fevereiro, período de férias estudantis e às vésperas de Carnaval, um momento em que a população não está tão atenta a essas manobras empresariais e políticas. Lamentável! São Luís tem um péssimo serviço de transporte coletivo”, assinalou Cézar Bombeiro.

Reajuste

O valor da passagem saltou de R$ 3,40 para R$ 3,70 e as linhas não integradas, para R$ 3,20. O reajuste foi proposto pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), justificando a necessidade de manutenção do equilíbrio do sistema, que opera o serviço de transporte coletivo de São Luís, sendo sancionado pelo Prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Além disso, as recargas feitas antes do reajuste, nos cartões estudantis, de Vale Transporte e Bilhete Único, terão validade até o dia 16 de março deste ano.

O aumento foi anunciado na última sexta-feira (14), passando a valer a partir desse domingo (16). (Fonte: camaraslz.br)

Bolsonaro insulta jornalista da Folha com insinuação sexual

Na semana passada, Hans River do Nascimento disse que repórter da ‘Folha de S.Paulo’ ofereceu sexo em troca de informação. Presidente afirmou nesta terça que ‘ela queria dar um furo a qualquer preço’. Associações de Jornais e Revistas afirmam que presidente tenta desqualificar o livre exercício do jornalismo.

Por G1 — Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro, ofendeu a repórter da “Folha de S. Paulo” Patrícia Campos Mello nesta terça-feira (18). Com insinuações sexuais, o presidente questionou a atuação da jornalista em apurações sobre o disparo em massa de mensagens.

A declaração foi feita na saída do Palácio do Alvorada e cita Hans River do Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows. Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a empresa teria participado de esquema de disparo de mensagens por meio da rede social durante as eleições.

Na semana passada, Hans River prestou esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional que apura a disseminação de conteúdo falso na internet, a CPMI das Fake News.

Leia o que Bolsonaro disse nesta terça-feira:

“Olha, a jornalista da Folha, tem mais um vídeo dela aí. Eu não vou falar aqui porque tem senhora do meu lado. Ela falando eu sou a ‘tatata’ do PT. Tá certo? E o depoimento do Hans River, foi no final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele. Ela queria um furo. Ela queria dar um furo [pausa, pessoas riem] a qualquer preço contra mim. Lá em 2018, ele já dizia que eles chegavam perguntando ‘o Bolsonaro pagou para você divulgar informações por Whatsapp?”

Sobre as ofensas proferidas, a “Folha de S.Paulo” divulgou a seguinte nota:

“O presidente da República agride a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com a sua atitude. Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência”.

No início da tarde, ao deixar o Palácio da Alvorada após uma reunião com ministros, Bolsonaro voltou a tocar no assunto, mas ressalvou que não queria “conversa”.

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Cleinaldo Bil se filia ao Podemos e com Eduardo Braide instalará diretório municipal de Viana

O conceituado sindicalista Cleinaldo Bil vai se filiar ao Podemos, atendendo convite do deputado federal Eduardo Braide,  candidato a prefeito de São Luís e com ampla vantagem para vencer o pleito por preferência da população de São Luís. 

Cleinaldo Bil é dirigente do SINTSEP, que está entre os poucos sindicatos de trabalhadores do serviço público, que nunca se curvou ao controle do poder público, e que sempre se posiciona em defesa dos direitos dos servidores públicos.

A solenidade de filiação de Cleinaldo Bil ao Podemos está marcada para o dia 07 de março, em solenidade marcada para a cidade de Viana, ocasião em que será instalado o diretório municipal da agremiação partidária, com uma grande participação popular.

(Via Blog do Aldir Dantas)

Governo autoriza intervenção em empresa de FerryBoat

O governador Flávio Dino editou decreto, nesta segunda-feira (17), autorizando a intervenção no serviço de transporte intermunicipal aquaviário realizado pela empresa Servi-Porto. No último dia 15, a empresa paralisou os serviços nos terminais Ponta da Espera e Cujupe, causando transtorno e prejuízos para os usuários.

O transporte intermunicipal aquaviário é uma concessão de serviço público. O decreto também determina a realização de nova licitação para o serviço, cujo edital será publicado pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), em até 30 dias.  “Visando restabelecer regularidade do serviço de ferry boat para a Baixada, hoje editei Decreto de intervenção em uma das empresas e determinei a realização de licitação”, informou o governador Flávio Dino em sua rede social.

A intervenção do Governo do Estado na empresa visa assegurar a continuidade e a regularidade da prestação do serviço de ferry boat e será acompanhada pelo interventor Jailson Luz, funcionário da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP). Durante o período de intervenção, as embarcações da Servi-Porto poderão ser operadas pela outra permissionária, a Internacional Marítima, mediante acordo operacional,  até que seja celebrado novo contrato decorrente do processo licitatório. (Fonte: Portal do Gov. Ma)

Maranhão registra mais de 500 casos suspeitos de dengue em 45 dias

De acordo com a Secretaria de Saúde, municípios de Barra do Corda, São Pedro dos Crentes e Fortaleza dos Nogueiras são os que mais preocupam pela incidência dos casos.

Maranhão registra mais de 500 casos suspeitos de dengue em menos de dois meses

Por G1 MA — São Luís, MA

Em 45 dias, foram registrados 503 casos suspeitos de dengue em municípios do Maranhão, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O relatório também aponta que durante este período, o estado obteve 25 ocorrências de febre chikungunya e 21 de zika virus.

De acordo com a SES, os municípios que mais preocupam são Barra do Corda, São Pedro dos Crentes e Fortaleza dos Nogueiras, por serem locais com índice de infestação alto e onde o mosquito Aedes aegypti tem mais chance de se proliferar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Maranhão é um dos estados que poderão ter surto de dengue em 2020. No ano passado, foram registrados mais de 1 milhão de casos de dengue, com 782 mortes, o que representou um aumento de 488% em relação a 2018.

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Jornalistas de VEJA são detidos pela Polícia da Bahia

O repórter Hugo Marques e o repórter fotográfico Cristiano Mariz, de VEJA, foram detidos na manhã desta sexta-feira, 14, enquanto tentavam localizar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, testemunha-chave para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-capitão Adriano da Nóbrega. Os jornalistas tentavam entrevistar o fazendeiro, quando foram cercados por duas viaturas da Polícia Militar da Bahia. Hugo e Mariz, que estavam dentro de um carro no momento da abordagem,  se identificaram e exibiram suas credenciais de imprensa. Ainda assim, os policiais, de armas em punho, determinaram que os dois saíssem do carro, levantassem as mãos, abrissem as pernas para serem revistados. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, indagou várias vezes um dos soldados.

Por VEJA

Depois da revista, a polícia apreendeu o gravador do jornalista. Nele, havia diversas entrevistas feitas ao longo da semana sobre a controversa operação que resultou na morte de Adriano da Nóbrega. Os jornalistas receberam a ordem de seguir as viaturas até o distrito policial de Pojuca. Lá, agentes da polícia civil voltaram a questioná-los sobre o motivo da presença deles na cidade. Leandro Abreu é o fazendeiro que deu abrigo ao ex-capitão no município de Esplanada e uma das últimas pessoas a vê-lo com vida. Na delegacia, o gravador foi devolvido e os jornalistas liberados após 20 minutos. Um agente que se identificou como Sérgio Pinheiro informou a VEJA que a detenção dos repórteres foi uma medida de segurança. “Eles estavam parados em frente à residência de uma testemunha desse caso aí”, explicou.

A última edição de VEJA trouxe fotos do corpo do ex-capitão que reforçam suspeitas de que ele foi morto com tiros disparados à curta distância – o que contraria a versão oficial da polícia baiana. As imagens também sugerem que, antes de morrer, Adriano da Nóbrega pode ter sofrido violência. Hoje, a Secretaria da Segurança da Bahia divulgou uma nota sobre a reportagem. O comunicado reconhece que realmente havia lesões no corpo de Adriano da Nóbrega como mostram as fotos reveladas por VEJA.  “Sobre a lesão arredondada na face anterior do corpo de Adriano, trata-se de equimose, não uma queimadura. É uma lesão contundente, obviamente feita com algo arredondado, que pode ter sido ativamente ou passivamente comprimido contra o corpo”, diz o comunicado, sem detalhar a causa do ferimento. Especialistas consultados por VEJA apontam que a marca cilíndrica cravada no peito do ex-capitão morto pode ter sido provocada por um cano de uma arma longa e de grosso calibre, logo após um disparo, enquanto a vítima ainda estava viva.

Em relação ao corte na cabeça de Adriano, o órgão confirma que se trata de uma “ação corto-contundente”, como descrito pela reportagem, mas não esclarece as circunstâncias em que se deram o ferimento — que pode ter sido provocado tanto por uma queda como por uma coronhada. Além disso, os peritos defendem que o disparo não foi feito com proximidade, mas se contradizem ao afirmarem que é impossível determinar a distância sem a reprodução com a arma e a munição similar. O projétil para esclarecer essa dúvida não foi analisado nem um exame do corpo externo foi divulgado.

O laudo que veio a público tem descrições genéricas e diz que não é possível afirmar ou negar se houve tortura ou outra ação cruel no corpo da vítima. Os especialistas consultados por VEJA constataram que as marcas vermelhas localizadas próximas à região do peito indicam um disparo a curta distância. “É um disparo a uma distância na qual a pólvora ainda tem energia cinética suficiente para adentrar o corpo. Então, foi um disparo a curta distância. O que é a curta distância? Depende da arma e da munição. Seriam 40 centímetros, no máximo, imaginando um revólver ou uma pistola. Mais que isso, não”, afirma o médico legista Malthus Fonseca Galvão, professor da Universidade de Brasília e ex-diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal.

Governo entrega CAR para mais de 1.200 famílias de comunidades de Viana e Matinha

Em Viana, na Baixada Maranhense, o Governo do Maranhão, por meio do Sistema da Agricultura Familiar (SAF, Agerp e Iterma) realizou, nesta terça-feira (11), a entrega de Cadastro Ambiental Rural (CAR) para 25 comunidades dos municípios de Viana e Matinha.

Com esta ação, 1.282 agricultores familiares de comunidades tradicionais e quilombolas possuem o registro eletrônico de seu imóvel rural. A agricultora Maria de Fátima Ribeiro dos Santos, do Quilombo Itapera, município de Matinha, recebeu o CAR das mãos da equipe do Sistema SAF. “É uma felicidade muito grande porque quando a gente chegava nos bancos pra obter crédito ou auxílio era uma dificuldade, pois exigiam o CAR. E graças a Deus estamos recebendo este documento que vai nos ajudar muito”, disse Maria.

Domingos Ponciano recebe CAR da comunidade Contenda (Foto: Divulgação)

Para o secretário da SAF, Júlio César Mendonça, o Governo do Maranhão tem o compromisso de efetivar o CAR no estado. “Com muita alegria fizemos a entrega de 25 CAR para comunidades tradicionais dos municípios de Viana e Matinha. Esta é uma ação muito importante que simboliza a continuação e dinamização do CAR voltado, principalmente, para as pessoas que mais precisam”, ressaltou o secretário Júlio.

Outro agricultor familiar que ficou animado com o recebimento do CAR foi o seu Domingos Ponciano, presidente da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Remanescentes do Quilombo São Jorge do povoado Contenda, no município de Viana. “Vou falar em nome da comunidade sobre a importância de nossa associação estar recebendo esse documento, que é essencial principalmente para conseguir crédito no banco e investir na nossa produção”, enfatizou seu Domingos.

Desde dezembro de 2019, o Governo deu início ao CAR em todo o estado, por meio do projeto Mais Sustentabilidade no Campo, e conta com investimentos na ordem de R$ 41 milhões do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiado pelo Fundo Amazônia. Serão realizados 182.500 cadastros para agricultores familiares individuais e territórios coletivos como os povos tradicionais: quilombolas, quebradeiras de coco, extrativistas, pescadores e assentamentos estaduais.

A presidenta da Agerp, Loroana Santana, afirmou que esta ação em Viana “garante dignidade e cidadania para centenas de agricultores”.

Presente na entrega do CAR, o secretário de Igualdade Racial, Gerson Pinheiro, destacou que “o CAR é um compromisso do estado com as comunidades para que tenham conhecimento do que podem fazer nas suas áreas, e assim ter acesso a serviços públicos e outros direitos”.

O que é o CAR?

O CAR é um registro eletrônico obrigatório das informações ambientais de um imóvel rural. É gratuito para a agricultores familiares com propriedades rurais de até 4 módulos fiscais (MF’s), que desenvolvam atividades agrossilvipastoris, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária (estaduais) ou comunidades tradicionais que façam uso coletivo de seu território no Maranhão.