Após aumento nas internações, governo suspende eventos e anuncia novos leitos para Covid-19 no Maranhão

Taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande Ilha de São Luís chegou a 81,08% nas últimas 24 horas. Medidas anunciadas nesta segunda-feira (25), entram em vigor a partir de terça-feira (26) em todo o Maranhão.

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O governo do Maranhão divulgou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), a adoção de novas medidas para conter o avanço da pandemia de Covid-19 no estado. A anúncio foi feito devido ao aumento do número de internações em leitos destinados para pacientes com a doença em São Luís, Santa Inês, Pinheiro, Balsas e Imperatriz.

No domingo (25), a Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) chegou a 81,08% da ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 73,33% de enfermaria para pacientes com Covid-19. Em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 90,63%.

Entre as medidas anunciadas nesta segunda-feira, estão:

O aumento da oferta de leitos em hospitais de referência do estado para pacientes com Covid-19;

Suspensão, por 14 dias, de eventos de pequeno porte em todo o Maranhão;

Suspensão, por duas semanas, até 50% da capacidade, as cirurgias e consultas eletivas na rede estadual de saúde.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, a suspensão dos eventos de pequeno porte acontece a partir de terça-feira (26). A decisão, entretanto, não suspende ou limita o funcionamento de bares e restaurantes em todo o estado. Em 14 dias, as medidas adotadas serão reavaliadas, para saber se elas continuam suspensas ou vão ser mantidas.

Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, anuncia novas medidas para conter avanço da Covid-19 no Maranhão. — Foto: Adriano Soares/Grupo Mirante

“A partir de amanhã, não está mais permitido aniversários, festas de pequeno porte, casamentos, batizados e aqueles eventos que a gente havia autorizado com até 150 pessoas. Eles estão suspensos por 14 dias em todo o Maranhão”, disse Carlos Lula.

Aumento de leitos

Por conta do aumento no número de internações em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), serão implementados novos leitos para pacientes com Covid-19 em hospitais de referência para a doença em São Luís e em municípios do interior do estado.

Carlos Lula explicou que o aumento no número de leitos é resultado do crescimento elevado nas taxas de ocupação. Segundo o secretário, os números registrado nos últimos dias no estado, é semelhante aos que foram notificados durante o mês de junho de 2020, período crítico da pandemia no Maranhão. (Por G1-MA).

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Mais de 46 mil doses da vacina de Oxford chegam ao Maranhão; pacientes em tratamento hospitalar poderão ser vacinados

Voo que trouxe lotes da vacina chegou por volta das 13h38, no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís. Segundo o secretário de Saúde, imunizante só será distribuído após aplicação de 70% da doses da CoronaVac no estado.

Lote com 46.500 doses da vacina de Oxford/AstraZeneca chegam em São Luís (MA) na tarde deste domingo (24). — Foto: Karlos Geromy/Governo do Maranhão

O Maranhão recebeu neste domingo (24), as 48.500 doses da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra. O voo que trouxe os lotes do imunizante, chegou por volta das 13h38, no Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís.

Após o recebimento das doses, elas seguiram sob escolta da Polícia Federal até a Rede de Frio do Estado, em São Luís, onde devem ficar armazenadas, até que sejam distribuídas para os 217 municípios maranhenses.

Por meio de uma rede social, o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, explicou as doses de Oxford/AstraZeneca só devem começar a serem distribuídas quando 70% das doses da CoronaVac, tiverem sido aplicadas no Maranhão. Ao todo, o estado recebeu 164.240 doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

“Vai começar a distribuição da AstraZeneca depois de, pelo menos, 70% de doses aplicadas da CoronaVac, a ideia é que não haja duas vacinas no mesmo local. Ninguém vai ter a opção de escolher a vacina”, afirmou Carlos Lula.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), anunciou, por meio de uma rede social, que as doses que chegaram ao estado neste domingo, serão destinadas aos profissionais de saúde e poderão ser aplicadas pacientes em tratamento com radioterapia, quimioterapia e hemodiálise. Segundo Dino, o decisão foi tomada por se tratar de pacientes que estão expostos à rotinas hospitalares.

“Vacinas que chegarão hoje ao Maranhão poderão ser destinadas a profissionais de saúde e também para pacientes que estejam em tratamento com radioterapia, quimioterapia e hemodiálise. Levamos em conta a situação desses pacientes e o fato de estarem expostos em rotinas hospitalares”, disse o governador.

O Maranhão foi o quarto estado do Nordeste a receber a maior quantidade de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca. Os dois milhões do imunizante, que foi produzido no Instituto Serum, na Índia, chegaram ao Brasil na sexta-feira (22). Por G1 MA — São Luís, MA

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Prefeito de Viana participa da posse do Fórum Regional de Políticas Públicas da Juventude da Baixada

Discutir ações conjuntas para o progresso e a qualidade de vida dos jovens da baixada maranhense foi o tema central do Fórum Regional de Políticas Públicas da Juventude da Baixada que ocorreu nesta sexta-feira (22). O evento foi realizado no Sindicato Agro pesqueiro dos pescadores profissionais, artesanais e trabalhadores em regime de economia familiar do município de Viana -MA.

Participaram do ato de abertura do evento o professor Itaan de Jesus Pastor Santos, representando a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Josef Figueiredo, Secretario de Juventude de São João Batista; Adjerson Paulo, que foi o primeiro presidente do Fórum; Jane Carla, vice presidente; Júlio Mendonça, presidente da AGERP; Vereador de Viana, Merval Castro; Conceição Cutrim, prefeita de Olinda Nova e o prefeito de Viana, Carrinho Cidreira.

Para o presidente da Agerp, Júlio Mendonça, o desenvolvimento da baixada passa pelo resgate da juventude. “Fizemos questão de estar aqui neste momento porque acreditamos que o desenvolvimento passa pela juventude e devemos pensar na saúde, no mercado de trabalho e principalmente na educação. Acredito que não existe outra forma de libertação senão a educação”, disse Júlio Mendonça.

O prefeito Carrinho Cidreira (PL) participou expondo seus pontos de vista a fim de debater propostas e ações para melhorar o desenvolvimento do jovem na cidade e região. “ Precisamos nos reunir com as Universidades para discutir um projeto alternativo de potencialização e desenvolvimento da baixada para fazer uma inserção da juventude no mercado de trabalho e assim garantir um futuro melhor aos jovens”, afirmou Carrinho.

Maranhão cancela a realização de eventos do carnaval 2021

O governo informou que decisão foi tomada devido a falta de vacinação em massa contra a Covid-19 no Maranhão e para evitar aglomerações. Decreto será publicado na sexta-feira (22) no Diário Oficial.

Milhares de pessoas curtem a folia pré-carnavalesca na Avenida Beira-Mar em São Luís (MA) — Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

O Governo do Maranhão anunciou o cancelamento da realização das festas oficiais de carnaval em 2021. Ao G1, a Secretaria de Estado da Cultura (Secma), informou que a decisão foi tomada em razão da falta de vacinação em massa contra a Covid-19.

A decisão será publicada nessa sexta-feira (22), no Diário Oficial do estado. No decreto Nº 38.418, de 18 de dezembro de 2020, o governo já havia informado que as datas relativas ao carnaval 2021, iriam ser analisadas até 25 de janeiro, em consulta com as prefeituras municipais e considerando as condições sanitárias relativas à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O decreto também proíbe a realização de qualquer evento de grande porte, que gere grandes aglomerações no estado. Festas só serão liberadas caso o evento ofereça segurança sanitária e tenha liberação das autoridades de saúde competentes.

De acordo com o governo, ainda não há previsão de uma nova data para a comemoração do carnaval em 2021 no Maranhão. A definição depende da liberação das autoridades em saúde pública.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) emitiu uma recomendação, nesta semana, pedindo o cancelamento de festas e aglomerações durante o carnaval. No pedido, o órgão solicita ainda que sejam negadas licenças e autorizações para demais eventos privados que possam gerar aglomeração no estado.

No estado, devido a pandemia, só estão autorizadas a realização de festas e eventos com no máximo 150 pessoas. A pasta informou ainda que a fiscalização de festas privadas de pré-carnaval cabe as prefeituras, a Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Veja na íntegra a nota da Secretaria de Estado da Cultura (Secma)

“A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) informa que, em razão da falta de vacinação em massa contra a Covid-19, o Governo do Maranhão decidiu não realizar qualquer evento que gere grandes aglomerações, a exemplo do carnaval. Eventos desse porte só serão retomados pela gestão estadual quando houver segurança sanitária e liberação das autoridades de saúde competentes.

Também não há previsão de nova data para celebração do carnaval 2021. A definição de um novo calendário da festividade no Maranhão dependerá da liberação das autoridades em saúde pública.

A Secma esclarece ainda que continuará realizando ações em apoio aos profissionais da arte, assim como foi feito em 2020, quando foram lançados editais públicos com recursos estaduais e por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei Federal n° 14.017/20), que beneficiou mais de 3.000 fazedores de cultura de todo o Maranhão.

A fiscalização de festas privadas de pré-carnaval que eventualmente descumpram o decreto estadual n° 36.203, de 30 de setembro de 2020 – norma que autoriza apenas eventos com no máximo 150 pessoas – cabe às prefeituras, à Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa) e à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).”

Por G1 MA

Tomou a vacina amarrado que nem gado contra aftosa

 

Imagem ilustrativa/O Globo

Por Nonato Reis*

As cenas de pessoas vociferando contra vacinas anti-Covid-19 e até maluquices como achar que, recebendo o seu princípio ativo no organismo, o sujeito pode sofrer mutações, a ponto de se transformar em réptil, remetem, inevitavelmente, a um tempo distante no Brasil, quando os moradores eram vacinados à força.

Isso aconteceu em 1904, no Rio de Janeiro, com a primeira campanha de vacinação em massa no país, para combater a varíola, que grassava na cidade. O episódio, considerado épico pelo seu ineditismo, fora patrocinado por agentes sanitários, que invadiam as casas e vacinavam as pessoas que nem gado.

Culpa do governo federal que não teve o cuidado de preparar a população, informando-a devidamente sobre a vacina e a sua importância no combate à epidemia. Boa parte da população não sabia do que se tratava e temia ser infectado pelo vírus da doença a partir da injeção, e essa desinformação acabou por provocar uma grande reação popular, que entrou para a história como a “Revolta da Vacina”.

A origem das vacinas remete ao século 10, na China, quando surgem os primeiros vestígios do uso de imunizantes, com a introdução de versões atenuadas de vírus no corpo humano. Só que a técnica aplicada nem de longe lembrava os métodos atuais. Os chineses trituravam cascas de feridas provocadas pela varíola e assopravam o pó, com o vírus morto, sobre o rosto das pessoas.

O termo “vacina” surgiu pela primeira vez, em 1798, a partir de uma experiência do médico e cientista inglês Edward Jenner. Ele ouviu relatos de que trabalhadores da zona rural não pegavam varíola, por haverem contraído a versão bovina, de menor impacto no corpo humano. Então introduziu os dois vírus em um garoto de oito anos e percebeu que aquilo tinha de fato uma base científica. A palavra vacina deriva justamente de Variolae vaccinae, nome científico dado à varíola bovina.

O certo é que, apesar de comprovadamente eficazes, e de produzirem reações mínimas no organismo das pessoas, as vacinas, até hoje são recebidas com desconfiança por parcelas da sociedade. Só para se ter uma ideia do tamanho dessa resistência, uma pesquisa de 2014, feita a pedido do Ministério da Saúde, mostrou que a média de vacinação no país era de 81,4%, enquanto que entre os mais ricos ficava em 76,3%.

 Se nas grandes cidades há rejeição contra as vacinas, imagine-se nas localidades da zona rural de difícil acesso. No Ibacazinho dos anos dominados pela luz do querosene, tomar vacina era um drama. Eu mesmo atravessei toda a infância sem receber um soro imunizante, sequer. Não por que temesse algum efeito colateral, mas por sentir pavor de injeção. Só de olhar uma seringa com agulha eu tremia feito vara verde.

Lembro de uma campanha de vacinação contra sarampo levada a efeito no início dos anos 70. Os moleques eram resgatados de dentro do mato, como se fossem rês desgarradas do rebanho. Sebastião Xoxota, personagem do romance “A Saga de Amaralinda”, deu show. Quando os agentes chegaram na casa dos pais dele com aquelas caixas de isopor a tiracolo. Tião fugiu por uma das janelas e desapareceu no mato. O pai, esbravejando, ordenou para os outros filhos: “peguem esse moleque”. Os irmãos se lançaram em perseguição a Tião, rasgando a floresta de cipó e cauaçu, que guarnecia a entrada da casa.

Tião acabou capturado em pleno Cemitério dos Anjos, quando tentou escapulir do cerco pulando entre duas sepulturas, escorregou e caiu. Os irmãos, tendo à frente “Cajueiro, o Grande”, amarraram os pés e as mãos dele com corda de prender garrote e o levaram até a presença dos agentes, que, assim, puderam vaciná-lo. Concluída a operação, um dos técnicos quis saber se a picada doera, ao que Tião reagiu, os olhos faiscando. “Meta um ferrão desse na bunda e o senhor vai ver se dói”.

*Jornalista | Escritor

Índia começará a exportar vacinas ao Brasil amanhã

O governo da Índia deu sinal verde para a exportação comercial de vacinas contra a Covid-19, e as primeiras remessas serão envidas ao Brasil e ao Marrocos na sexta (22), segundo o ministro de Relações Exteriores disse à Reuters. As doses desenvolvidas pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca estão sendo fabricadas no Instituto Serum, na Índia, o maior produtor mundial de vacinas e que recebeu pedidos de diversos países.

O governo indiano segurou a exportação até começar seu próprio programa de imunização na semana passada. No início desta semana, mandou suprimentos gratuitos para seis países vizinhos.

O ministro Harsh Vardhan Shringla disse que as exportações comerciais começariam na sexta, alinhado com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de usar as capacidades industriais do país para ajudar toda a humanidade de lutar contra a pandemia.

“Ao seguir essa visão, nós temos respondido de forma positiva aos pedidos de países do mundo todo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se aos suprimentos gratuitos.”

O suprimento de quantidades comercialmente contratadas vai começar amanhã, iniciando com o Brasil e o Marrocos, seguidos por África do Sul e Arábia Saudita.

“O Brasil, que tem o segundo maior número absoluto de mortes por Covid-19 depois dos EUA, tem feito diversos apelos ao governo indiano pela vacina —2 milhões de doses serão trazidas do Instituto Serum.

(Folha de S. Paulo)

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Sindicato solicita inclusão de jornalistas no grupo prioritário de vacinação da covid-19

Na manhã da última segunda-feira, 18, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais São Luís enviou cartas ao governador Flávio Dino e ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide, solicitando que os profissionais da imprensa (jornalistas e radialistas), também tenham prioridades para serem vacinados contra a Covid-19.

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Conforme o jornalista Douglas Cunha, presidente do SINDJOR-SLZ, muito similarmente a outras profissões que estão na linha de frente de combate à pandemia, como os profissionais de saúde e outros trabalhadores, os jornalistas e radialistas são obrigados a se colocar em risco, garantindo a todo cidadão e cidadã, o acesso à informação correta e de fontes credíveis, contribuindo no combate à circulação de “fake news” e, consequentemente, ajudando a salvar vidas.

Ele disse ainda que a reivindicação do Sindicato dos Jornalistas tem como base o Decreto 10.288, de 22 de março de 2020, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, que determina a inclusão das atividades da imprensa como essenciais, lembrando que devem ser adotadas medidas para evitar o adoecimento dos profissionais e citou o Decreto:

Art 4º São considerados essenciais as atividades e serviços relacionados à imprensa, por todos os meios de comunicação e divulgação disponíveis, incluídos a radiodifusão de sons e imagens, a internet, os jornais e as revistas, dentre outros. (Blog do Cristiano Dias).